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Um dos candidatos à presidência da Fifa quer cuidado com o poder dado a patrocinadores

A eleição emergencial da Fifa convocada para fevereiro do ano que vem já teve definidos os seus candidatos, e um deles já se posicionou publicamente em relação a uma das questões que envolvem a administração da entidade. Para Tokyo Sexwale, empresário sul-americano com bastante histórico político, a relação com os patrocinadores da instituição deve permitir comunicação entre as partes, mas não de maneira que os parceiros financeiros tenham poder em decisões políticas.

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Durante congresso sobre segurança no esporte realizado em Nova York, Sexwale afirmou que os patrocinadores da Fifa têm direito de se expressar, mas levantou a necessidade de se ter cuidado para que eles não tenham tanta força política na tomada de decisões. O sul-africano diz isso porque, em outubro, após a justiça suíça afirmar que estava investigando criminalmente Joseph Blatter, diversos patrocinadores, quase que simultaneamente, divulgaram comunicados oficiais pedindo o afastamento do suíço do cargo de presidente da Fifa.

“A Coca Cola, a Budweiser, essas empresas, parceiras da Fifa, têm direito de falar. Mas acho que devemos ter cuidado com o quão longe vai esse ativismo dos patrocinadores. Uma das coisas que precisam ser feitas para dar confiança e reconstruir a marca da Fifa é se sentar com os patrocinadores e dizer que há um jeito de fazer as coisas sem que eles digam como as coisas devem ser feitas”, opinou Sexwale, que prefere uma abordagem como a usada pela Adidas, que demonstrou internamente apoio às reformas na entidade, mas que não se posicionou publicamente.

Tokyo Sexwale tem um longo histórico político. Durante a luta contra o apartheid, esteve preso por 13 anos na Ilha Robben, na Cidade do Cabo, passando parte desse período ao lado de Nelson Mandela. Foi ministro do governo de Jacob Zuma entre 2009 e 2013 e anteriormente tinha pretensões de se candidatar à presidência da África do Sul. Seu envolvimento com o futebol é relativamente recente, tendo feito parte do Comitê Organizador Local da África do Sul durante a Copa de 2010 e sendo nomeado para o comitê antirracismo da Fifa. Quer aumentar sua influência na entidade e fazer que as pessoas saibam que “vencendo ou perdendo, um africano agitou as coisas”. Levantar um debate sobre a influência dos patrocinadores provavelmente é uma das maneiras como Sexwale pretende fazer isso.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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