Mundial de Clubes

Com apenas 15 cm, miniatura da taça do Mundial de Clubes custa R$ 755 em loja da Fifa na Arábia Saudita

Reportagem da Trivela visitou local que vende miniatura de taça tão sonhada por Fluminense e Manchester City, que ainda têm Al-Ahly e Urawa Red, respectivamente, em seus caminhos até a final

O Mundial de Clubes movimenta também a economia da Arábia Saudita. Além de hotelaria e serviços, o comércio, claro, se beneficia. A própria Fifa instalou diversas lojas para vender souvenires da competição. O problema é o preço salgado.

A miniatura da taça, por exemplo, tem apenas 15cm. Não é de ouro ou outros metais preciosos como a original, mas custa 565 SAR, moeda saudita. Na conversão, cerca de R$ 755.

Lojas simples, mas que geram empregos para jovens sauditas

As lojas eram simples e contavam com poucos produtos. Souvenirs clássicos como chaveiros, canetas, adesivos e ímãs de geladeira, além de camisas, bonés e casacos.

“Esperamos vender bastante, fomos contratados por esse período. Além do turismo, gera também emprego, e pagam bem” – disse Alsamiri Raed, gerente da loja de Al Balad, no centro antigo de Jeddah. São oito lojas em Jeddah, com poucos funcionários. A loja visitada pela Trivela tinha apenas quatro, e ficou fechada até às 21h no horário local (15h no Brasil). O sábado é um dia sagrado para descanso e fé, e por isso, muitos estabelecimentos nem abrem.

Um saudita que torce para o Fluminense

Raed estuda marketing em Jeddah e está no início do mercado de trabalho. Torcedor do Al-Ahli, da Arábia Saudita, e do Real Madrid, provocou dois tricolores que estavam na loja, dizendo que gostava mais do Flamengo. Foi interrompido por um menino de 11 anos que disse torcer para o Fluminense.

“O Fluminense é melhor, tanto que está aqui. Tem o Marcelo, e eu também gosto muito do Cano. Vejo os jogos da América que passam aqui e achei a camisa muito bonita. Assisti toda a final da Libertadores e torci muito, fiquei feliz com a vitória” – disse Sultan, acompanhado de seu pai. Sultan disse que acompanharia pela televisão a semifinal de segunda feira (18), quando o Fluminense enfrenta o Al Ahly, do Egito.

Ele ficou feliz ao ver a foto em que Firmino, que joga em seu time, veste a camisa tricolor, um presente do volante Allan, que foi seu companheiro no Liverpool e atuava no Flu, para seu pai, que é torcedor do clube do Rio de Janeiro.

Público forte de árabes e chaveiro como mais vendido

Miniatura do troféu do Mundial de Clubes é vendida em Jeddah, na Arábia Saudita – Foto: Caio Blois/Trivela

O público nas lojas era formado majoritariamente por árabes. O produto mais vendido era também o mais barato: o chaveiro. Custa 15 SAR, ou 20 reais.

“As vendas vão muito bem. O que mais costuma sair é chaveiro, mas as camisas pretas também vendem muito. Para a nossa realidade não está tão caro. E para vocês?” – perguntou Raed, apontando para a miniatura da taça – “Não vai levar? (risos)”.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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