Mundial de Clubes

Japão desiste de sediar Mundial de Clubes em 2021 por restrições da pandemia de COVID-19

JFA desistiu para não agravar infecções da COVID-19 e dificuldade em lucrar com o Mundial de Clubes; Fifa avalia as possibilidades

A Federação Japonesa de Futebol, JFA, desistiu de sediar o Mundial de Clubes em 2021, como estava previsto. Segundo a agência japonesa Kyodo News, a preocupação é com a pandemia e o risco de aumento de infecções no país, algo que tem sido pauta constante. Além disso, consideram ser difícil fazer com que o torneio seja lucrativo com a ausência de público. Com isso, a Fifa precisa encontrar uma nova sede. A informação sobre a desistência do Japão foi confirmada também pelo ge.globo.

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A Kyodo News informa ainda que a Fifa ainda analisa se levará a disputa para outro lugar e avalia uma possível mudança de datas. Habitualmente, o Mundial de Clubes é disputado em dezembro. A edição 2020 foi adiada por causa da pandemia da COVID-19 e só foi jogada em fevereiro de 2021. É possível que aconteça o mesmo nesta edição, com o torneio jogado depois da virada do ano.

Ainda há dúvidas também quanto ao formato. A Fifa planejava um Mundial de Clubes com 24 clubes em 2021, mas adiou inicialmente por causa da pandemia. Por isso, o formato será o mesmo dos anos anteriores, com sete clubes: um representante de cada uma das seis confederações de futebol e mais um do país-sede.

A Kyodo News ainda informa que é possível que a Copa do Imperador, tradicionalmente jogada no dia 1º de janeiro, pode ser antecipada para o dia 19 de dezembro, aproveitando a data livre sem o Mundial de Clubes. Seria uma forma de dar um pouco de descanso aos jogadores, já que há Eliminatórias da Copa na Ásia programadas entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro.

A JFA esperava ter públicos de mais de 60 mil pessoas para os jogos de semifinais e final do Mundial de Clubes e, assim, conseguir arrecadar para recuperar o que perdeu com a pandemia. As receitas da JFA caíram drasticamente desde o início da pandemia e, por isso, a entidade contava com o Mundial de Clubes para conseguir organizar o torneio e faturar.

Segundo a Kyodo News, as receitas da JFA caíram em 5 bilhões de ienes (US$ 45 milhões) para 15 bilhões de ienes (US$ 136 milhões) no ano fiscal de 2020. Sem poder ter público nos jogos da seleção japonesa, a federação precisou economizar.

Além do Mundial de Clubes, o Japão desistiu também de sediar o Congresso da Fifa, assim como uma partida amistosa com a Inglaterra. “A menos que forjemos um caminho para onde os eventos possam ser realizados em coexistência com o vírus, o futebol e outros esportes não serão capazes de se manter”, disse à Kyodo News um funcionário da JFA.

Clubes já classificados ao Mundial de Clubes 2021

Até aqui, três clubes estão garantidos na próxima edição do Mundial de Clubes: o Chelsea, campeão da Champions League, como representante da Uefa; o Al Ahly, campeão da Champions League Africana, como representante da CAF; o Auckland City, nomeado pela OFC.

Ainda estão em disputa a vaga da Ásia, pela AFC. Champions League da Ásia está na fase de oitavas de final. Ainda estão no torneio Esteghlal, Persepolis, Tractor (Irã), Cerezo Osaka, Kawasaki Frontale, Nagoya Grampus (Japão), Al-Hilal, Al-Nassr (Arábia Saudita), Daegu, Jeonbuk Hyundai Motors, POhang Steelers, Ulsan Hyundai (Coreia do Sul), Istiktol (Tajiquistão), BG Pathum United (Tailândia), Al-Whada, Sharjah (Emirados Árabes Unidos.

Na Concacaf, a Champions League local, que tem o apelido de Concachampions, está na semifinal. São três times mexicanos e um americano na disputa: América, Cruz Azul e Monterrey, do México, e Philadelphia Union, pelos Estados Unidos.

Na Libertadores, a disputa também está nas semifinais. Três times brasileiros e um equatoriano ainda estão na disputa: Atlético Mineiro, Flamengo, Palmeiras e Barcelona de Guayaquil.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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