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Geyse merece uma lembrança do Prêmio Puskás depois desse chapéu humilhante na goleira

O Campeonato Português pode não contar com grande relevância no futebol feminino, mas o que a alagoana Geyse aprontou neste final de semana merece amplas reverências. Reserva na última Copa do Mundo, a atacante de 21 anos saiu do banco e, mesmo assim, anotou três gols na vitória por 7 a 0 sobre o Ovarense – que também teve uma tripleta de outra brasileira, a capitã Darlene. No entanto, nada supera a categoria da reserva para fechar a contagem.

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Após o lançamento, Geyse saiu de frente para o gol. O lance poderia ser concluído de diferentes maneiras, mas a camisa 9 escolheu a mais brilhante. Com a goleira já em cima, na entrada da área, ela aplicou um chapéu espetacular. Passou da bola e deu um toquezinho cruel de calcanhar, que deixou a arqueira no vácuo. O mais bonito de tudo é que a parábola foi perfeita, sem grandes exageros, para que a alagoana matasse a bola de volta no peito, logo à frente. Com a adversária sem entender nada, então, a atacante só precisou concluir às redes vazias. Golaço.

Não é um lance que se vê sempre, o que o torna ainda mais valorizado. E, considerando o respaldo que a Fifa tem dado ao futebol feminino no Prêmio Puskás, certamente merecerá uma lembrança na próxima lista de indicações.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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