México

Balanço do segundo semestre

Em um continente que divide a temporada em semestres, nada mais justo que fazer a retrospectiva de América do Sul e México da segunda metade do ano passado. Por isso, a coluna de América Latina da Trivela começa 2009 se lembrando de como foi 2008. Temos duas seleções do semestre e o balanção do Apertura mexicano.

Seleção da América do Sul

Como já virou tradicional desde a criação desta coluna, vamos a uma seleção do semestre do futebol sul-americano. Só para ratificar os critérios já tradicionais: contam apenas o desempenho nos campeonatos nacionais e não entram jogadores que atuem em Brasil e Argentina, pois esses países têm suas próprias colunas na Trivela. Além disso, o item mais forte na “eleição” é a importância do jogador para a campanha de sua equipe e o modo como ele se destacou no campeonato. Assim, é possível equiparar ligas nacionais de níveis técnicos diferentes.

GOLEIRO

Alan Liebeskind (Deportivo Italia)
Principal figura da campanha vitoriosa do discreto Deportivo Italia. O goleiro, mesmo com apenas 23 anos, já tem a experiência de ter passado por um grande clube (jogou nos itálicos por empréstimo, seu vínculo é com o Caracas) e passou tranquilidade para o resto da defesa, ponto de sustentação do time que conquistou o Apertura venezuelano.

DEFENSORES

Pablo Camacho (Deportivo Italia)
Na falta de algum grande destaque na lateral direita, a vaga fica com Camacho. Revelação do Deportivo Italia, seu desempenho lhe valeu até convocações para a seleção venezuelana sub-20.

Roberto Bishara (Palestino)
Único jogador “estrangeiro” nessa lista. Bishara nasceu em Santiago e sempre atuou em clubes chilenos, mas defende a seleção da Palestina, terra de sua família. Sua experiência foi importante para levar o pequeno (mas tradicional) Palestino a um surpreendente vice-campeonato chileno.

Isaac Mina (Deportivo Quito)
Único jogador a aparecer na seleção Trivela do futebol sul-americano dos dois semestres de 2008. O zagueiro, que também pode atuar como lateral-esquerdo, se consolida como um dos principais defensores do futebol equatoriano para a próxima década. Não tem pinta de que será craque, mas sua geração é muito forte no ataque. Com isso, a defesa dependerá muito de suas atuações.

Pablo Armero (América de Cali)
Foi um dos destaques do América de Cali na temporada, e até por isso chamou a atenção de empresário e clubes (e foi parar no Palmeiras). É exagero dizer que foi o principal jogador dos Escarlatas, mas suas jogadas pela esquerda foram importantes durante todo o ano – e mais especificamente no título do Finalización.

MEIO-CAMPISTAS

Luis Saritama (Deportivo Quito)
Saritama surgiu como boa promessa no Deportivo Quito e chegou a defender a seleção equatoriana na Copa de 2006, mas parece que seu futebol só funciona mesmo com a camisa dos Chullas. Depois de passagens apagadas por Alianza Lima, Tigres de la UANL e América-MEX, ficou sem muito espaço e retornou a seu clube de origem. Foi quando redescobriu seu futebol. Volante com bom manejo com a bola e capacidade de ajudar na armação, foi o jogador que deu equilíbrio coletivo para o Quito acabar com os 40 anos sem conquistar o título nacional.

Vladimir Marín (Libertad)
O experiente meia colombiano está longe de ser um craque. No entanto, se destaca por ter uma incrível constância e por crescer nos momentos decisivos. Foi assim em mais um título do Libertad. O clube de Assunção não teve um ano brilhante e a experiência de seus jogadores foi decisiva para superar Guaraní e Sol de América no Clausura. Marin ainda ficou marcado como herói do título, ao fazer dois gols nos 4 a 1 sobre o Sol de América, jogo que oficializou o título dos gumarelos.

Diego Arismendi (Nacional)
Sem Fornaroli e Richard Morales, o Nacional perdeu boa parte de seu poder de fogo no segundo semestre. Assim, cresceu a importância de seus meio-campistas. Nesse aspecto, o principal jogador foi Diego Arismendi, ponto de referência para qualquer jogada ofensiva dos bolsos durante o Apertura.

Federico Bongianni (Aurora)
O meia argentino vai tanto ao ataque que parece um atacante em vários momentos. Rápido e habilidoso, abria espaços na defesa adversária e criava situações para o paraguaio Villalba, artilheiro dos celestes de Cochabamba.

ATACANTES

Adrián Ramos (América de Cali)
Melhor jogador do América de Cali no ano. Já fez uma boa campanha no Apertura, mas sumiu na decisão contra o Boyacá Chicó e terminou o semestre em baixa. Na segunda metade do ano, se recuperou rapidamente. Rápido, habilidoso e com algum oportunismo, foi a grande referência ofensiva dos Escarlatas. Ainda é inexperiente e, pelo porte físico (alto e muito magro), um pouco desengonçado. Mesmo assim, deve deixar o futebol colombiano em breve.

Lucas Barrios (Colo-Colo)
Os números do argentino Barrios em 2008 impressionam. Foi artilheiro do Campeonato Chileno no Apertura (19 gols) e Clausura (18), um índice assombroso de quase um gol por partida (disputou 38 na temporada toda). Pode-se até falar que o nível técnico do futebol chileno não é dos mais altos, mas esses números não podem ser ignorados, mesmo para quem teve uma passagem apagada pelo Atlas. Em breve estará em algum clube europeu.

TÉCNICO

Diego Umaña (América de Cali)
Umaña pegou o América quase falido, sem dinheiro para investir, nem perspectiva de melhora. Ainda assim, teve paciência e competência para montar o time com cuidado, trabalhar os talentos que havia nas categorias de base dos Escarlatas e identificar jogadores úteis e baratos à disposição no mercado. O fato de o América voltar a ser grande e chegar às duas finais do Campeonato Colombiano é mérito total do técnico.

Balanço do Apertura mexicano

Estava sentindo falta do Balanço do Clausura mexicano? Pois é, o final de 2008 teve tanto campeonato terminando na América do Sul que acabou ficando para o começo de 2009. Bem, não tem problema. O assunto deixou de ser o mais importante da coluna, mas não é por isso que não vai ser publicado. Ah, a seleção do torneio está na coluna de curtas, aqui à direita.

Toluca

Classificação final: campeão
Expectativa inicial: chegar às quartas-de-final
Nota da campanha: 9,5
Destaque: Paulo da Silva (zagueiro)

O Toluca não vive mais a fase áurea de Enrique Meza, Manuel Lapuente, Américo Gallego e José Saturnino Cardozo, quando conquistou cinco títulos mexicanos entre 1998 e 2005. Por isso, não se apostava muito nos Choriceros como candidatos ao título. Uma situação que José Manuel de la Puente soube mudar. Com a tradição recente do time em mata-mata, alguns talentos que ainda estão no clube e a força de uma torcida fanática, o Toluca fez uma primeira fase segura para se classificar e, na Liguilla, foi cirúrgico. Contando com a experiência de quatro remanescentes das glórias do começo da década (Sinhá, Cristante, Ponce e Da Silva), se impôs diante de seus adversários. Quase deixou o título escapar na decisão, perdida em casa para o Cruz Azul, mas se garantiu nos pênaltis.

Cruz Azul

Classificação final: vice-campeão
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 8,5
Destaque: Cesar Villaluz (meia)

O segundo vice-campeonato seguido deixa um gosto ruim na boca, mas fica também a sensação de que o fim do jejum de mais de uma década está perto do fim. Gutiérrez se mostrou um substituto à altura de Óscar Pérez, o meio-campo com Torrado, Riveros e o ascendente Villaluz tem muito talento e Sabah dá poder ofensivo à equipe. Faltou um pouco de tranquilidade na decisão, mas a temporada foi novamente muito prolífica no estádio Azul.

Atlante

Classificação final: 3º (semifinalista)
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 9
Destaque: Gabriel Pereyra (meia)

Depois de uma campanha ridícula no Clausura 2008, os Potros de Hierro tinham de provar que o título do Apertura 2007 não era obra do acaso. Até conseguiram. Reencontraram o futebol compacto e competitivo, se colocaram nas primeiras posições desde o início do campeonato e terminou a primeira fase entre as melhores equipes do México. Na fase final, sentiu a falta de um jogador mais decisivo na frente, pois o venezuelano Giancarlo Maldonado, destaque do título de 2007, foi um dos jogadores que seguiram em má fase.

Santos Laguna

Classificação final: 4º (semifinalista)
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 8
Destaque: Daniel Ludueña (meia)

Os Guerreros tiveram dificuldades em lidar com Campeonato Mexicano e Concachampions. Assim, oscialaram muito no início da temporada e só reencontraram o bom futebol – que levou o clube de Torreón ao título do Clausura 2008 – na reta final. O Santos se classificou com alguma sorte (só passou porque a divisão dos grupos o favoreceu) e eliminou o favorito San Luis nas quartas-de-final. Acabou parando na experiência do Toluca, mas ainda é um dos melhores times do México.

San Luis

Classificação final: 5º (quadrifinalista)
Expectativa inicial: chegar às semifinais
Nota da campanha: 7,5
Destaque: Eduardo Coudet (volante)

Está faltando pouco par ao San Luis conquistar um inédito título nacional. A equipe é muito boa e sólida, com bons jogadores em todos os setores, experiência e homens capazes de decidir. Não à toa, os potosinos fizeram a melhor campanha da fase de classificação e só caíram porque pegaram um Santos Laguna em crescimento. Pela capacidade do time, não seria injusto se chegasse mais longe.

Pumas de la Unam

Classificação final: 6º (quadrifinalista)
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 7
Destaque: Efraín Velarde (defensor)

Os Pumas gostam de variar: um campeonato bom, um ruim. O Apertura foi a vez de jogar bem, e, de fato, isso ocorreu. Mesmo com Francisco Palencia, Dante López e Juan Carlos Cacho no ataque, Ricardo Ferretti conseguiu montar uma equipe forte na defesa e bastante estável. Só que, na hora do mata-mata, os universitários falharam diante do Cruz Azul. A campanha foi boa no geral, mas deu a sensação de que dava para ir mais longe.

Tigres de la UANL

Classificação final: 7º (quadrifinalista)
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 7,5
Destaque: Lucas Lobos (meia)

A principal novidade da campanha dos Tigres foi o fato de a equipe, finalmente, ter jogado de acordo com seu tamanho. Para um clube que tradicionalmente sofre com a forte cobrança de sua torcida e diretoria, os felinos podem comemorar o fato de terem chegado ao mata-mata, ficando longe de crises e do rebaixamento. Ainda dá para ir mais longe, mas o fato de já ter retomado uma trajetória de crescimento deve ser reconhecido.

Tecos de la UAG

Classificação final: 8º (quadrifinalista)
Expectativa inicial: ficar longe do rebaixamento
Nota da campanha: 8,5
Destaque: Robert (atacante)

Para um clube pequeno e sem torcida, chegar ao mata-mata com o melhor ataque do campeonato e um futebol atraente já é um grande resultado. Assim deve ser encarada a campanha dos tecolotes, que só não ficaram entre os semifinalistas porque faltou um pouco mais de solidez defensiva. A ausência de torcedores para os jogos em casa também prejudicou, mas o time em si e o técnico José Luis Trejo merecem todos os créditos.

Chivas de Guadalajara

Classificação final:
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 5,5
Destaque: Omar Arellano (atacante)

Um time cheio de altos e baixos. No início do campeonato, a defesa estava muito insegura e o time ficou nas últimas posições. A partir da metade do torneio, o Rebaño se encontrou e voltou a mostrar um futebol competitivo, ainda que faltasse o brilho de 2006 e 2007. Não fosse a divisão dos grupos, as Chivas teriam se classificado como oitavo colocado na classificação geral. Pouco pelo elenco do clube, mas serve de consolo.

Morelia

Classificação final: 10º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 6,5
Destaque: Andrés Mendoza (atacante)

Quando venceu o Jaguares por 5 a 2 na antepenúltima rodada, o Morelia estava muito próximo da classificação. No entanto, perdeu os dois últimos jogos e acabou ficando de fora do mata-mata. O fracasso em dois jogos não pode apagar o feito de o resto da campanha ter sido muito bom, principalmente pelo desempenho ofensivo, mas não dá para dizer que a participação dos Monarcas foi suficiente.

Atlas

Classificação final: 11º
Expectativa inicial: chegar às semifinais
Nota da campanha: 5
Destaque: Darío Botinelli (meia)

Depois de uma boa campanha na Libertadores, esperava-se uma participação consistente dos Zorros no Apertura 2008. No entanto, tal expectativa morreu no início do torneio, com apenas cinco pontos nas sete primeiras rodadas. A troca de técnico – Darío Franco entrou no lugar de Miguel Ángel Brindisi – deu fôlego à segunda equipe de Guadalajara, mas a reação na reta final não foi suficiente para desfazer os erros do início da competição.

Pachuca

Classificação final: 12º
Expectativa inicial: montar o time e não passar sustos
Nota da campanha: 5,5
Destaque: Christian Giménez (meia)

Não fosse uma goleada por 5 a 2 sobre as Chivas e o Apertura terminaria sem que ninguém notasse a participação do Pachuca. Depois de um primeiro semestre fraco, o clube claramente se concentrava em montar o time para o Mundial de Clubes e os torneios de 2009. Pelo futebol mostrado no Japão, não conseguiu. Mas, no que diz respeito ao Campeonato Mexicano, fez um papel adequado, sem sustos ou crises que desestabilizassem o trabalho de médio prazo.

América

Classificação final: 13º
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 3,5
Destaque: Salvado Cabañas (atacante)

O América precisa repensar seu projeto. O clube gasta milhões em reforços, tem sempre o elenco mais caro do futebol mexicano, mas coleciona decepções há três campeonatos. Não fosse alguns gols de Cabañas e a colocação final das Águilas seria ainda mais baixa. Nem o talentoso goleiro Ochoa consegue mais segurar a falta de consistência de uma equipe sem personalidade, com mentalidade pequena e que aparenta desinteresse em campo.

Indios

Classificação final: 14º
Expectativa inicial: ficar longe da zona de rebaixamento
Nota da campanha: 4,5
Destaque: Javier Hernán Malagueño (defensor)

As quatro derrotas nas quatro primeiras rodadas podem ter sido fatais para os Indios. A “arrancada” inicial motivou a mudança de técnico que deu início à recuperação, mas um time limitado como La Tribu não pode se dar ao luxo de ficar tantos jogos sem pontuar. As 13 rodadas restantes do campeonato viram a equipe de Ciudad Juárez praticar um futebol aceitável, com muita determinação para superar a limitação técnica do elenco. Mas o Clausura terá de ser muito bom – ou a campanha do Puebla seguir muito ruim – para evitar um rebaixamento pela média de pontos.

Monterrey

Classificação final: 15º
Expectativa inicial: título
Nota da campanha: 2
Destaque: William Paredes (meia)

Depois de chegar às semifinais do Clausura, esperava-se muito do Monterrey no Apertura. Mas os Rayados foram a maior decepção do torneio. O trio ofensivo Suazo-Carlos Ochoa-Borgetti não funcionou e a equipe se viu sem sua arma. O que sobrou foi um grupo sem confiança e outros recursos para manter o nível competitivo. O momento mais baixo foi a derrota por 4 a 1 para os Tigres no clássico regiomontano.

Jaguares de Chiapas

Classificação final: 16º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 4
Destaque: Itamar (atacante)

Uma campanha sofrível. A defesa era completamente desconjuntada e tomou cinco gols duas vezes, quatro gols uma vez e três gols três vezes. Desse modo, fica difícil construir uma campanha consistente para se manter na disputa por uma vaga nas quartas-de-final. Não fosse o bom desempenho de Itamar (ex-Palmeiras e São Paulo) em algumas partidas, os Jaguares poderiam ter acabado o Apertura na última posição.

Necaxa

Classificação final: 17º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 3
Destaque: Hugo Rodallega (atacante)

No papel, o elenco não é dos piores. No entanto, a diretoria demorou a perceber que deveria agir para o time fazer um bom campeonato. O técnico Salvador Reyes levou os Hidrorrayos às quartas-de-final no Clausura 2008 e merecia continuar, mas vencer apenas um jogo nas 12 primeiras rodadas do Apertura é claro sinal de que o trabalho não está funcionando. O comando foi trocado a partir da 13ª rodada e o Necaxa até reagiu, perdendo apenas um jogo com o treinador Octavio Becerril. Deu pra salvar a honra do clube, mas a penúltima posição deixa evidente como foram cometidos muitos erros em Aguascalientes.

Puebla

Classificação final: 18º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 4
Destaque: Sergio Pérez (defensor)

A equipe aguerrida que salvou-se do rebaixamento na temporada passada sumiu. No Apertura, os poblanos mostraram um futebol sem consistência, frágil e que aceitava com certa naturalidade as derrotas. O setor mais carente foi o ataque, que marcou apenas 12 gols. O desempenho foi tão ruim que a média de pontos é pior que a do Indios, que vem da segunda divisão e, por isso, sempre está com problemas na tabela de rebaixamento.

Libertadores 2009

Não mudou nada em relação a lista de participantes do torneio. Por isso, no acompanhamento semana a semana de como ficará a Libertadores 2009, fica a repetição do que havia no final de 2008.

PRIMEIRA FASE (PRÉ-LIBERTADORES)

Independiente Medellín (COL) x Peñarol (URU)
Estudiantes (ARG) x Sporting Cristal (PER)
El Nacional (EQU) x Nacional (PAR)
Deportivo Cuenca (EQU) x Deportivo Anzoátegui (VEN)
Palmeiras x Real Potosí (BOL)
México 3 x Universidad de Chile (CHI)

SEGUNDA FASE

Grupo 1
LDU Quito (EQU)
Colo-Colo (CHI)
Sport
Vencedor de Palmeiras x Real Potosí

Grupo 2
Boca Juniors (ARG)
Guaraní (PAR)
Deportivo Táchira (VEN)
Vencedor de Deportivo Cuenca x Deportivo Anzoátegui

Grupo 3
River Plate (ARG)
Nacional (URU)
Universidad San Martín (PER)
Vencedor de El Nacional (EQU) x Nacional (PAR)

Grupo 4
São Paulo
Defensor Sporting (URU)
América de Cali (COL)
Vencedor de Independiente Medellín x Peñarol

Grupo 5
Cruzeiro
Universitario de Sucre (BOL)
Deportivo Quito (EQU)
Vencedor de Estudiantes x Sporting Cristal

Grupo 6
Lanús (ARG)
Everton (CHI)
Caracas (VEN)
México 2

Grupo 7
Grêmio
Aurora (BOL)
Boyacá Chicó (COL)
Vencedor de México 3 x Universidad de Chile (CHI)

Grupo 8
San Lorenzo (ARG)
Libertad (PAR)
Universitario (PER)
San Luis (MEX)

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