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Dirigente da Concacaf ainda não decidiu se Blatter parece mais com Jesus ou com Mandela

As campanhas para presidente da Fifa podem ser interessantes porque algumas máscaras caem e os dirigentes, embora tenham que fazer política, não são profissionais. Então, de vez em quando, erram e exageram. Pode-se dizer, talvez, que esse tenha sido o caso do presidente da Federação Dominicana de Futebol, Osiris Guzman, que disse no congresso da Concacaf essa semana que Blatter era o “pai do futebol” e o comparou a Jesus Cristo, Moisés, Abraham Lincoln, Winston Churchill, Martin Luther King e Nelson Mandela.

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Temos nessa história dois profetas, um chefe de estado que libertou os escravos, outro que deu um jeito no apartheid, mais um que ganhou uma guerra e um pastor que liderou o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos durante uma década. No mesmo patamar, nosso amigo Guzman colocou o líder de uma organização envolvida em corrupção até a medula. Por algum motivo, não consigo ver a semelhança.

Aliás, o próprio Guzman foi suspenso por 30 dias em 2011 por causa daquele escândalo de compra de votos na eleição para presidente da Fifa, que envolveu o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, e o candidato Mohammed Bin Hammam.

O congresso da Concacaf foi mais um comício para Blatter do que um congresso. Dez federações manifestaram apoio ao suíço na próxima eleição e não houve sequer um discurso a favor dos outros candidatos Luis Figo, Van Praag e o príncipe Ali Bin Al Hussein. Embora os dirigentes do Caribe tenham descartado um voto em bloco, como em outros pleitos, a votação na região deve ser em massa para Blatter. “Eu acho que os membros da Concacaf estão enviando uma mensagem clara de que continuamos apoiando o presidente Blatter”, disse o presidente Jeffrey Webb. Muito, muito clara.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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