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‘Eles mereciam mais’: Guti critica Bola de Ouro a Harry Kane

Ídolo do Real Madrid ironizou a escolha pelo atacante do Bayern de Munique

A escolha de Harry Kane como vencedor da Bola de Ouro provocou reações contrárias no futebol europeu. Entre os críticos está Guti, ex-meio-campista do Real Madrid, que questionou a premiação do atacante do Bayern de Munique e afirmou que Kylian Mbappé e Lamine Yamal mereciam mais reconhecimento. O espanhol também ironizou o fato de a cerimônia ter sido realizada em Londres, cidade onde nasceu o capitão da seleção inglesa.

“É muita coincidência que levem a Bola de Ouro do 70º aniversário para Londres e que ela seja ganha por alguém de Londres. Que coincidência, não? É uma coincidência tremenda”, declarou Guti, durante a transmissão do prêmio.

A cerimônia de 2026 foi realizada em Londres para homenagear o inglês Stanley Matthews, primeiro vencedor da história do prêmio, em 1956.

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Guti ironiza reação de Kane ao receber a Bola de Ouro

A crítica não ficou restrita ao local da cerimônia. O ex-jogador também demonstrou ceticismo em relação à reação de Kane quando seu nome foi anunciado como vencedor. Para Guti, a expressão do inglês indicava que ele próprio não esperava receber o prêmio.

“Lamine e Mbappé mereciam muito mais. É só ver a cara que Kane faz quando pronunciam o nome dele, não imaginaria ganhar uma Bola de Ouro. Ele achava que Lamine e Mbappé estariam acima dele”, afirmou o espanhol.

A entrega do prêmio foi o principal alvo dos comentários de Guti. Segundo imagens repercutidas pela “DAZN”, o ex-jogador levou as mãos ao rosto quando o nome de Kane foi anunciado, demonstrando surpresa com o resultado.

Harry Kane venceu de forma merecida a Bola de Ouro
Harry Kane venceu de forma merecida a Bola de Ouro. Foto: Xinhua / Icon Sport

O espanhol usou a reação do próprio atacante como argumento para contestar a escolha. “Você não faz essa cara se ganha a Bola de Ouro e acha que tinha que vencer. Ele nem sabia como vestir o terno”, ironizou.

A declaração reflete a divisão de opiniões em torno de uma premiação que costuma considerar tanto o desempenho individual quanto os resultados coletivos, a regularidade e a influência do jogador ao longo da temporada. Mesmo entre atletas que reconhecem a qualidade de Kane, há quem considere que outros nomes tiveram campanhas mais impactantes.

Guti apontou especialmente Mbappé e Yamal como candidatos que deveriam ter ficado à frente do inglês. O francês construiu sua reputação como um dos principais atacantes do mundo, enquanto o espanhol se consolidou como uma das grandes promessas do futebol europeu, apesar da pouca idade.

O ex-meio-campista também questionou a coincidência entre a realização da cerimônia em Londres e a vitória de um jogador inglês nascido na capital britânica. A fala sugere desconfiança em relação ao resultado, mas não apresenta evidências de que o local do evento tenha influenciado a votação.

Samir Nasri também questiona prêmio de Kane

Guti não foi o único ex-jogador a demonstrar insatisfação com a escolha. Samir Nasri, ex-meio-campista francês, também contestou a Bola de Ouro concedida ao atacante do Bayern de Munique. Em sua avaliação, as estatísticas individuais não seriam suficientes para justificar a premiação diante da ausência de conquistas coletivas de grande peso.

Kylian Mbappé em jogo do Real Madrid
Kylian Mbappé em jogo do Real Madrid. Foto: IMAGO / Alberto Gardin

“Harry Kane, Bola de Ouro… Ok, as estatísticas fizeram a diferença e ele é um grande jogador. Mas ele nunca levou sua equipe a conquistar nada importante, nem tampouco foi decisivo para que isso acontecesse nos jogos verdadeiramente importantes. Não me emociono, estou pouco me importando”, declarou Nasri.

A opinião do francês retoma um debate recorrente na história da premiação: até que ponto os títulos conquistados por um clube ou uma seleção devem influenciar a escolha do melhor jogador do mundo? Em diferentes edições, atletas com números individuais expressivos disputaram o prêmio com jogadores que tiveram papel decisivo em campanhas vitoriosas.

No caso de Kane, o argumento dos críticos se concentra na importância dos resultados coletivos. Já a defesa de sua candidatura passa pela produtividade ofensiva e pela influência que exerce no Bayern. A divergência mostra como a Bola de Ouro permanece sujeita a diferentes critérios de avaliação, mesmo quando os candidatos estão entre os nomes mais destacados do futebol mundial.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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