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Encurralado pela Nova Zelândia, México precisou suar para escapar de vexame

Juan Carlos Osorio está realizando um trabalho promissor à frente da seleção mexicana, com ótimas partidas desde que passou a contar com o ex-técnico do São Paulo. No entanto, parece caprichar nos percalços que existem em qualquer caminho para se tornar um time forte. Depois de ser eliminado da Copa América do Centenário levando um 7 a 0 do Chile, os mexicanos flertaram com o vexame contra a Nova Zelândia. Saíram atrás, viraram para 2 a 1, apenas no segundo tempo, e quase sofreram o empate no final.

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Com nove derrotas e um empate na história da Copa das Confederações, a Nova Zelândia entrou em campo decidida a ter um destino diferente. A estratégia foi abafar o México, com muita pressão na saída de bola. E funcionou durante bastante tempo. Os latino-americanos sofreram para criar as jogadas e devolveram a posse para os neozelandeses com frequência. Faltou aos All Whites mais qualidade ofensiva porque a maioria das jogadas de perigo criadas por eles saiu de escanteios e jogadas de bola parada.

Chris Wood era a principal ameaça. E, se jogador do Leeds United fosse um pouco mais habilidoso, a Nova Zelândia poderia ter feito pelo menos 3 a 0 no México. Ele foi desarmado duas vezes ao tentar driblar o goleiro Talavera, uma na primeira etapa, outra na segunda. Perdeu um gol feito e marcou outro, no final do primeiro tempo, aproveitando uma bobeada de Néstor Araujo, que afastou mal uma bola na entrada da área. Wood recebeu o passe e fez 1 a 0.

Osorio poupou alguns dos seus principais jogadores para esta partida e foi obrigado a queimar uma substituição, com a lesão de Salcedo. Entrou Moreno. No intervalo, o treinador promoveu a entrada de Héctor Herrera. A principal mudança, porém, foi de atitude. O México voltou muito melhor do intervalo e passou a pressionar a Nova Zelândia. Inverteu o que havia acontecido no primeiro tempo. O empate parecia questão de tempo e foi mesmo: depois de tomar dois sustos com Wood, Jiménez marcou um golaço e Peralta concretizou a virada.

O final da partida foi atribulado. Houve até um entrevero entre os jogadores dos dois times, no qual o fraco árbitro Bakary Gassama, de Gâmbio, precisou checar as imagens algumas vezes antes de distribuir cartões amarelos. A Nova Zelândia acertou o travessão, e o México quase fez o terceiro em dois contra-ataques. O placar ficou no 2 a 1 mesmo. Três pontos importantes para os mexicanos, que lideram o grupo e jogam pelo empate, contra a Rússia, na terceira rodada, para se classificarem. Mas que susto.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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