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Qatargate: Blatter queria a Copa de 2022 nos EUA

“Qatargate”. A capa da France Football que circulava na internet nesse início de semana prometia desvendar todos os segredos por trás da escolha do Catar como sede do Mundial de 2022. Talvez a edição desta terça-feira da publicação francesa não tenha conseguido abrir completamente a caixa-preta em torno da candidatura do país árabe. Mas deu um passo importante nesse sentido.

No dossiê que estampa as suas páginas, a France Football conta bastidores do dia-a-dia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, aborda a ligação de Platini com os catarianos, fala do mandatário do Barcelona, Sandro Rossell, e chega até um ex-funcionário da Fifa, Guido Tognoni, que admite a postura corrupta da entidade em seu negócios.

Tognoni, 62 anos, foi chefe de comunicação da Fifa por 13 anos e atuou nas Copas de 1990 e 1994. Deixou o seu posto rompido com Blatter. Com a experiência de quem trabalhou na instituição “desde a época em que ela empregava apenas 30 pessoas”, o suíço abriu o jogo em entrevista. O blogueiro teve acesso ao material e pôde destacar uma das perguntas. Confira abaixo um fragmento do bate-papo.

France Football: Sepp Blatter não era favorável à candidatura do Catar?

Tognoni: Exato. Ele queria que a Copa do Mundo fosse para a Rússia em 2018 e para os Estados Unidos em 2022. Assim, ele poderia, então, ofecerer o Mundial de 2026 para a China. Mas o lobby do Catar era tão intenso… Nunca tinha visto antes um país tão determinado a assumir um papel importante no cenário mundial.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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