Novela mexicana (do Paraguai)
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No dia 25 de janeiro de 2010, Salvador Cabañas, ídolo do América, estava em um bar na Cidade do México aproveitando uma folga quando teria sofrido uma tentativa de assalto e foi baleado na cabeça. A bala atingiu a parte frontal da cabeça do jogador, mas não saiu e ficou alojada. No dia do incidente, Michael Bauer, presidente dos Águilas, foi ao encontro de Salvador no hospital e acompanhou os primeiros procedimentos que foram tomados com o atleta, mas não é bem o que está acontecendo agora.
Além de ídolo da torcida do América, Cabañas era a principal peça da seleção paraguaia que fez ótima campanha nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010 e seria muito importante para qualquer anseio de sucesso dos guaranis na África do Sul. Mas com o acidente, Cabañas teria pouco menos de seis meses para a recuperação, o que tornou a ida dele impossível.
Cabañas ficou cerca de dois meses internado no México e depois seguiu para uma clínica na Argentina para tentar acelerar a reabilitação. Ainda com a bala alojada em seu crânio, o paraguaio passou por um ótimo processo de recuperação durante o primeiro período de avaliação. Mas Salvador teve que parar seu processo durante o mês de junho, pois o América não havia pagado as despesas da internação do atleta na Argentina.
Depois de alguns dias, o América resolveu o impasse e pagou as despesas, para que Cabañas continuasse o tratamento. Mas aí surgiu o grande problema da história: O atleta não vem recebendo pelo período em que está lesionado. Enquanto o advogado de Salvador busca resolver esse problema, o clube diz que não pagará porque o atleta lesionou-se em uma situação fora do trabalho, o que deixaria o América isento de pagar os salários de Cabañas enquanto ele não esteja prestando serviço para o clube. Mas o advogado retruca dizendo que Salvador não foi atacado por ser ele, mas sim por ser o grande astro do América, o que na teoria dele, colocaria a culpa no América. A teoria do advogado faz sentido, visto que algumas testemunhas do crime dizem ter visto o atirador cobrando Cabañas pela má fase do América na época.
O advogado de Cabañas tentou uma conciliação com Bauer dentro da área especializada dentro da Federação Mexicana, mas como o plano não deu certo, ele disse que fará um apelo a própria Federação Mexicana e se a mesma não resolver, deve ir até a FIFA. Mas segundo opinião da advogada Thelma Herrera, bastante experiente em causas esportivas, o lado de Cabañas não deve se animar muito. Thelma dá razão ao América justamente pelos fatos de que o jogador sofreu o acidente fora do horário de trabalho e de que o clube já pagou as despesas do tratamento, o que seria o suficiente.
Parece novela mexicana, mas não. É Apenas uma versão paraguaia de uma novela mexicana que parece não ter fim.