Copa do MundoMundo

Cientistas querem criar time de robôs para vencer o campeão da Copa do Mundo de 2050

Em 1997, o computador Deep Blue derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma grande demonstração do avanço das tecnologias da época. Lembrar desse evento faz nós, fãs de futebol, de vez em quando imaginar quando tal coisa seria possível no esporte mais popular do mundo. Uma iniciativa de cientistas não apenas tem uma previsão como também estabeleceu o desafio: até 2050 criará um time de robôs capaz de vencer o campeão do mundo da época sob as regras da Fifa.

VEJA TAMBÉM: Como será a tecnologia usada no futebol em 2060? Uns malucos resolveram imaginar isso

A iniciativa foi lançada pela RoboCup, que trabalha desenvolvendo robôs que jogam futebol e realizou a primeira competição entre andróides em 1997, no Japão. A organização pretende, até o meio deste século, criar um time com robôs humanóides autônomos que possa vencer o ganhador da Copa do Mundo de 2050. A RoboCup reconhece os esforços necessários para isso e diz que com as tecnologias atuais isso seria impossível para um futuro próximo, mas reforça que esse objetivo pode gerar uma série de objetivos menores que desenvolvam as pesquisas de engenharia e inteligência artificial nos próximos anos.

A eventual conquista do objetivo não teria nenhum grande impacto social imediato, mas não é isso que busca a RoboCup.  “Nossa intenção é usar a RoboCup como um veículo para promover pesquisas robóticas e de inteligência artificial, oferecendo um desafio publicamente atrativo, mas formidável. Uma das maneiras eficazes de se promover pesquisas científicas e de engenharia é definir um objetivo desafiador a longo prazo”, diz texto do site oficial da organização.

Se é difícil visualizar como será o futebol mundial em 2050 e como jogará a seleção que alcançará o topo no Mundial deste ano, imagine conceber a ideia do estilo de jogo de um time de robôs? Talvez até lá a síntese entre o jogo defensivo de Mourinho, a posse de bola de Guardiola e o ataque fulminante de Bielsa seja encontrada pelos pesquisadores.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo