México

Mais um vexame no Paraguai

Na última quarta-feira, Cerro Porteño e Fluminense se enfrentaram pelo primeiro jogo das semifinais da Copa Sul-Americana. O Flu, surpreendentemente para quem o já dava como morto no ano, venceu por 1 a 0, com mais um gol de Fred, e sofreu com a falta de segurança e profissionalismo no Estádio General Pablo Rojas, em Assunção, mais conhecido como La Olla, que estava com 18 mil torcedores.

“Vergüenza”. Esta foi a chamada do jornal “Última hora”, um dos mais vendidos no Paraguai. E não se referia à derrota do Cerro Porteño, que não está bem no campeonato nacional e não tem condições de brigar pelo título, e sim aos atos de vandalismo praticados por parte da torcida contra o clube brasileiro.

Indignada pela derrota do clube, e pela arbitragem do sempre polêmico Héctor Baldassi, a torcida do Ciclón permaneceu por cerca de 30 minutos após a partida atirando pedras no gramado contra a equipe do Fluminense, que não conseguia descer para os vestiários, e contra os policiais que defendiam os jogadores brasileiros.

“Como vândalos, criminosos disfarçados de torcedores, que atacavam pedras, garrafas e qualquer objeto que encontravam em seu caminho, para tentar agredir aos que, esportivamente, venceram o Cerro”, esta foi a descrição do jornalista paraguaio Ariel Ramírez para o Última Hora.

É certo que a arbitragem do trio argentino não foi das melhores. No entanto, nada justifica os atos contra os jogadores do Fluminense, que tiveram de correr de dois em dois para atravessar o campo e entrar no túnel de vestiário. Lamentavelmente o futebol viu mais uma cena deplorável de sua história.

Na próxima semana, o Fluminense receberá o Cerro Porteño para o jogo de volta, e esperamos que sua torcida saiba responder à altura as agressões que o futebol sofreu. E possa lotar o Maracanã e fazer mais uma linda festa com os seus belos mosaicos.

Restam poucas vagas

Ao contrário de 2008, quando na última rodada do Apertura apenas duas equipes tinham vaga garantida nas quartas de final do Apertura mexicano, este ano restam poucas vagas. Para os mais céticos, apenas uma, a ser disputada no Grupo 1, entre Chivas e San Luis. Duas equipes com um futebol muito irregular, e com campanhas muito fracas.

Tanto o San Luis quanto o Chivas têm chances de garantir a classificação. Passam as duas equipes primeiras colocadas de cada grupo, e outras duas com o melhor índice técnico da competição. No entanto, ter chances não é garantia de merecimento. Mesmo que consigam vencer seus oponentes no final de semana, as duas equipes não conseguirão alcançar os terceiros colocados das outras duas chaves, fruto da falta de programação e constante mudanças de treinador no campeonato.

As duas equipes tiveram mais de um comandante na competição. Do lado do Chivas passaram Francisco Ramírez, Raúl Arias, e agora José Luis Real está à frente da equipe. O San Luis teve Juan Antonio Luga, e agora o argentino Miguel Ángel. A diferença na tabela entre as duas equipes é de apenas dois pontos, o San Luis está com 21 e o Chivas com 19, e os resultados dos confrontos de sábado decidirão quem estará nas quartas.

No mesmo horário, para não haver qualquer tipo de confusão e manipulação de resultado, no sábado, o San Luis terá a tarefa mais fácil. Enfrentará o fraco Gallos Brancos, donos da segunda pior campanha no campeonato. Já o Chivas receberá o classificado Cruz Azul, terceiro melhor colocado no torneio e líder do grupo, uma tarefa nada fácil para a equipe de Guadalajara.

Outro saldo negativo do Apertura é a fraca campanha do vice-campeão Pachuca. A equipe, que também oscilou bastante no campeonato, depende de outros resultados para conseguir a vaga. A equipe deve vencer o Tigres e torcer para que o Puebla perca para o Toluca, e mesmo assim fazer algumas contas para ver se consegue a vaga. Graças a derrota na última rodada por 3 a 0 para o Toluca, a equipe deixou a vaga ficar mais longe e praticamente colocou o Puebla na próxima fase.

Assim, as quartas, que começarão a ser realizadas no sábado dia 21, devem ter os seguintes cruzamentos:

Morélia (1°) x San Luis (11°) ou Chivas (13°)
Toluca (2°) x Puebla (7°) ou Pachuca (8°)
Cruz Azul (3°) x Santos (6°)
América (4°) x Monterrey (5°)

Seleção da Rodada (Feita pelo site Mediotiempo)
Ochoa (AME); Moralez (TEC), Verón (PUM), Galingo (CHI), Castro (TIG); Lozano (CAZ), Mejia (CHI), Fernández (TIG); Hernández (CHI), Moreno (SNL), Villa (CAZ). Treinador: Meza (CAZ).

Chegou a hora da decisão

Amanhã, na Costa Rica, os donos da casa, dirigidos pelo brasileiro Renê Simões, enfrentarão o Uruguai em busca da última vaga da América para a Copa do Mundo 2010 na África do Sul. O Uruguai, que busca seu retorno à Copa do Mundo após ficar de fora da Copa da Alemanha em 2006, treinou nos últimos dias na Guatemala para poder se adpatar ao gramado sintético e seu treinador tem poucas dúvidas para a equipe, e elas estão no meio campo.

O goleiro (Muslera), os três zagueiros (Diego Lugano, Diego Godín e Mauricio Victorino), e a dupla de atacantes (Diego Forlán e Luis Suárez) já estão confirmados pelo treinador Óscar Tabárez. Agora no meio, que deve ter um 'doble-cinco', dois alas e um jogador mais adiantado, que faria as vezes de 'enganche', é onde moram as interrogações do treinador.

Nos últimos treinos, Álvaro González treinou como ala direito, em substituição a Bruno Silva, que todos apostavam que seria titular. O posto de enganche também não é certo na cabeça de Tabárez, Nicolás Lodeiro leva uma pequena vantagem em cima de Jorge Rodríguez. E por último, o treinador espera a evolução do lesionado Walter Gargano, o volante da Nápoli mostrou uma recuperação impressionamte e deve deixar Álvaro Fernández no banco. Os outros dois postos serão compostos por Álvaro Pereira como ala esquerdo, e Sebastián Erguren como volante defensivo.

Este será o primeiro confronto das duas seleções em uma Eliminatórias para a Copa do Mundo. No total, já se enfrentaram em cinco ocasiões oficiais, e a Costa Rica não conseguiu vencer em nenhum confronto, foram cinco vitórias uruguaias, (2-0 em 1990; 1-0 em 1991; 2-1 em 1992; 5-4 em 1999; 2-1 em 2002). E Renê Simões ainda não tem sua equipe 100% confirmada para a partida, pois tem dúvidas na zaga e meio-campo.

Michel Umaña, Douglas Sequeira e Cristian Montero disputam uma vaga na zaga ao lado de Luis Marín e Gilberto Martínez. E no meio, Randall Azofeifa é o favorito do brasileiro para fazer companhia a Borges, Centeno, Ruiz e Saborío. Vale ressaltar que o treinador Renê Simões não estará no banco de reservas devido à expulsão do treinador na última partida contra os Estados Unidos.

Prováveis equipes:

Costa Rica: Keylor Navas, Luis Marín, Gilberto Martínez e Michel Umaña; Randall Azofeifa, Borges, Centeno, Ruiz e Saborío; Bryan Ruiz e Cristian Bolaños

Uruguai: Fernando Muslera, Victorino, Diego Lugano, Diego Godín, “Tata” González, el “Flaco” Fernández, Sebastián Eguren, Álvaro Pereira, “Nico” Lodeiro, Luis Suárez e Diego Forlán.

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Equipe Trivela

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