México

Guia do Apertura mexicano

Os clubes mexicanos iniciam no próximo dia 22 a disputa do Apertura da Primera División. Com algumas grandes contratações e investimentos altos na janela de transferências a disputa será mais uma vez acirrada.

Além do Pumas defendendo o título, Monterrey, em preparação para o Mundial de Clubes, Santos e Morelia surgem como nomes fortes na briga. Isso sem falar nos gigantes Cruz Azul, Guadalajara e América, pressionados pelo jejum de conquistas.

Na primeira parte do resumo, organizado em ordem alfabética, você confere um perfil dos nove primeiros clubes e como cada um se preparou para a disputa. Confira:

Vagas continentais do Apertura 2011

1º colocado na fase de classificação: fase de grupos da Copa Libertadores 2012
2º colocado na fase de classificação: fase de grupos da Copa Libertadores 2012
3º colocado na fase de classificação: fase preliminar da Copa Libertadores 2012
Campeão da Liguilla: fase de grupos da Liga dos Campeões da Concacaf 2012/13
Vice-campeão da Liguilla: fase preliminar da Liga dos Campeões da Concacaf 2012/13
Último colocado (média das últimas três temporadas, incluindo Clausura 2012): rebaixado

Legenda das transferências

Definitiva (Posição, time)
Empréstimo* (Posição, time)
Retorno de empréstimo# (Posição, time)

 

América

Nome: Club de Fútbol América S.A. de C.V
Fundação: 12/out/1916
Site oficial: www.clubamerica.com.mx
Estádio: Azteca (105.064 torcedores)
Cidade: Cidade do México (8.851.080 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 6º – (2º do Grupo 2 – eliminado nas quartas da Liguilla)
Competição continental: nenhuma
Técnico: Carlos Reinoso
Quem chegou: Isaac Acuña# (A, Querétaro), Alvin Mendoza# (M, Querétaro), Ismael Rodríguez# (D, Querétaro), Paul Aguilar (D, Pachuca), Christian Benítez (A, Santos), Tabaré Viúdez# (A, Nacional-URU), Alejandro Argüello# (M, Puebla), Edgar Castillo# (D, Puebla), Manuel García# (D, San Luis), Juan Carlos Medina# (M, San Luis) e Jesús Molina (M, Tigres)
Quem saiu: Enrique Esqueda (A, Pachuca), Juan Carlos Silva (M, Pachuca), Israel Martínez* (M, Querétaro), Antonio López* (A, Puebla), Diego Cervantes* (D, Puebla), Lampros Kontogiannis (M, Tigres), Guillermo Cerda* (D, San Luis), Guillermo Ochoa (G, Ajaccio-FRA), Juan Carlos Mosqueda (M, Necaxa) e Pável Pardo (M, sem clube)
Principal jogador: Christian Benítez (A)
Fique de Olho: Diego Reyes (Z)
Objetivo na temporada: título

Lá se vão seis anos (e 12 “torneos curtos”) sem título para as Águias. Mais do que isso, as fracas exibições no último Clausura, com os millonetas classificando-se na rabeira para a Liguilla e sendo facilmente dominados pelos purépechas nos playoffs, aliadas a decepcionante participação na Libertadores, jogaram ainda mais pressão sobre o time, que convive com uma torcida fervorosa e impaciente.

Os canários, como sempre, se reforçaram bem na janela de transferências, investindo alto para trazer o bom atacante Benítez, do Santos (artilheiro do Clausura 2010), e o selecionável Paul Aguilar, do Pachuca. O equatoriano, contrato por 10 milhões de dólares, chega para fazer uma aguardada parceria com o artilheiro do último Clausura, Ángel Reyna.

Contudo, as saídas do capitão Ochoa (para o Ajaccio) e do vice-capitão, Pardo (provavelmente para os EUA), podem deixar o conjunto de Coapa carente de um líder e de referências. Entre as apostas, destaque para o promissor volante Diego Reyes, membro da El Tri sub-20 que jogará o Mundial no fim do mês e já presente na seleção principal.

 

Atlante

Nome: Club de Fútbol Atlante S.A. de C.V.
Fundação: 18/abr/1916
Site oficial: www.atlantefc.com.mx
Estádio: Olímpico Andrés Quintana Roo (20.000 torcedores)
Cidade: Cancún (628.306 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 4º – (1º do Grupo 2 – eliminado nas quartas da Liguilla)
Competição continental: nenhuma
Técnico: Miguel Herrera
Quem chegou: Martín Calderón# (A, Dorados), Alejandro Arredondo* (G, Pumas Morelos), Alfonso Luna* (D, Pumas Morelos), Jorge Hernández (M, Jaguares), Óscar Vera (A, Atlas), Osvaldo Martínez (M, Monterrey), Francisco Fonseca (A, Tigres), Juan Ezequiel Cuevas (M, Toluca), Óscar Ricardo Rojas* (M, Pumas), Yamet Pérez# (D, Alacranes), Óscar Pelayo# (D, La Piedad) e Matías Jesús Córdoba (M, Argentinos Juniors-ARG)
Quem saiu: Diego Ordaz# (D, Monterrey), Tomás Domínguez* (M, Correcaminos), Fernando Navarro (M, Tigres), Miguel Ángel Martínez (D, Jaguares), José Joel González* (M, San Luis), Álex Diego# (M, Pumas), Luis Ángel Landín# (A, Monarcas), José Recio# (D, Monterrey), Pedro Beltrán# (M, Monarcas), Edgar Solís# (M, Guadalajara) e Raymundo Torres* (M, Correcaminos)
Principal jogador: Christian Bermúdez (A)
Fique de Olho: Jerónimo Amione (A)
Objetivo na temporada: vaga na Liguilla

Investindo pouco, mas de maneira certeira, os Potros acostumaram-se a boas campanhas na Primera División. Sem, contudo, darem o passo definitivo para disputar títulos com maior frequência. O bom Clausura, entretanto, quando liderou o disputado grupo 2 e vendeu caro ao Cruz Azul a vaga nas semifinais, parece ter dado novo ânimo para investimentos no time de Cancún. Já sem grande ameaça de descenso, o Atlante pode começar a pensar de forma mais séria e firme em colocar-se na disputa pelo título.

Apesar da perda do jovem meia Fernando Navarro para o Tigres, os Azulgranas trouxeram três meias-atacantes sul-americanos (os argentinos Córdoba e Cuevas, além do paraguaio Martínez) e, mais importante, manteve o trio de artilheiros Bermúdez, Maldonado e Fonseca. O plano é, caso não seja possível repetir o feito de 2007, ao menos obter uma vaga na semifinal, e cada vez mais fortalecer-se como sério candidato ao topo.

 

Atlas

Nome: Club Social y Deportivo Atlas de Guadalajara
Fundação: 15/ago/1916
Site oficial: www.atlas.com.mx
Estádio: Jalisco (56.713 torcedores)
Cidade: Guadalajara (1.564.514 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 10º – (3º do Grupo 2 – eliminado na primeira fase)
Competição continental: nenhuma
Técnico: Rubén Omar Romano
Quem chegou: José Piña# (M, Leones Negros), Georgie Welcome* (A, CD Motagua-HON), Jesús Meza (M, Zamora FC), Gastón Puerari* (A, Chicago Fire), Francisco Torres* (M, Santos), Guillermo Rojas* (D, Jaguares), Jonathan Lacerda* (D, Santos), Emanuel Adrián Centurión# (M, San Martín de Tucumán-ARG), Gregorio Torres# (M, León), Gonzalo Vargas# (A, Argentinos Juniors-ARG), Mauricio Romero (A, Veracruz) e Rubén Omar Romano (T)
Quem saiu: Lucas Ayala# (M, Tigres), José Alfredo González Tahuilán# (D, Tigres), Alfredo Moreno# (A, San Luis), Pedro Hernández* (G, Irapuato), Daniel Osorno* (A, Puebla), Diego Campos* (M, Puebla), Gerardo Espinoza (M, Jaguares), Gerardo Flores (M, Cruz Azul), Óscar Vera (A, Atlante), César Ibáñez* (D, Santos), Edgar Pacheco (M, Tigres), Dárvin Chávez (D, Monterrey), Carlos Gutiérrez* (A, HNK Rijeka-CRO) e Benjamín Galindo (T)
Principal jogador: Lucas Ayala (M)
Fique de Olho: Antonio Briseño (D)
Objetivo na temporada: vaga na Liguilla

Ameaçados de rebaixamento no começo do Clausura, os Zorros tiveram um ótimo início de torneio (com três vitórias), que parecia encaminhar a vaga na Liguilla e afastar o risco de descenso. Sequências de derrotas e apenas mais três vitórias nas 14 rodadas seguintes tiraram as chances de classificação dos Rojinegros e mantiveram o time na briga pela degola para o Apertura. Há onze anos distante de uma final (e já se vão 60 do único título conquistado), O Atlas investe forte na base para recuperar terreno.

Líder geral da primeira fase nas categorias sub-17 (campeão) e sub-20 (vice-campeão), vice da sub-15, o clube tornou-se fonte importante das seleções de base. E vem dela uma das principais esperanças dos Zorros: o capitão do título mundial sub-17 azteca, Antonio Briseño.

Na espera pelo amadurecimento dos jovens, a Academia, agora comandado pelo argentino Romano, investiu pouco, apostando em nomes como o atacante hondurenho Welcome, os uruguaios Lacerda e Puerari, além do atacante Romero, que estava no Veracruz. É pouco para brigar pelo título, mas suficiente para escapar do risco da degola.

 

Chivas de Guadalajara

Nome: Club Deportivo Guadalajara S.A. de C.V.
Fundação: 08/mai/1906
Site oficial: www.chivascampeon.com
Estádio: Omnilife (49.850 torcedores), em Zapopan
Cidade: Guadalajara (1.564.514 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 8º – (3º do Grupo 1 – eliminado nas semifinais da Liguilla)
Competição continental: nenhuma
Técnico: José Luis Real
Quem chegou: Efraín Cruz* (M, Irapuato), Sergio Ávila* (M, Querétaro), José Patlán* (D, Indios), Marco Parra* (A, La Piedad), Edgar Solís* (M, Atlante), Julio Nava* (M, Querétaro), José Octavio Acéves* (M, Querétaro), Antonio Salazar* (A, Jaguares), Francisco Mendoza* (M, Indios), José Antonio Olvera* (M, Santos), Arturo Ledesma* (D, Necaxa), Alfredo Talavera* (G, Toluca) e Diego Martínez* (D, La Piedad)
Quem saiu: Edgar Mejía* (D, Estudiantes), Sergio Arias* (G, Querétaro), Sergio Amaury Ponce* (M, Querétaro), Liborio Sánchez* (G, Querétaro), Adolfo Bautista* (A, Querétaro), Ricardo Vázquez* (A, Querétaro), Christian Pérez* (D, Querétaro), Sergio García* (G, Querétaro), Mitchel Oviedo* (M, Querétaro), Dionicio Escalante* (M, Pachuca), Gonzalo Pineda* (M, Puebla) e Paulo César Chávez* (M, Irapuato)
Principal jogador: Marco Fabián (M)
Fique de Olho: Carlos Fierro (A)
Objetivo na temporada: título

Com a tradicional política nacionalista de investimento exclusivo em jogadores mexicanos, o Guadalajara começa, enfim, a amadurecer uma nova geração promissora para brigar por títulos. A eliminação nas semifinais para o Pumas nem foi tão sentida, a despeito da derrota para um rival, tendo em vista a falta de experiência dos principais nomes das Chivas.

Para o Apertura, contudo, as cobranças deverão aumentar. Principalmente após o sucesso do time nacional na Copa Ouro, na qual, a El Tri, não contou com nenhum jogador do clube, tradicional fornecedor azteca. O sucesso da sub-17, e do goleador Carlos Fierro, começam a gerar manifestações em um clube que é obrigado a investir em jogadores jovens para suprir o time principal, mas acaba perdendo-os na melhor fase para times estrangeiros.

Entre os reforços, pouco a destacar, além do retorno de Salazar e Solís. A esperança recairá sobre o zagueiro e capitão Reynoso, o atacante Arellano e o jovem meia-atacante Marco Fabián, destaque do último Clausura. Há ainda bons nomes da base (como sempre), onde se destacam o atacante Erick Torres e o central Kristian Álvarez. Nomes que terão que desdobrar-se para evitar mais pressão da maior torcida mexicana.

 

Cruz Azul

Nome: Club Deportivo, Social y Cultural Cruz Azul A.C.
Fundação: 22/mai/1927
Site oficial: www.cruz-azul.com.mx
Estádio: Azul (35.161 torcedores)
Cidade: Cidade do México (8.851.080 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 5º – (3º do Grupo 3 – eliminado nas semifinais da Liguilla)
Competição continental: nenhuma
Técnico: Enrique Meza
Quem chegou: Maximiliano Biancucchi# (A, Olimpia-PAR), Edgar Andrade# (M, Jaguares), Gabino Velasco# (M, Querétaro), Edcarlos# (D, Cruzeiro-BRA), Israel Castro (M, Pumas), Gerardo Flores (M, Atlas) e Roberto Carlos Juárez# (D, Puebla)
Quem saiu: Marcelo Palau# (M, Nacional-URU), Isaac Romo* (A, Puebla), Horacio Cervantes* (D, Pachuca), Óscar Pérez (G, San Luis), Rogelio Chávez* (D, Pachuca), Edgar Gerardo Lugo* (M, Monarcas), Israel López* (M, Querétaro) e Cesáreo Victorino* (M, Puebla)
Principal jogador: Christian Giménez (M)
Fique de Olho: Francisco Flores (Z)
Objetivo na temporada: título

As eliminações para o Morelia, nas semifinais da última Liguilla (marcada pela confusão em que destacou-se a péssima atitude do goleiro Corona), e para o Pumas, nas quartas da Concachampions, selaram uma década perdida para a Máquina Cementera. O jejum (agora de 14 anos) de conquista já respinga em qualquer nome, tenha ele origem na base (cada vez mais raros) ou provindos de contratações (cada vez mais caras e com poucos efeitos práticos).

O experiente técnico Meza não deve terminar no comando com uma campanha que não culmine com o título, e até mesmo uma sequência de resultados negativos pode por fim ao seu ciclo na Máquina Azul. Ainda assim, a base do time foi mantida, com poucas saídas.

Entre as contratações, destaque para as chegadas dos meias Castro (campeão pelo UNAM) e Flores (Atlas). Com a frustrada negociação com o colombiano Rentería, cancelada após o atacante ser reprovado nos exames médicos, a esperança de gols volta a recair sobre a dupla de hermanos Giménez e Villa. Outro que deve contar com mais oportunidades é o jovem atacante Javier Orozco, autor de 17 gols na última temporada.

 

Estudiantes Tecos

Nome: Club de Futbol de la Universidad Autónoma de Guadalajara A. C.
Fundação: 05/jul/1971
Site oficial: www.tecos.com.mx
Estádio: Tres de Marzo (25.000 torcedores)
Cidade: Zapopan (1.155.790 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 15º – (5º do Grupo 1 – eliminado na primeira fase)
Competição continental: nenhuma
Técnico: José Luis Sánchez Solá
Quem chegou: Arnhold Rivas# (M, Querétaro), Juan Antonio Huerta# (D, Albinegros), Duilio Davino (D, Monterrey), José Rodolfo Reyes* (A, Santos), Hérculez Gómez (A, Pachuca), Hugo Roberto Colace (M, Barnsley-ING), Christian Martínez (G, Monterrey), Edgar Mejía* (D, Guadalajara), Braulio Luna (M, Pachuca), Rodrigo Ruiz (A, Santos), Melvin Brown# (D, Puebla), Pablo Metlich# (M, Lobos), Juan Montaño# (D, Leones Negros) e Mario Pérez* (D, Necaxa)
Quem saiu: Eduardo Lillingston# (A, Chivas USA-EUA), Gustavo Cabral# (D, River Plate-ARG), Mauro Cejas (A, Pachuca), Mario Rodríguez* (G, Puebla) e Diego Jiménez* (D, Monarcas)
Principal jogador: Rubens Sambueza (M)
Fique de Olho: Taufic Guarch (A)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento

Duas campanhas ruins na última temporada, colocaram o Estudiantes na última posição na tabela de descenso para 2011-12. Em uma briga na qual o recém-promovido Tijuana sai na frente pelas boas contratações realizadas.

Segunda pior defesa do último Clausura, os Tecolotes até que fizeram algumas contratações para o setor, mas nada que cause alívio imediato. Pior, o clube ainda perdeu o ótimo atacante Cejas, que carregava o time nos poucos lampejos da temporada anterior. Na negociação com o Pachuca, menos mal que o Tecos ainda incluíram a chegada do atacante Gómez e do meia Luna.

O que mais assusta, é que a dupla de ataque pode ser baseada no veterano chileno Rodrigo Ruiz, de 39 anos (!) e no jovem Guarch, que, a despeito de boas atuações nas seleções de base, caminha para tornar-se mais uma eterna promessa azteca no profissional. Trabalho dobrado para os meias argentinos Sambueza e Hugo Colace, ambos ex-Flamengo. Com um elenco envelhecido, e um time que aposta pouco na base, a permanência na Primera torna-se cada vez mais difícil.

 

Jaguares

Nome: Club de Fútbol Jaguares de Chiapas S.A. de C.V.
Fundação: 27/jun/2002
Site oficial: www.clubjaguares.com.mx
Estádio: Víctor Manuel Reyna (31.500 torcedores)
Cidade: Tuxtla Gutiérrez (503.320 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 18º – (6º do Grupo 3 – eliminado na primeira fase)
Competição continental: nenhuma
Técnico: José Guadalupe Cruz
Quem chegou: Jorge Manrique# (D, Irapuato), Orlando Rincón* (D, Puebla), Jesús Castillo* (D, Monarcas), Faustino Arizala* (A, Pachuca), Gerardo Espinoza (M, Atlas), Miguel Ángel Martínez (D, Atlante), Adrián Ruelas* (A, Santos Laguna II), Luis Gabriel Rey (A, Monarcas), Francisco Serrano# (A, Irapuato II), José de Jesús Gutiérrez# (M, Tijuana), Gilberto Mora# (M, Tijuana) e Ricardo Esqueda (M, Indios)
Quem saiu: Julio Daniel Frías# (A, Indios), José Hiber Ruiz# (M, Veracruz), Jesús Chávez# (D, Tigres), Humberto Martínez* (G, Tijuana), Alan Zamora* (M, Puebla), Guillermo Rojas* (D, Atlas), Jorge Hernández (M, Atlante), Damián Manso* (M, Monarcas), Javier Gandolfi (D, Tijuana), Edgar Hernández (G, León), Marvin Cabrera# (D, Monarcas), Antonio Salazar# (A, Guadalajara), Edgar Andrade# (M, Cruz Azul) e Hugo Sánchez* (D, Correcaminos)
Principal jogador: Christian Valdez (M)
Fique de Olho: Diego Castellanos (A)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento

Os chiapanecos sabiam que dividir-se entre duas competições acirradas, contando com um elenco reduzido e tecnicamente limitado, poderia causar estragos futuros para o clube. Pois bem, a hora chegou. A despeito de ter alcançado uma histórica classificação as quartas-de-final da Libertadores, a lanterna no Clausura prejudicou a média dos felinos, que entram no Apertura já na briga direta pela permanência na elite.

Para o torneio, os da selva assinaram com os colombianos Arizala (ex-Pachuca) e Gabriel Rey, do Monarcas, na negociação que levou o experiente argentino Manso para os atuais vice-campeões. A maior esperança, entretanto, é na retomada da boa forma do outro atacante colombiano dos felinos: Jackson Martínez, do qual o time possui uma forte preocupante dependência. Uma boa temporada da trinca de atacantes colombianos pode ser tudo que o segundo pior ataque do último Clausura precisa para permanecer na elite.

 

Monterrey

Nome: Club de Fútbol Monterrey
Fundação: 28/jun/1945
Site oficial: www.rayados.com
Estádio: Tecnológico (36.485 torcedores)
Cidade: Monterrey (1.130.960 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 7º – (2º do Grupo 1 – eliminado nas quartas da Liguilla)
Competição continental: Concacaf Champions League
Técnico: Víctor Manuel Vucetich
Quem chegou: Diego Ordaz# (D, Atlante), Brayan Martínez# (A, Puebla), Ricardo Martínez# (M, Cruz Azul Hidalgo), Elliot Huitrón# (D, Indios), José Recio# (D, Atlante), Hugo Meléndez# (M, Altamira), Dárvin Chávez (D, Atlas) e César Delgado (M, Lyon-FRA)
Quem saiu: Jesús Arellano (M, aposentou-se), Christian Martínez (G, Estudiantes), Duilio Davino (D, Estudiantes), Robert de Pinho* (A, Puebla), Osvaldo Martínez (M, Atlante) e Arturo Alvarado* (M, Indios)
Principal jogador: Humberto Suazo (A)
Fique de Olho: Marvin Piñón (M)
Objetivo na temporada: título

Campeão do Apertura 2010, campeão da Concachampions 2011, sem se descuidar muito do Clausura, onde alcançou as quartas e por pouco não eliminou os futuros campeões. Uma temporada quase perfeita para os Rayados. A pergunta: dá para repetir? Se existe um clube azteca preparado para isso é o Monterrey. Sem uma grande pressão, mas com um time competitivo e uma linha de frente poderosa, a Pandilla já deu mostras que não deverá repetir a fraca participação dos clubes aztecas nos últimos Mundiais. E nem deve usar o nacional apenas como teste.

Mexendo pouco em um grupo vencedor, a diretoria do Monterrey conseguiu se livrar de algumas peças envelhecidas e repor setores ameaçados. Com a aposentadoria de Arellano, trouxe o argentino César Delgado, do Lyon, de passagem de sucesso pelo Cruz Azul, e o bom zagueiro da seleção Dárvin Chávez, ex-Atlas. A saída do atacante paraguaio Dante López não deve ser tão sentida, mas com certeza ajudou na retenção forçada do artilheiro De Nigris, tendo em vista a pouca chance de reposição, o que pode ocasionar algum mal estar com o atleta. Nada que pareça atraplhar uma temporada gloriosa para os Rayados.

 

Morelia

Nome: Monarcas del Atlético Morelia S. A. de C. V.
Fundação: 21/nov/1924
Site oficial: www.fuerzamonarca.com
Estádio: Morelos (41.056 torcedores)
Cidade: Morelia (729.757 habitantes)
Colocação no Clausura 2011: 3º – (2º do Grupo 3 – eliminado na final da Liguilla)
Competição continental: Concacaf Champions League
Técnico: Tomás Boy
Quem chegou: Omar Trujillo# (D, Tigres), Felipe Ayala* (M, Puebla), Damián Manso* (M, Jaguares), Diego Jiménez* (D, Estudiantes), Edgar Gerardo Lugo* (M, Cruz Azul), Luis Ángel Landín# (A, Atlante), Óscar Emilio Rojas# (M, Indios), Éver Guzmán# (A, Veracruz), Pedro Beltrán# (M, Atlante), Marvin Cabrera# (D, Jaguares) e Luis Sandoval* (A, Necaxa)
Quem saiu: José Cruzalta# (D, Toluca), Jesús Urbina# (G, Tigres), Luis Gabriel Rey (A, Jaguares), Jaime Durán* (D, Puebla), Jesús Castillo* (D, Jaguares), Elías Hernández (M, Pachuca) e Fernando Salazar* (D, León)
Principal jogador: Rafael Márquez Lugo (A)
Fique de Olho: Carlos Guzman (Z)
Objetivo na temporada: título

Vice-campeão do Clausura, o Monarcas esteve bem próximo de obter sua segunda conquista nacional, repetindo o feito de 2000. O time, aliás, “estragou” uma possível festa dos grandes com a eliminação do América nas quartas (seria uma inédita semifinal entre os quatro clubes mais populares do país).

A surpresa, contudo, perdeu uma peça importante para a próxima temporada: o maestro do meio-campo Elías Hernández, vendido para o Pachuca. Para tentar repor a saída do Profeta, os canários trouxeram o experiente meia argentino Manso, de boa temporada no Jaguares. O Morelia ainda discute a compra em definitivo do jovem equatoriano Joao Rojas, enquanto a permanência do artilheiro Rafael Márquez Lugo está praticamente certa.

A manutenção do grupo, aliás, parece ser a tônica dos purépechas para a temporada. Com muitos empréstimos, o intercâmbio de jogadores deverá ser a aposta para formar um grupo que, enfim, chegue como candidato de respeito na briga pela taça.

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Equipe Trivela

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