Estados UnidosLeste EuropeuMundo

Deputado russo quer investigar a chegada dos EUA à lua em retaliação ao Fifagate

As investigações conduzidas pelo FBI aos cartolas da Fifa uniu dois sentimentos no coração das autoridades russas. O primeiro, mais tradicional, foi o desprezo pelos EUA, principalmente quando eles interferem nos assuntos de outros países. O segundo foi o medo de perder a Copa do Mundo de 2018, caso o inquérito confirme corrupção no processo de candidatura, ainda mais com a Inglaterra fazendo um lobby público e descarado para receber a competição. Diante disso, as reações são imprevisíveis.

LEIA MAIS: Estrutura? Teixeira escancara como sede da Copa precisa é saber trocar favor

Não se imaginava que seriam tanto assim, porém. Um deputado russo chamado Vladimir Markin, membro do Comitê Investigativo do governo, De acordo com o Clarín, é uma tática (estapafúrdia, convenhamos) para pressionar os promotores americanos na tentativa de manter o próximo Mundial. O que ele quer é um inquérito internacional sobre uma salada de assuntos, como a Copa do Mundo de 1994, crimes de guerra na Ucrânia e a chegada dos EUA à lua.

Como vocês devem saber, uma das teorias da conspiração mais famosa é que, na verdade, Neil Armstrong e sua trupe nunca foram muito mais longe do que a um estúdio de Hollywood, em 1969. Aquelas imagens que rodaram o mundo, “um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, tudo isso teria sido gravado para colocar os americanos na dianteira da corrida especial e da Guerra Fria.

Markin não contesta a missão de Apollo 11, mas questiona aonde foram parar as provas, mais especificamente a gravação original da viagem e 400 quilos de pedras lunares. “Não estamos dizendo que eles não foram para a lua e simplesmente fizeram um filme sobre isso. Mas todos esses artefatos científicos – ou talvez culturais – são parte do legado da humanidade, e o desaparecimento deles é uma perda para todos. Uma investigação vai revelar o que aconteceu”, escreveu.

O pequeno inconveniente para Markin é que a Nasa não esconde o que aconteceu. Ela já admitiu que as imagens originais provavelmente foram destruídas durante um período no qual a organização estava apagando fitas magnéticas para reutilizá-las na gravação de informações vindas de satélites. Pediu desculpas pelo vacilo. As pedras, por outro lado, estão guardadas no centro espacial Lyndon B. Johnson, o que deixa Markin precisando apenas de uma viagem para o Texas para concluir o seu inquérito.

LEIA NOSSA COBERTURA DO FIFAGATE.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo