Como Xabi Alonso mascara fraqueza defensiva para decisão entre Real Madrid x PSG
Técnico montou estratégia para inibir ponto forte dos Parisienses e consertar característica do novo lateral dos Merengues
Semifinalista no Mundial de Clubes, Xabi Alonso está aproveitando sua estadia nos Estados Unidos para implementar sua filosofia no Real Madrid. Apesar de pouco tempo de trabalho, o treinador espanhol já montou uma estratégia que “mascara” a principal fraqueza de Trent Alexander-Arnold: a marcação.
Desde os tempos de Liverpool, o lateral-direito sempre foi cobrado por sua falta de eficiência nos duelos defensivos. Ciente do histórico do inglês, Xabi movimentou peças nos Merengues para não ter problemas em sua primeira linha.
Para isso, Federico Valverde teve papel fundamental na classificação contra o Borussia Dortmund, no último sábado (5), durante a vitória do Real Madrid por 3 a 2, no MetLife Stadium, em East Rutherford.
Valverde auxilia Arnold na marcação

Nas quartas, o técnico voltou a utilizar uma formação com quatro defensores, com Aurélien Tchoauméni dando sustentação no meio-campo. Alexander-Arnold, por sua vez, iniciou no lado direito, mas com a presença constante de Valverde no setor quando os Merengues não tinham a bola.
Como Karim Adeyemi gosta de partir em velocidade pela lateral até à linha de fundo, o comandante espanhol do Real Madrid aproveitou a polivalência do meia uruguaio — que já jogou como ala direito — para tapar possíveis buracos na marcação do inglês.
O BVB até tentou criar superioridade numérica com o avanço do lateral Daniel Svensson, porém, Xabi Alonso chegou a formar uma primeira linha com cinco homens: Federico Valverde, Trent-Alexander-Arnold, Antonio Rüdiger, Dean Huijsen e Fran García.

Em determinados momentos, o lateral-direito ficava por fora para perseguir Adeyemi, enquanto o meia se tornava uma espécie de terceiro zagueiro. Contudo, quando o inglês se cansava, ele formava o trio, e o uruguaio tinha a liberdade de cair para o lado e marcar o atacante do Borussia Dortmund.
Isso mostra que o novo Real Madrid não limita os jogadores a ficarem presos em suas posições originais. Quando alguém se desloca, outro preenche o espaço. O cumprimento tático é soberano.
Após o jogo, o técnico espanhol admitiu que esse foi “um ajuste tático” que os Merengues queriam. E a tendência é que o plano continue na decisão contra o PSG no Mundial.
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Real Madrid não pode vacilar contra PSG

Sob o comando de Luis Enrique, os Parisienses se tornaram especialistas em criar espaços nas defesas adversárias com a movimentação incessante de seus jogadores. Para Arnold não sofrer demais, o Real Madrid deve repetir a parceria com Valverde e formar uma linha de cinco defensores em situações defensivas.
No lado esquerdo do ataque do PSG, Khvicha Kvaratskhelia tem como característica partir para o 1 x 1. Mais do que o georgiano, os Parisienses realizam corridas sobrepostas no setor, com o lateral Nuno Mendes ou o meia Fabian Ruiz dando apoio.
Portanto, os Merengues precisarão de atenção redobrada para não cair nas armadilhas dos Parisienses. O Real Madrid enfrenta o PSG nesta quarta-feira (9), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em busca de uma vaga na final da competição.



