Mundial de Clubes

Vitória sobre o Fluminense pode mudar status de Maresca no Chelsea?

Após título da Conference e vaga na Champions, técnico italiano colocou Blues na final do Mundial de Clubes

Desde sua chegada a Stamford Bridge, Enzo Maresca nunca foi unanimidade entre os torcedores do Chelsea. Mas isso pode estar mudando com a surpreendente campanha dos Blues no Mundial de Clubes. A vitória sobre o Fluminense, que colocou o time londrino na final do torneio, soou como a “cereja do bolo” para a redenção do italiano.

Maresca sempre contou com respaldo da alta cúpula do Chelsea. Mesmo com os percalços da temporada, o ex-Leicester nunca chegou a balançar no cargo. A desconfiança de parte da torcida, no entanto, era algo que o incomodava. Em algumas entrevistas coletivas ao longo de 2024/25, isso ficou claro.

Bom, os meses foram passando, a equipe crescendo de produção, e o trabalho, enfim, passou a ser reconhecido pelas arquibancadas. Título da Conference League, vaga na Champions via Premier League e finalista da mais nova edição da Copa do Mundo de Clubes. Nada mal, não?

Foi uma temporada fantástica. Chegamos ao top 4 (Premier League), vencemos a Conference League e agora chegamos a esta final. Estou muito, muito feliz — disse Maresca após o triunfo por 2 a 0 diante do Fluminense.

Conference League era “obrigação”

A conquista da Conference League definitivamente não serviu como parâmetro para a torcida do Chelsea. O título foi comemorado, claro, mas não com o mesmo entusiasmo de outros troféus erguidos pelo clube num passado próximo. O porquê disso? Simples: estamos falando de uma competição de baixo nível técnico.

Atrás de Champions e Liga Europa, a Conference é somente a terceira força da Uefa. Ela foi criada visando ampliar a inclusão de clubes de países com menor expressão no cenário europeu, oferecendo-lhes a oportunidade de disputar torneios continentais, acumular experiência internacional e fortalecer o futebol em mercados periféricos.

Muitas vezes com escalações alternativas, o Chelsea nadou de braçadas. Encarou equipes como Astana (Cazaquistão), Shamrock Rovers (Irlanda) e Noah (Armênia), e se sagrou campeão diante do Betis. Porém, era preciso mais…

Maresca sabia que o título da Conference era “obrigação” no entendimento de diretoria, e que uma mera vaga na Liga Europa não passaria nem perto de satisfazer o exigente torcedor dos Blues.

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Campanha de recuperação na Premier League e Mundial sólido

Maresca abraça Dewsbury-Hall
Maresca abraça Dewsbury-Hall (Foto: Imago)

Após excelente início de campanha na Premier League, sendo apontado inclusive como principal adversário do Liverpool na corrida pelo título, o Chelsea caiu de produção e passou a brigar “somente” por vaga no G5.

Ciente da inexperiência do elenco, do projeto a longo prazo e da superioridade de Liverpool, Manchester City e Arsenal, a torcida entendeu que a missão dos Blues no campeonato se limitava a ficar entre os cinco primeiros para voltar a disputar uma Champions League.

A partir daí, Maresca começou a “virar o jogo”, justamente no momento mais decisivo da temporada. Em meio às fases finais da Conference, o time londrino voltou a crescer nas mãos do italiano, e o objetivo foi alcançado: cinco vitórias nas últimas seis rodadas da Premier League e uma honrosa quarta colocação.

O Chelsea estava oficialmente de volta à Champions, e o trabalho do jovem treinador enfim ganhou elogios. Faltava, entretanto, uma espécie de chancela. No português, claro, a confirmação de que os azuis de Londres são bem geridos pelo ex-auxiliar de Pep Guardiola.

E essa confirmação veio nos Estados Unidos. Tirando a derrota para o Flamengo, os Blues mostraram sua força e bateram adversários de diferentes escolas: Benfica, Palmeiras, Espérance (Tunísia), Los Angeles FC (EUA) e, nesta terça-feira (8), o Fluminense.

A atuação diante do Tricolor Carioca, inclusive, merece ser ressaltada. No melhor estilo Enzo Maresca, que não abre mão da obsessão pela posse de bola e construção organizada desde a defesa, o Chelsea dominou as ações do início ao fim e impôs um ritmo cadenciado, mas eficiente.

A equipe londrina manteve a bola por longos períodos, soube atrair a marcação do Flu e explorar os espaços deixados com passes verticais rápidos e infiltrações bem sincronizadas. Atuação de gala, que teve João Pedro, novo atacante dos Blues, como protagonista.

Quem o Chelsea enfrentará na final do Mundial?

Garantido na decisão do Mundial de Clubes, o Chelsea agora aguarda seu adversário, que sairá do confronto entre Paris Saint-Germain e Real Madrid. Parisienses e merengues medem forças nesta quarta-feira (9), a partir das 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

A finalíssima está marcada para o próximo domingo (13), às 16h (de Brasília), também no MetLife.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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