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Mesmo sob investigação, Blatter se agarra como pode à presidência da Fifa

Anteriormente imune (ao menos publicamente) ao escândalo de corrupção que explodiu dentro da Fifa, o presidente Joseph Blatter se viu agora também no olho do furacão, com o anúncio do procurador-geral da Suíça, na sexta-feira, de que estava investigando criminalmente o presidente da entidade. Mas, mesmo com a pressão reforçada pelo novo capítulo do Fifagate, Blatter insistiu que não abrirá mão de seu cargo antes das novas eleições.

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Nesta segunda-feira, Blatter divulgou um comunicado através de seu advogado, Richard Cullen, explicando seu posicionamento diante da investigação pela qual passa, reforçando sua inocência no caso. “O presidente Blatter conversou com o quadro de funcionários da Fifa hoje e lhe informou que estava cooperando com as autoridades, reiterou que não fez nada ilegal ou impróprio e declarou que permanecerá como presidente da Fifa”, dizia trecho do texto assinado por Cullen.

Outro que está no radar da investigação liderada pelos Estados Unidos é Michel Platini. O procurador-geral suíço acusa Blatter de ter pago US$ 2 milhões, o equivalente a cerca de R$ 8 milhões, para o presidente da Uefa, referentes a serviços prestados pelo francês entre janeiro de 1999 e junho de 2002. No comunicado, Cullen dava a versão de Blatter também sobre essa informação: “Sobre o caso Platini, o presidente Blatter, na sexta-feira, dividiu com as autoridades suíças o fato de que o senhor Platini teve uma relação de trabalho valiosa com a Fifa, servindo como um conselheiro para o presidente desde 1998. Ele explicou aos promotores que os pagamentos eram uma compensação válida e nada mais. E que foram depositados apropriadamente dentro da Fifa, incluindo contribuições à previdência social”.

Apesar do posicionamento de Blatter, reiterando a permanência na presidência da Fifa até que as novas eleições de fevereiro de 2016, convocadas por ele mesmo diante da explosão do Fifagate, sejam realizadas, é difícil cravar que sua postura será essa até o fim. Afinal, vale lembrar que o argumento central do mandatário diante do caso era de que não tinha como controlar o comportamento de todos que trabalhavam para ele, o que foi por água abaixo diante das denúncias de envolvimento de Jérôme Valcke, seu braço-direito na entidade, em um esquema de venda de ingressos para a Copa de 2014, e, agora, da investigação do próprio suíço. Apesar de se agarrar como pode à presidência, Blatter tem visto o cerco se fechar, e até fevereiro temos tempos suficiente para que novas situações se desenrolem.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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