Mundial de Clubes

‘O Renato sai maior do Mundial de Clubes, talvez o oposto se aplique ao Abel Ferreira’

No 'Trivela FC', Tim Vickery analisa resultados diferentes dos técnicos de Fluminense e Palmeiras

O Fluminense foi eliminado pelo Chelsea no Mundial de Clubes na última terça-feira (8), no entanto, apesar do placar negativo, o clube foi o único dos quatro brasileiros participantes a chegar na semifinal da competição. Antes, Palmeiras, Flamengo e Botafogo foram eliminados do torneio, todos na fase mata-mata.

Por chegar na semifinal, o Fluminense foi bastante elogiado pelas boas atuações e pela capacidade de ir se reinventando durante o torneio, muito por conta do técnico Renato Portaluppi, que soube gerir o elenco, adaptar sistemas táticos e encontrar soluções conforme as partidas fossem ficando mais complicadas.

As façanhas do Fluminense foram pauta da última edição do “Trivela FC”, e o jornalista Tim Vickery avaliou o trabalho que Renato Gaúcho vem desenvolvendo no Tricolor Carioca e o comparou com Abel Ferreira, técnico do Palmeiras que chegou ao Mundial rodeado de expectativa.

— Eu acho que tanto o Flamengo quanto o Palmeiras planejaram esse momento com atletas dos Jogos Olímpicos para atingir o auge agora. É, até por isso que eu acho façanha de Fluminense tão incrível, porque eu não vejo a mesma coisa no Fluminense, que estava mais focado em necessidades do que sonhos. O Flamengo adicionou Jorginho. Palmeiras foi para mercado com Vitor Roque, Paulinho, Facundo Torres, muitos brinquedos para o Abel. Então até por isso, o Renato sai maior, talvez o oposto se aplica a Abel — analisou.

Renato Gaúcho durante entrevista coletiva
Renato Gaúcho durante entrevista coletiva (Foto: Imago)

Façanha do Fluminense rende comparações com adversários

Dentre os quatro clubes participantes da competição, o Fluminense era o clube considerado “azarão”. Tanto Flamengo e Palmeiras chegaram reforçados e com excelentes campanhas recentes. O Botafogo, atual campeão brasileiro e da Libertadores, também era bem visto. Já o Fluminense, apesar de ter conquistado a América em 2023, nos anos seguintes não conseguiu manter o ritmo, inclusive brigando para não ser rebaixado no Brasileirão 2024.

Mesmo assim, o clube, considerado o “mais velho” da competição, contando com atletas acima dos 40 anos, e que muitos não acreditavam na classificação, chegou à semifinal.

Durante a campanha, o clube foi muito superior ao Borussia Dortmund e por pouco não saiu com a vitória. Depois, sofreu, mas venceu o Ulsan por 4 a 2, e segurou um outro empate por 0 a 0 diante do Mamelodi Sundowns.

Nas oitavas de final, eliminou a Internazionale, finalista da Champions League, vencendo por 2 a 0, e despachou o Al Hilal, nas quartas, triunfando por 2 a 1. No entanto, na semifinal acabou parando no Chelsea, que venceu o duelo por 2 a 0.

Com tais resultados, foi o único a chegar tão longe na competição, surpreendendo até mesmo clubes com mais dinheiro e com treinadores mais longevos no cargo, como é o caso do Palmeiras, que tem Abel Ferreira no comando desde 2020. Em comparação, Renato assumiu o Tricolor Carioca em abril de 2025.

— Em nenhum momento o Palmeiras fez coletivamente, ofensivamente coisas muito memoráveis. Fez jogos razoáveis, mas não teve o momento que o Botafogo teve (vencer o PSG). Mesmo eliminando o Botafogo. Não teve o momento que Flamengo teve, a vitória sobre o sobre o Chelsea. O Palmeiras foi o único brasileiro que não ganhou de um time europeu, com tanta expectativa e recursos também. Eu vejo o Renato e Abel talvez em momentos opostos agora — analisou.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo