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CR7 unificou os prêmios de melhor do mundo, mas perdeu para Messi na votação popular da Fifa

Poucos tinham dúvidas sobre quem ganharia o Prêmio de Melhor do Mundo oferecido pela Fifa. Cristiano Ronaldo já havia faturado a Bola de Ouro e seu favoritismo para unificar as condecorações, separadas neste ano, era enorme. Dito e feito: pode nem ter sido o ano mais espetacular do craque estritamente em campo, mas foi o mais vencedor, e ele acabou premiado mais pela imagem de líder e campeão que conservou em 2016. Porém, o português não apareceu como unanimidade para todos, como mostraram os números divulgados pela Fifa logo após a cerimônia.

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Cristiano Ronaldo nadou de braçada nas estatísticas gerais. O merengue recebeu 34,54% dos votos, enquanto Lionel Messi terminou em segundo, com 26,42%. De resto, nenhum outro passou dos 10%. Antoine Griezmann ficou em terceiro com 7,53%. Neymar e Luis Suárez completaram o Top 5. Já entre os 10 primeiros, a grande surpresa foi Riyad Mahrez, na sétima colocação, logo depois de Gareth Bale. Cada um dos 23 anunciados na pré-lista foram votados. Payet, o menos citado de todos, recebeu quatro menções – curiosamente, três delas de membros de associações da Oceania.

Entre os votos setorizados, Cristiano Ronaldo permaneceu como o favorito de capitães, técnicos e imprensa. A mídia garantiu a maior margem de vitória ao português, com 42% de seus votos. Entre capitães e técnicos, contudo, a diferença do camisa 7 em relação a Lionel Messi foi menor – vantagem de 8,5% e 5,7% no total de citações, respectivamente. Em compensação, o argentino foi o preferido dos torcedores. Ele ganhou 25,3% dos votos no site da Fifa, contra 23,6% do verdadeiro vencedor. Inclusive, se dependesse dos fãs, outros dois homenageados da noite seriam diferentes: Marta superou Carli Lloyd entre as mulheres, enquanto Zidane esteve à frente de Claudio Ranieri entre os técnicos. A imprensa ainda mudaria o resultado entre as mulheres, elegendo Melanie Behringer.

Já nas escolhas individuais divulgada pela Fifa, as tradicionais bizarrices e votos de conveniência. A amizade prevaleceu acima da opinião em diversos casos, inclusive entre os elegidos de Cristiano Ronaldo e Messi, que apontaram apenas companheiros de clube. No Brasil, todos os eleitores citaram Neymar – Daniel Alves como capitão, Tite como técnico e PVC como jornalista. O camisa 10 da Seleção, aliás, pareceu bem cotado no colégio eleitoral, mencionado 106 vezes. Destaque também à patriotada de Juan Antonio Pizzi, que votou apenas em Alexis Sánchez e deixou as outras duas lacunas vazias.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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