Não é só ‘Botafogo Way’: Estratégia do Bayern expõe caminho diferente para atrapalhar PSG
Apesar de eliminação, Bávaros provaram que existe outro jeito de desafiar estilo de Luis Enrique nos Parisienses
Às vésperas da semifinal do Mundial de Clubes contra o Real Madrid, o PSG espera que seu plano de jogo faça a diferença para conquistar uma vaga na decisão. Mas são os Merengues que podem aprender com a estratégia do Bayern de Munique para conquistar uma vaga na final.
Na única derrota do PSG nos Estados Unidos, o Botafogo deu uma aula defensiva com uma primeira linha bem organizada e compacta, além de povoar o meio-campo para impedir o avanço dos franceses via troca de passes.
Já os Bávaros tiveram uma abordagem diferente nas quartas de final do Mundial: pressionar a saída de bola dos Parisienses. Antes da grave lesão de Jamal Musiala, o Bayern de Munique tentou cortar as construções iniciais do PSG em sua origem.
Como Bayern de Munique deu trabalho para PSG?

Durante o primeiro tempo, Musiala comandou o avanço das linhas dos Bávaros em direção aos defensores dos Parisienses. Os laterais do Bayern de Munique, Laimer e Boey, também marcaram alto e obrigaram os alas do PSG a se movimentarem para tentar criar superioridade numérica.
Até mesmo Jonathan Tah saiu de sua posição original na zaga para encostar em Fábian Ruiz no meio-campo para impedir o adversário de girar e encontrar o passe vertical. Todo esse esforço trouxe resultado.
Os Bávaros recuperaram a posse de bola no último terço em 10 oportunidades. Por outro lado, os Parisienses desperdiçaram 22% de seus passes no próprio campo de defesa. A equipe de Luis Enrique foi forçada ao erro pela estratégia de Vincent Kompany.
Como consequência, o PSG passou a maior parte de seu tempo com a bola na defesa (40%) ou no meio-campo (40%). Devido à pressão do Bayern de Munique, as ações ofensivas foram apenas 19% — o meno índice de toda temporada.
Mais recuados, os Parisienses também não tiveram liberdade para trocar passes em regiões mais avançadas do gramado. O esforço físico dos Bávaros permitiu tirar o adversário de sua zona de conforto.
Luis Enrique contra-ataca

Um dos grandes trunfos de Luis Enrique é se adaptar às necessidades de cada partida. Já que o Bayern de Munique estava impedindo passes curtos desde a defesa, o PSG passou a apostar nas mudanças de direções e passes longos para explorar os espaços nas laterais.
Em coletiva pós-jogo, o treinador espanhol admitiu que os comandados do belga “eram os adversários que mais se pareciam” com sua filosofia nos Parisienses. Os Bávaros acabaram eliminados mesmo com dois jogadores a mais, porém, provaram que é possível bater de frente com o atual campeão da Champions League.
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Real Madrid pode explorar essa alternativa
Para chegar à final do Mundial de Clubes, o Real Madrid pode seguir o mesmo caminho do Bayern de Munique. O PSG ainda não teve tempo para se recuperar fisicamente desde o início de 2024/25, já que venceu todas as competições que disputou.

Por outro lado, o Real Madrid teve três semanas de intervalo entre seu último jogo em LaLiga e a estreia no torneio dos EUA. Ao decidir realizar uma marcação-pressão sobre os Parisienses, os Merengues podem inibir a grande força de seu adversário.
Seja qual for a abordagem de Xabi Alonso, o Real Madrid está ciente de que não pode ceder espaços ao PSG. Os franceses são avassaladores para ganhar terreno em direção ao ataque em velocidade, e os espanhóis terão que acompanhar esse ritmo.



