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Madridistas são mortos no Iraque porque para o Estado Islâmico “futebol é antimuçulmano”

Quando a ignorância fala mais alto, este é o tipo de coisa que acontece. Dezesseis torcedores que assistiam a um jogo do Real Madrid em Balad, cidade a 50 quilômetros da capital do Iraque, foram vítimas de integrantes do Estado Islâmico e perderam suas vidas durante um atentado a um café. Os iraquianos faziam parte da peña madridista ‘Iraq Blancos’, reconhecida pelo clube espanhol e inaugurada no Iraque ano passado. Não é a primeira vez que organização jihadista promove um ato de barbárie contra inocentes que assistiam a uma partida de futebol. E, tendo em vista que suas convicções são inabaláveis, não será a última.

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O Estado Islâmico trata o futebol de maneira extremamente intolerante. O grupo se opõe a qualquer preceito alheio ao tradicionalismo que pregam, e o futebol acaba sendo uma aproximação com o ‘mundo ocidental’ condenado pelos terroristas. E tratado de forma cruel. “O futebol é uma parte crucial da vida moderna. Não é surpreendente, portanto, que os inimigos da vida moderna o odeiem”, explica o jornalista norte-americano Franklin Foer, autor do livro ‘Como o futebol explica o mundo’. E ainda acrescenta: “De uma perspectiva fundamentalista, o futebol parece uma forma de sacrilégio, um desvio das emoções para longe do que é sagrado”. É óbvio que isso não pode se qualificar como uma justificativa às atitudes de selvageria, mas diz muito sobre o porquê da organização enxergar o esporte como um símbolo que representa tudo o que eles lutam contra.

O presidente de La Liga, Javier Tebas, lamentou o que ocorreu em Balad em seu Twitter, além de ter dito que cancelou uma viagem por questões de segurança. “Estou desolado com o atentado contra a torcida do Real Madrid no Iraque. O futebol está sendo alvo do terrorismo. Estamos com as vítimas e suas respectivas famílias”, escreveu.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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