Mundial de Clubes

Há 20 anos, sob o brilho de Palermo e Riquelme, Boca Juniors se impunha sobre o Real Madrid para triunfar em Tóquio

Há 20 anos, o futebol sul-americano vivia uma de suas grandes noites no Estádio Nacional de Tóquio. E a vitória do Boca Juniors sobre o Real Madrid, na Copa Intercontinental/Mundial Interclubes, pode ser considerada a última vez que o campeão da Libertadores deixou o dono da Champions League de joelhos no torneio, encerrando um jejum contra os europeus que vinha desde 1994. Foram quatro troféus aos sul-americanos depois de 2000. O próprio Boca levou o Intercontinental em 2003, mas nos pênaltis, enquanto já no reformulado Mundial de Clubes seriam campeões São Paulo, Internacional e Corinthians. Os sucessos brasileiros recentes, todavia, dependeram mais de grandes atuações defensivas contra europeus que carregavam amplo favoritismo. O time de Carlos Bianchi foi diferente no triunfo por 2 a 1. Teria uma contundente exibição ofensiva, em tempos que nem o começo do projeto galáctico em Madri poderia ser dito melhor no papel que os craques xeneizes.

LEIA TAMBÉM: Em 1960, Real Madrid destroçava o Peñarol e celebrava o primeiro título da Copa Intercontinental

Aquela seria uma noite especial a Martín Palermo, ampliando sua lenda em La Boca. O centroavante geraria um tormento ao Real Madrid nas primeiras ações e deu uma aula de definição para balançar as redes duas vezes em seis minutos. Depois, mesmo sem participar tanto, sempre manteve ocupada a marcação. O virtuosismo do Boca Juniors, de qualquer maneira, extrapolou o homem decisivo. Os xeneizes não foram exatamente uma orquestra ofensiva ou geraram um caminhão de gols, mas tratavam bem melhor a bola mesmo com menos posse e eram mais efetivos em suas investidas. Juan Román Riquelme comandava o baile, com uma coleção de jogadas exuberantes. Enquanto isso, Marcelo Delgado era o pulmão do trio de frente e infernizava os espanhóis com suas arrancadas.

O Real Madrid, cabe dizer, teve suas chances de arrancar o empate. Carimbou o travessão pouco antes de seu gol, chegou à frente com mais constância e teve dois pênaltis que poderiam ter sido marcados pela arbitragem num mesmo lance. Porém, qualquer senso de superioridade dos merengues esteve longe de ficar expresso. Era uma equipe exposta na defesa pela qualidade do Boca Juniors e que não demonstrou muitos recursos no ataque. Com Raúl em noite apagada, o time de Vicente del Bosque dependeu basicamente dos avanços de Roberto Carlos durante o primeiro tempo e dos cruzamentos de Luis Figo no segundo. Óscar Córdoba faria uma única intervenção durante os 90 minutos, enquanto Casillas realizou pelo menos três defesaças e ainda precisou se desdobrar para afastar alguns cruzamentos perigosos na pequena área.

O Estádio Nacional de Tóquio na decisão de 2000 (Lutz Bongarts/Bongarts/Getty Images/One Football)

Em relação ao time que conquistou a Champions League em cima do Valencia, após a opaca aparição no Mundial de Clubes do Brasil, o Real Madrid havia mudado um pouco. Ganhou Luis Figo, na polêmica saída do Barcelona, se tornando a transferência mais cara da história naquele momento. Também adicionou Claude Makélélé na cabeça de área, trazido do Celta de Vigo para se tornar um ponto de equilíbrio naqueles primeiros anos galácticos. Contudo, os merengues haviam perdido muito mais com a saída de Fernando Redondo na mesma posição. Além de refinadíssimo tecnicamente, o argentino havia sido a força-motriz dos madridistas no título continental, a ponto de ser eleito o melhor jogador da Champions. Vivia seu ápice no Bernabéu, mas, por um capricho, acabou dispensado por Florentino Pérez assim que o novo presidente assumiu. O dirigente impediu que o mundo visse um embate estratosférico entre Redondo e Riquelme, em fases fantásticas, durante a decisão intercontinental.

Mesmo sem Redondo, Vicente del Bosque mantinha uma estrutura parecida no Real Madrid em relação ao título da Champions, com um 5-4-1. Iker Casillas já era o dono da posição, com um trio de zaga formado por Fernando Hierro, Iván Helguera e Aitor Karanka. Geremi e principalmente Roberto Carlos tinham passe livre para subir nas alas. Claude Makélélé era um cabeça de área que também se soltava, protegendo uma trinca de meias. Luis Figo era o mais agressivo, pela direita, com Guti no centro e Steve McManaman na esquerda. Mais à frente, Raúl servia como homem de referência, com a opção de Fernando Morientes no banco. É a base que conquistou La Liga em 2000/01 com folga e que, antes da viagem a Tóquio, disputava a liderança com Valencia e Deportivo de La Coruña.

O Boca Juniors, por sua vez, havia sofrido modificações mais sensíveis em relação à conquista da Libertadores de 2000 sobre o Palmeiras – com todas as decisões ruins da arbitragem à parte. A defesa era expressamente mais fraca, com a venda de Walter Samuel à Roma e de Rodolfo Arruabarrena ao Villarreal depois do título continental. Cristian Traverso aparecia recuado na zaga, enquanto Aníbal Matellán ascendia na lateral. O meio-campo contava com a volta de Mauricio Serna, ausência importante contra o Palmeiras. O mesmo acontecia com Marcelo Delgado na frente, deixando Guillermo Barros Schelotto no banco em Tóquio. O mais importante, de qualquer maneira, eram as permanências de Riquelme e Palermo.

O Boca Juniors que enfrentou o Real Madrid. Em pé: Ibarra, Bermúdez, Córdoba, Riquelme, Traverso e Matellán. Agachados: Serna, Battaglia, Palermo, Delgado e Basualdo. (Foto: Shaun Botterill /Allsport / One Football)

Último a desbancar os europeus na Copa Intercontinental até então, com seu Vélez em 1994, Carlos Bianchi montava aquele Boca Juniors num 4-3-1-2 sem precisar de muitas invenções. Óscar Córdoba protegia a meta. Hugo Ibarra e Aníbal Matellán se mantinham como laterais mais fixos, enquanto o capitão Jorge Bermúdez era o dono do miolo de zaga, acompanhado por Cristian Traverso. Mauricio Serna limpava os trilhos como volante central, acompanhado na direita por Sebastián Battaglia e na esquerda pelo experiente José Basualdo. Ambos não eram tão efetivos no apoio, ainda que Basualdo desse qualidade na construção. A estrutura era preparada para que os três destaques na frente se soltassem. Riquelme jogava como “1” no esquema, sempre aparecendo para reger os companheiros. Delgado era o segundo atacante e costumava inverter o lado com Román, mas com outras características, mais vertical e veloz. Na frente, Palermo abria os espaços e contribuía com seu impecável senso de posicionamento. A equipe liderava o Apertura do Campeonato Argentino antes de chegar ao Japão, prestes a ser campeã.

Com estas cartas na manga, o Boca Juniors confiava na conquista da Copa Intercontinental, apesar da badalação sobre o Real Madrid do outro lado. E a torcida xeneize viveria aquele sonho mundial intensamente. Os argentinos viajaram em massa ao Japão, numa das maiores invasões ocorridas no torneio. Ocuparam um setor expressivo no Estádio Nacional, com bandeirão cobrindo uma das curvas e tudo. Fariam um barulho intenso, para que o Boca se sentisse em casa e jogasse sem pesos sobre os ombros. Desde os primeiros minutos, o time de Carlos Bianchi se mostrou mais seguro de si.

A vitória do Boca Juniors se definiu logo nos primeiros instantes da partida, e isso se deve à perfeição dos xeneizes em seus dois primeiros movimentos ofensivos. A equipe explorou a lentidão pelo lado direito da zaga do Real Madrid, ao mesmo tempo em que contou com a qualidade de seus homens de ataque. O primeiro tento, aos três, até pareceu vir num lance despretensioso. Matellán arranjou um passe em profundidade digno de Riquelme e atacou o ponto fraco merengue, entre as costas abertas de Geremi e a falta de velocidade de Hierro. Delgado disparou e a marcação tentou conter a sangria, mas era tarde demais. O atacante avançou à linha de fundo e foi preciso em seu cruzamento, para encontrar a passagem de Palermo no segundo pau. O artilheiro, então, mandou às redes de chapa.

Palermo comemora seu segundo gol contra o Real Madrid (Lutz Bongarts/Bongarts/Getty Images/One Football)

O Real Madrid ficou um pouco atordoado com o primeiro gol, por mais que fosse para frente. E, assim, deu a brecha para o segundo tento do Boca Juniors aos seis. Era uma jogada de suposta pressão dos merengues, que virou um contra-ataque dos xeneizes num piscar de olhos. E nisso tem muitos méritos Riquelme, com sua visão de jogo privilegiadíssima. Recuado, o camisa 10 recebeu de imediato a roubada de bola de Basualdo e executou um lançamento absurdo, da intermediária defensiva rumo à entrada da área. A conexão com Palermo foi cirúrgica, com a defesa madrilena exposta. O centroavante de novo guardou com competência. Percebeu o lance antes de Geremi, arrancou na frente do camaronês e, no pique da bola, arrematou de primeira no contrapé de Casillas.

No minuto seguinte, o Real Madrid fez questão de mostrar que não estava morto. A vida dos merengues, de qualquer maneira, dependia de Roberto Carlos. O time pendia à esquerda, com o lateral tratando de protagonizar os melhores avanços e de assumir o papel de finalizador. Num lançamento belíssimo de Hierro, o brasileiro matou no peito tirando de Ibarra e já fintou Bermúdez na área, mas sua pancada parou no travessão. O Real tinha mais volume e o Boca não respondia à altura. Até que, aos 12, Roberto Carlos descontou. Figo cruzou buscando Guti no segundo pau e Ibarra cometeu o erro de não afastar à linha de fundo. Sua cabeçada foi rumo à lateral da área, onde o brasileiro estava à espreita. Roberto dominou dando um tapa à frente e, mesmo com pouco ângulo, acertou um sapataço que morreu na gaveta de Córdoba.

A sequência da partida teria um Real Madrid mais agressivo, mas preso à qualidade de Roberto Carlos para agir. Guti teve espaço para duas arrancadas pelo meio. Na primeira finalizou pessimamente. Fez melhor quando passou a Raúl na segunda e, de fora da área, o camisa 7 bateu por cima da meta, assustando Córdoba com seu tiro colocado. O Boca Juniors equilibrou mais a posse de bola com o passar dos minutos, quando Riquelme entrou de vez no jogo. O camisa 10 cadenciava a equipe e achava espaços com suas inversões. Além disso, carregava a bola para romper a defesa merengue, com seu controle fenomenal. Em uma dessas, foi avançando e avançando sem que Makélélé o achasse, mesmo em seu encalço. Román só foi parado com falta na lateral da área. O próprio armador cobrou direto e deu um susto em Casillas, que espalmou.

Roberto Carlos foi muito ativo, especialmente durante o primeiro tempo (Foto: Shaun Botterill /Allsport / One Football)

Outro jogador essencial ao Boca Juniors durante o primeiro tempo, e o melhor do time no restante dos 45 minutos iniciais, era Marcelo Delgado. O atacante pareceu se multiplicar em campo, servindo de desafogo ao ataque com suas arrancadas por onde fosse e buscando as costas dos alas do Real Madrid. O camisa 16 quase anotou um gol maradoniano, ao passar no meio de dois marcadores duas vezes seguidas e invadir a área, só parando quando Casillas saiu em seus pés. Além disso, também se esforçava bastante na marcação. Em outro lance, disparou ao lado de Figo para brecar o camisa 10 com um carrinho aplaudível.

Quando atacava, o Boca Juniors não mandava todos os seus jogadores à frente. Era uma equipe mais espaçada, dependendo das individualidades, com Basualdo sempre carimbado a saída de bola. O Real Madrid se agrupava mais com a posse e mandava mais gente ao campo ofensivo, o que não significava mais qualidade para atacar. Ainda que os xeneizes parecessem fragilizados em alguns momentos no mano a mano, sempre se davam melhor no combate, com uma marcação limpa. Bermúdez e Serna eram os principais ladrões de bolas dos sul-americanos. Os merengues, por outro lado, encontravam mais dificuldades para se recompor e cometiam mais faltas. E, na frente, foram insuficientes para criar novos perigos até o intervalo, com uma cabeçada de Raúl sem muita direção e um chute prensado de Makélélé quando invadia pela direita.

O segundo tempo voltou a ganhar intensidade durante os primeiros minutos. O Boca Juniors se posicionou mais à frente e, logo no primeiro avanço, Delgado conquistou uma falta na intermediária. Riquelme assumiu a cobrança e decidiu mandar o chute direto, mesmo de tão longe, no canto de Casillas. A bola ia caindo no ângulo, até o goleiro espalmar para fora numa defesa difícil. Na cobrança de escanteio, Palermo não completou o cruzamento de Román por um triz. O Real Madrid respondeu com um passe infiltrado de Roberto Carlos que encontrou Guti na área, mas o canterano pegou na orelha da bola. Também haveria um cruzamento perigoso de Figo, que ninguém completou. Porém, o ataque merengue se afundava demais na zaga boquense, que não permitia aos adversários passarem às suas costas.

Riquelme dá um baile em Geremi (Foto: Shaun Botterill /Allsport / One Football)

Também sobrava mais espaço para o Boca Juniors contra-atacar, à medida que o Real Madrid tinha pressa e tentava pressionar. Em uma dessas, Delgado e Palermo se combinaram perfeitamente, como por telepatia. Chelo arrancou e abriu com o centroavante na direita. Palermo, então, fez o papel de armador e deu um tapa para lançar o companheiro mesmo com quatro marcadores ocupando o campo de defesa. Faltaram centímetros para Delgado desviar de cabeça a bola, já dentro da área. Assim, os xeneizes demonstravam mais qualidade quando podiam trabalhar a bola no chão.

A defesa do Boca Juniors mantinha a segurança, até começar a tomar uma dose constante de ameaças pelo alto – sobretudo com Figo mais participativo e apresentando sua precisão nos cruzamentos. Raúl chegaria a invadir a área, mas seu chute foi bloqueado. Ganhou um escanteio e, depois do desvio de Guti, o camisa 7 cabeceou para fora na pequena área. Pouco depois, seria a vez de Figo cobrar uma falta lateral para Geremi emendar às redes, mas a linha defensiva saiu e o camaronês foi flagrado em impedimento. Os merengues teriam motivos para reclamar da arbitragem depois disso, em dois pênaltis que foram negligenciados no mesmo escanteio. Bermúdez segurou Figo e, depois, Matellán bloqueou com o braço o cruzamento de Roberto Carlos. O colombiano Óscar Ruiz não viu nada. Mas, na sequência, anulou bem um tento de Raúl por impedimento.

Enquanto o Real Madrid vivia seu principal momento no jogo, o Boca Juniors respirava quando Delgado e Riquelme podiam trabalhar um pouco mais no campo de ataque. Vicente del Bosque realizou sua primeira alteração aos 22, deixando o time mais ofensivo com Sávio no lugar de McManaman. O brasileiro entrou bem e deu uma alternativa a mais na criação, indo para cima de Ibarra na ponta esquerda, já que Battaglia continha melhor Roberto Carlos na segunda etapa. Era um escape aos merengues, que pareciam ter forças ao empate, apesar da dependência das bolas paradas. Em uma de suas primeiras ações, Sávio ganhou uma falta na lateral da área e Figo bateu direto, para Córdoba tirar com um tapa para fora. Depois, o camisa 11 ainda daria um cruzamento na linha de fundo que fez os xeneizes prenderem a respiração. Mesmo que as saídas do Boca se tornassem mais constantes neste momento, já não encontravam as mesmas brechas para a criação e também ficaram restritas a escanteios.

Figo era um oásis no Real Madrid durante o segundo tempo (Foto: Imago / One Football)

Del Bosque mudou pela segunda vez aos 32, buscando ainda mais o ataque ao tirar Makélélé e inserir Morientes. O centroavante aumentava a presença de área nas bolas alçadas e, pela maneira como o Real Madrid jogava, poderia ter sido opção até antes. Só que a entrada do camisa 9 não gerou o efeito esperado. Figo ficaria mais sobrecarregado neste momento, sem tanta colaboração dos companheiros e bem perseguido por Matellán. O Boca Juniors se fechava com duas linhas sólidas na marcação e cresceu nesta reta final. Delgado era um pesadelo a cada arrancada e chegaria a acertar um arremate no lado de fora da rede. Riquelme também revigorava os xeneizes ao prender a bola na frente. Quando pisava e encarava a marcação, até dupla, ninguém conseguia desarmá-lo. Era um baile à parte, geralmente rente à lateral esquerda. Além do mais, em um dos escanteios de Román, Casillas evitou com um tapinha salvador que Palermo concluísse de cabeça.

O Boca Juniors também poderia ter anotado o terceiro a partir de duas lindas enfiadas de Riquelme. Delgado e Battaglia demoraram demais, permitindo que a defesa se recuperasse. E foi só aos 43 que Carlos Bianchi gastou sua primeira substituição, com Schelotto entrando na vaga do extenuado Delgado. Os argentinos chegavam firme a cada dividida, sem economizar nas faltas durante a reta final. Não tinham tantos problemas assim, considerando a proposta monotemática do Real Madrid. Os merengues só procuravam Figo na direita, em cruzamentos bem feitos, mas que não viam continuidade na área. Raúl teve o último bom lance na área, mas seu domínio permitiu que Bermúdez fizesse o corte preciso. Nos acréscimos, Nicolás Burdisso ainda entrou numa substituição para queimar tempo. Era apenas a espera até o grito de campeão boquense.

Com o feito, uma multidão saiu às ruas de Buenos Aires para comemorar. E um personagem central na festa foi Diego Maradona. O torcedor ilustre foi proibido de entrar no Japão, por conta de um processo relativo ao seu envolvimento com drogas, quando deveria comentar a partida a uma rede de televisão. Depois, no ar, se regozijou: “Dizer que Bianchi escalou bem ou mal o time é demais. Ganhamos e somos campeões do mundo. Sobre o Real Madrid, por ter jogado no Barcelona, vivo essa partida em dobro. Estou vendo o Obelisco, as pessoas, e este é o povo, isso é alegria. Estou muito feliz. Bianchi diz que tem sorte e que por isso ganha, mas é um cara que sabe muito e que demonstra isso com o Boca, como fazia no Vélez. Um treinador que é preciso respeitar e que o mundo deve respeitar”. Diego ainda cantou ao vivo que “trouxemos para Argentina a taça que perderam as galinhas”, em provocação à derrota do River Plate em 1996 contra a Juventus. Também telefonou a Riquelme, parabenizando o camisa 10.

O Boca Juniors não teria o mesmo impacto em suas outras participações na Copa Intercontinental, mesmo voltando a ser campeão da Libertadores. Perdeu em 2001 para o Bayern de Munique por 1 a 0 e, dois anos depois, derrotou o Milan nos pênaltis após o empate por 1 a 1. Já em sua única vez no Mundial de Clubes, em 2007, seria vítima do abismo crescente entre europeus e sul-americanos. Sem Riquelme, o time foi derrotado na revanche com o Milan por 4 a 2. Os sonhos de um grande jogo parelho do outro lado do mundo ficavam ao passado.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Bloqueador detectado

A Trivela é um site independente e que precisa das receitas dos anúncios. Considere nos apoiar em https://apoia.se/trivela para ser um dos financiadores e considere desligar o seu bloqueador. Agradecemos a compreensão.