Blatter revela que esteve perto da morte: “Entre os anjos e o diabo”
O momento político pelo qual Joseph Blatter passa tem tido efeitos em sua saúde. No início do mês, o presidente afastado da Fifa foi internado após ter um colapso nervoso e, segundo o próprio dirigente, esteve próximo da morte. Pelo menos é isso que o suíço revelou em entrevista exclusiva à emissora RTS, que irá ao ar na íntegra nesta quarta-feira.
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Ao falar dos problemas de saúde que teve nas últimas semanas, Blatter foi até meio poético, como quem busca empatia: “Estive muito perto (da morte). Estive entre os anjos cantando e o diabo com o fogo. Mas os anjos cantaram mais alto”, revelou o dirigente. “A pressão era enorme. Se você está forte mentalmente, você consegue resistir, mas em algum momento o corpo diz ‘não’.”
Aos 79 anos, Blatter passou parte significativa de sua carreira no esporte como presidente da Fifa. Seu comando foi sempre muito questionado ao longo dos 17 anos que passou no poder, mas nada que se compare ao que tem enfrentado nos últimos meses desde a revelação das investigações do FBI e da prisão de dirigentes ligados à entidade. Blatter conta que isso o afetou muito. “A pressão era enorme. Se você está forte mentalmente, você consegue resistir, mas em algum momento o corpo diz ‘não’.”
Mesmo afastado pelo Comitê de Ética da Fifa por 90 dias após a revelação da Justiça suíça de que estava investigando criminalmente o mandatário por causa de um pagamento a Michel Platini, Blatter ainda mantém a esperança de ocupar algum espaço na administração do futebol mundial. E acredita poder fazer isso justamente com a volta do presidente afastado da Uefa, também punido por 90 dias. “Platini é um homem honesto. Se ele voltar, será eleito. E se ele voltar, eu também volto”, afirmou.
Enquanto a situação de Blatter não é acertada definitivamente, quem tem ocupado seu cargo de forma interina é o presidente da Confederação Africana, Issa Hayatou. Em fevereiro de 2016, serão realizadas as eleições emergenciais convocadas logo após Blatter vencer o último pleito. Oito pessoas concorrem ao cargo: David Nakhid, Xeque Salman, Jérôme Champagne, Musa Bility, Ali bin Al-Husein, Tokyo Sexwale e Gianni Infantino, que dará lugar a Michel Platini na disputa caso o presidente da Uefa se livre da suspensão tempo suficiente antes do pleito.



