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Collina: “Criticar árbitros hoje em dia é como criticar médicos nos anos 800”

Pierluigi Collina, considerado um dos melhores árbitros da sua geração e chefe de arbitragem da Uefa, recebeu de braços abertos a notícia de que a Fifa aprovou os testes com o uso do vídeo para auxiliar os apitadores. Com ressalvas em relação à aplicação prática dessa medida, ele acredita que a tecnologia representa um passo adiante para o futebol.

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“Porque criticar os árbitros hoje em dia é que nem criticar médicos nos anos 800 que não conseguiam diagnosticar direito os seus pacientes”, afirmou em entrevista à Gazzetta dello Sport. Collina, no entanto, ainda quer ver como a tecnologia será utilizada na prática e quais serão os seus efeitos na fluidez do futebol.

“O rúgbi percebeu que o replay pode ser invasivo e está pensando em diminuir o seu uso”, afirma. “E há outro risco: que é o vídeo não fornecer uma resposta definitiva à jogada”. De acordo com a Fifa, haverá auxiliares assistindo à partida pela televisão, mas Collina quer que a decisão final continue sendo do árbitro em campo. “Para deixar as coisas mais legítimas. No entanto, um assistente é sempre necessário para garantir que as situações perdidas pelo olho humano não passem batidas”.

 

Collina também comemorou as outras mudanças de regra, como o fim da tripla punição (quando o goleiro comete pênalti e é expulso) e citou as que precisarão ser revistas no futuro. “O impedimento. Hoje, depende dos assistentes, que podem cometer erros. E a bola na mão. Futebol é um esporte que está sempre se mexendo, e julgar se algum movimento é natural ou não é difícil”.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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