Olimpíadas

Pela terceira vez na história, Austrália receberá as Olimpíadas: Brisbane será sede em 2032

Depois de Melbourne 1956 e Sydney 2000, Austrália receberá Olimpíadas mais uma vez e será a quarta vez que os Jogos virão para o hemisfério sul

O Comitê Olímpico Internacional anunciou nesta quarta-feira que Brisbane será a sede das Olimpíadas de 2032. Será a terceira vez que a Austrália receberá os jogos, depois das edições de Melbourne em 1956 e Sydney em 2000. A candidatura da cidade australiana era a única apresentada aos membros do COI e, por isso, foi anunciada. Será apenas a quarta vez que os jogos serão disputadas abaixo da linha do Equador. Além das outras três vezes que a Austrália sediou o evento, houve ainda o Rio em 2016.

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Brisbane comemorou com fotos de artifício na noite de quarta-feira e a premiê de Queensland, estado onde fica Brisbane, Annastacia Palaszczuk comemorou. Eles viajaram a Tóquio para defenderem a sua proposta aos membros do COI, assinaram o contrato e a decisão foi anunciada. Até as datas dos jogos já estão definidas. Os Jogos Olímpicos de Brisbane em 2032 serão de 23 de julho a 8 de agosto. Os Jogos Paralímpicos começam no dia 24 de agosto e vão até 5 de setembro.

“Este é um momento de muito orgulho para a Austrália, não se engane”, afirmou o presidente doe Comitê Olímpico Australiano e vice-presidente do COI, John Coates. “Eu agradeço a todos os membros do COI pela sua confiança. Brisbane 2032 está genuinamente comprometida em servir aos ideais do movimento Olímpico. Os Jogos Olímpicos em Brisbane estarão nas mãos mais aplicadas, gratas e entusiastas. Eu faço esse comprometimento com as atletas do mundo. Nós iremos oferecer a vocês uma experiência inesquecível”.

Apesar de ser candidata única, Brisbane precisou apresentar os requisitos necessários ao COI. Além da premiê de Queensland, a proposta teve também o ministro do esporte da Austrália, Richard Colbeck, e o prefeito de Brisbane, Adrian Schrinner. Eles apresentaram ao COI a sua ideia e foram questionados sobre a questão da sustentabilidade nos jogos, algo que acabou ganhando um papel importante nas últimas candidaturas.

Segundo Shrinner, a política climática sempre foi uma parte chave da proposta, que inclui o uso de combustíveis sustentável e grandes plantações para ajudar a compensar as emissões geradas pelos Jogos. “Desde o começo, nós queríamos que fossem Jogos sustentáveis. Nós queríamos nos comprometer e sermos a primeira cidade-sede a concordar contratualmente a Jogos positivos para o clima”, disse Shrinner.

“Nos comprometemos a criar um sucesso sob a sua nova estratégia de cidade anfitriã, apresentando uma experiência neutra em termos de custos, positiva para o clima, segura e fascinante para todo o mundo”, afirmou Palaszczuk.

A estimativa de gasto para a Olimpíada de Brisbane em 2032 é de US$ 5 bilhões. Segundo os organizadores, a expectativa é que a maior parte disso seja recuperada com vendas de ingressos, patrocínios domésticos e direitos de transmissão. A previsão é que os Jogos tragam um benefício econômico de US$ 17 bilhões, mas é bom levar em consideração que o COI faz estimativas sempre muito mais otimistas que a realidade e, por isso, os números reais devem ser mais baixos. De qualquer forma, há uma expectativa positiva dos australianos.

Diferente da Copa do Mundo, que teve uma edição na África, com a África do Sul como sede em 2010, e que terá a sua primeira edição no Oriente Médio em 2022, no Catar, as Olimpíadas jamais foram disputados em uma cidade africana e nem no Oriente Médio.

O COI tem sido muito criticado por sua atuação desde o início da pandemia e como está lidando com Tóquio 2020. Entre os japoneses, os Jogos não estão sendo muito populares. Há pesquisas que mostram que cerca de 80% dos japoneses acham que a Olimpíada deveria ser cancelada. Diante de acordos bilionários – e com multas também bilionárias -, o COI e a organização da Olimpíada do Japão decidiram adiar de 2020 para 2021 e vão à frente com a disputa, ainda que a situação da pandemia não esteja tão controlada quanto se esperava no momento do adiamento.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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