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Novo presidente da Fifa, Infantino tem pressa em testar replay para os árbitros

Gianni Infantino foi eleito o novo presidente da Fifa na última sexta-feira e suas primeiras palavras foram sobre transformar a imagem da entidade, tornando-a novamente sinônimo apenas de futebol. Para isso, uma pelada simbólica do novo mandatário com lendas da história do esporte aconteceu nesta segunda-feira, seguida da publicação de um vídeo em que o suíço fala de seus planos para a entidade e da maneira como vê o futebol. Em termos de mudança a curto e médio prazos, o ponto mais importante tocado pelo presidente da Fifa foi o da introdução do replay como ferramenta de auxílio para os árbitros.

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A principal preocupação de Gianni Infantino em relação à discussão sobre o uso de vídeos para auxiliar o árbitro a tomar suas decisões é o impacto que o novo método teria no ritmo de um jogo. Em entrevista ao canal oficial da Fifa no YouTube, o presidente afirmou que o que torna o futebol especial é sua fluência, seu andamento sem grandes interrupções em uma partida, e que seria preciso encontrar uma alternativa que não prejudicasse isso.

“O futebol é um jogo especial. É o mais belo e importante esporte do mundo. Não precisamos matar o futebol. Uma das peculiaridades do futebol é a fluidez das partidas. Elas não param tanto quanto em outros esportes, em que você tem tempo de parar e analisar um vídeo. No futebol, temos fluidez, você tem um árbitro que toma decisões importantes. Então precisamos ver que tipo de impacto qualquer auxílio tecnológico teria na fluidez. Precisamos começar os testes sérios o mais rápido possível”, afirmou Infantino.

No início de janeiro, a International Board, órgão responsável pela discussão das regras do futebol, deu o sinal positivo para que os primeiros testes fossem realizados, embora não de forma oficial. A promessa à época era de que uma decisão definitiva seria anunciada em março, em reunião oficial da International Board. E é justamente a proximidade do encontro que fez Infantino tocar no assunto.

Segundo a BBC, a ideia é de que o sistema seja utilizado em situações de gols, cartões vermelhos, pênaltis ou em momentos em que o árbitro confunda um infrator com um de seus colegas de equipe ao exibir um cartão. Tanto os árbitros poderiam consultar o auxiliar responsável pelo replay para confirmar uma decisão quanto este profissional poderia chamar sua atenção para uma decisão possivelmente equivocada.

Se de fato a vontade de Infantino for atentida e os testes, liberados, acontecerem rapidamente, alguns países já se disponibilizaram para servir de cobaia para a nova tecnologia. O Brasil, marcado por polêmicas de arbitragem no ano passado, é um deles, e a Europa também tem seus candidatos: Inglaterra, Escócia e Holanda, imediatamente após a especulação de introdução do novo método em janeiro, ofereceram suas copas nacionais de plataforma para as experimentações. O uso do replay para auxiliar os árbitros parece mesmo uma questão de tempo, e pouco tempo, considerando os atores que têm se colocado a favor de sua introdução.

Confira a entrevista completa de Gianni Infantino:

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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