A seleção de todos
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Há menos de um mês, o carioca Renê Simões foi anunciado como novo treinador da seleção da Costa Rica, apresentando com a frase “A seleção é de todos”, se referindo aos jogadores que atuam na Costa Rica e teriam chances na sua convocação.
A Costa Rica é a atual quarta colocada nas Eliminatórias da Copa do Mundo na Concacaf e possível adversária de um país sul-americano na fase de repescagem, já que o quarto colocado da região enfrentará o quinto da Conmebol. No entanto, a tarefa do carioca não será fácil: terá de obter bons resultados contra Trinidad e Tobago, já eliminada, e o Estados Unidos, líderes do hexagonal final.
O treinador assumiu o lugar do costarriquenho Rodrigo Kenton, demitido após uma sequência de três derrotas com a seleção nas Eliminatórias. Kenton entregou o posto com 12 pontos, apenas um a menos do que a seleção de Honduras e três a mais do que a seleção de El Salvador.
Esta será a sétima passagem de Renê pelo comando de uma seleção. O carioca já comandou as seleções de base do Brasil, a seleção da Jamaica, a qual a levou para a Copa do Mundo de 1998 e formou a equipe conhecida como os “Reggae Boys”. Passou também pela seleção de Trinidad e Tobago, Honduras, seleção feminina do Brasil, seleção iraniana de base, e por fim, a seleção da Costa Rica.
A grande esperança do treinador é a partida envolvendo Honduras e Estados Unidos. Caso a seleção hondurenha, que receberá o líder Estados Unidos, sofra uma derrota combinada com a vitória da seleção costarriquenha, os comandados de Renê Simões ficarão na terceira colocação. Mas com a dura missão de encarar os norte-americanos na última rodada.
Para conseguir lograr a classificação, o brasileiro armou um esquema de treino e concentração diferente do que era utilizado por Kenton. Renê fez uma pré-convocação com 29 jogadores que atuam na Costa Rica e eles treinaram durante praticamente uma semana com o técnico para que ele conhecesse o elenco e pudesse estabelecer seu sistema de trabalho. Destes 29, somente 15 ficaram na lista final, que foi completada com 11 jogadores que atuam fora do país.
As grandes novidades do treinador foram as convocações de Rolando Fonseca, atualmente no Comunicaciones da Guatemala, e Tuma Martínez, do Brescia da Itália e que não era convocado desde a primeira partida do Hexagonal contra Honduras, além das voltas de Roy Myrie, do Gent da Bélgica, e Leonardo González, do Seattle Sounders da MLS. Porém, Renê já teve de cortar quatro jogadores – um deles Tuma Martínez, que foi dispensado por indisciplina. Os outros foram Celso Borges, Óscar Sevalli e Roy Myrie, por problemas médicos.
Completando as mudanças na seleção, Renê armou uma equipe com cinco jogadores novos na equipe titular, que são Luis Marín, Cristian Montero, Leonardo González, Michael Barrantes e Randall Azofeifa. Assim, a equipe que irá enfrentar Trinidad e Tobago neste sábado, no estádio Ricardo Saprissa, será composta por Keylor Navas, Luis Marín, Cristian Montero, Dennis Marshall, Pablo Herrera, Leonardo González, Randall Azofeifa, Michael Barrantes, Walter Centeno, Bryan Ruiz e Álvaro Saborío.
A sorte dos costarriquenhos está lançada com Renê Simões, e todos têm a esperança de que o treinador consiga a classificação direta para a Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Já que, se ficar em quarto lugar, há grandes chances de enfrentar a seleção da Argentina, do Uruguai ou Equador. Três duras seleções a ser enfrentadas, e que reduziriam bastante as possibilidades de classificação.
O Superclássico foi para o Cacique
O futebol é realmente um dos esportes mais surpreendentes. E a cada partida, e principalmente em cada clássico, a velha história de que uma equipe é favorita pode ir por água abaixo. No superclássico chileno, realizado no último sábado, não deu outra. A Universidad de Chile era favorita, estava em uma sequência muito boa e havia acabado de garantir a classificação às quartas de final da Sul-Americana. Enquanto o Colo Colo estava com a cabeça de seu treinador, Hugo Tocalli, a prêmio.
Como esperado, mais de 40 mil torcedores foram até ao Município de Macul, e lotaram o Estádio Monumental David Arellano, casa do Colo Colo, para acompanhar o Superclássico de número 164 (em partidas válidas pelo campeonato nacional). O nível da partida não foi dos melhores, mas no final o Colo Colo venceu por 1 a 0, com gol de Esteban Paredes.
Os primeiros dez minutos da partida foram eletrizantes, com chances para os dois times e um cartão amarelo para cada lado também. E a primeira grande chance de gol surgiu dos visitantes: após cobrança de falta, Maurixio Victorino mandou de cabeça para que o goleiro Christian Muñoz fizesse uma bela defesa.
Passada a empolgação inicial, a partida passou a ser travada no meio campo, com muitas divididas, pouca qualidade de criação e muitas faltas, o que fez com que em quase 30 minutos não houvesse uma jogada com perigo de gol.
Na segunda etapa o ritmo truncado se manteve, mas pouco a pouco o Colo Colo começou a impor seu futebol e fazer valer seu campo. E com 11 minutos de bola rolando, Esteban Paredes cobrou falta a 30 metros de distância, ninguém tocou na bola e o Cacique abriu o marcador.
Com o tento, o Colo Colo continuou a pressionar os visitantes, já que o ânimo da Universidad caiu muito. E pouco tempo depois Paredes tentou novamente, mas desta vez a bola passou rente à trave.
As diferenças na partida foram mínimas. O Colo Colo criou um pouco mais, mas grande parte do jogo foi travada no meio-campo. E sem brilhar, o Cacique conseguiu uma importante vitória que o deixou longe da zona de “Promoción”, e um pouco mais perto da classificação aos play-offs, além de salvar a cabeça de Hugo Tocalli.
Convocados – Parte II
Neste sábado começa a definição dos últimos classificados diretamente para a Copa do Mundo.
Bolívia: Goleiros: Carlos Arias (Bolívar) e Hugo Suárez (Wilstermann): Defensores: Enrique Parada (San José), Wilder Zabala (Oriente Petrolero), Abdón Reyes (Bolívar), Edemir Rodriguez (Real Potosí), Ronald Raldes (Macabi Tel Aviv, Israel), Ronald Rivero (Universitario) e Rosauro Rivero (The Strongest); Meio-campistas: Ignacio García (Bolívar), Pablo Escobar (Santo André, Brasil), Alejandro Gómez (Blooming), Edgar Olivares (Wilstermann), Helmut Gutiérrez (La Paz FC), Leonel Reyes (Bolívar), José Luis Chávez (Blooming), Daner Pachi (LD Portoviejo, Equador) e Joselito Vaca (Oriente Petrolero); Atacantes: Juan Carlos Arce (Sport, Brasil), Marcelo Martins (Werder Bremen, Alemanha), Diego Cabrera (Oriente Petrolero) e Ricardo Pedriel (Giresun Sport, Turquia).
Chile: Goleiros: Claudio Bravo (Real Sociedad – Espanha), Miguel Pinto (Universidad de Chile), Nery Veloso (Huachipato). Defensores: Gary Medel (Boca Juniors, Argentina), Arturo Vidal (Bayer Leverkusen, Alemanha), Gonzalo Jara (West Bromwich Albion, Inglaterra), Waldo Ponce (Velez Sarsfieldm Argentina), Ismael Fuentes (Atlas, México), Osvaldo Gonzalez (Universidad de Chile, Chile). Meio-campistas: Mauricio Isla (Udinese, Itália), Roberto Cereceda (Colo Colo), Gonzalo Fierro (Flamengo, Brasil), Carlos Carmona (Reggina, Itália), Rodrigo Tello (Besiktas, Turquia), Matias Fernandez (Sporting, Portugal), Rodrigo Millar (Colo Colo), Jorge Valdivia (Al Ain, Emirados Árabes), Manuel Iturra (Universidad de Chile). Atacantes: Alexis Sanchez (Udinese, Itália), Fabian Orellana (Xerez, Espanha), Humberto Suazo (Monterrey, México), Hector Mancilla (Toluca, México), Jean Beausejour (America, México), Mark Gonzalez (CSKA Moscovo, Rússia), Esteban Paredes (Colo Colo).
Costa Rica: Goleiros: Ricardo González (Herediano), Adrián De Lemos (Herediano) y Keilor Navas (Saprissa); Defensores: Roy Myrie (Gent, Bélgica), Pablo Herrera (Aalesund, Noruega), Cristian Montero (Herediano), Michael Umaña (Liberia), Luis Marín (Alajuelense), Gilberto Martínez (Brescia, Italia), Dennis Marshall (Aalborg, Dinamarca), Junior Díaz (Wisla Cracovia, Polonia), Leonardo González (Seattle Sounders, Estados Unidos) y Oscar Seravalli (Cartaginés); Meio-campistas: Douglas Sequeira (Saprissa), Michael Barrantes (Saprissa), Armando Alonso (Saprissa), Walter Centeno (Saprissa), Cristian Oviedo (Alajuelense), Cristian Bolaños (Start, Noruega), Celso Borges (Fredrikstad, Noruega), Esteban Sirias (Liberia); Atacantes: Rolando Fonseca (Comunicaciones, Guatemala), Bryan Ruiz (Twente, Holanda), Víctor Núñez (Liberia), Froylan Ledezma (Trenkwalder Admira, Austria), Álvaro Saborío (Bristol City, Inglaterra)
México: Goleiros: Guillermo Ochoa (América), Jesus Corona (Cruz Azul); Defensores: Efrain Juarez (Pumas), Rafael Márquez (Barcelona-ESP), Jonny Magallon (Guadalajara), Carlos Salcido (PSV-HOL), Ricardo Osorio (Stuttgart-ALE), Hector Moreno (AZ-HOL), Jose Antonio Castro (Tigres), Oscar Rojas (América); Meio-campistas: Gerardo Torrado (Cruz Azul), Israel Castro (Pumas), Andres Guardado (Deportivo La Coruña-ESP), Pablo Barrera (Pumas); Atacantes: Cuauhtemoc Blanco (Chicago Fire-EUA), Guillermo Franco (West Ham-ING), Miguel Sabah (Morelia), Carlos Vela (Arsenal-ING), Enrique Esqueda (América), Omar Arellano (Guadalajara).
Peru: Goleiros: Leao Butrón (Deportivo San Martín) e Raúl Fernández (Universitario de Deportes); Defensores: Josepmir Ballón (Deportivo San Martín), Christian Ramos (Deportivo San Martín), Amilton Prado (Sporting Cristal), Walter Vílchez (Cienciano), Carlos Zambrano (Schalke, Alemanha) e Alberto Rodríguez (Sp. Braga, Portugal); Meio-campitas: Henry Quinteros (Alianza Lima), Rainer Torres (Universitario de Deportes), Nolberto Solano (Universitario de Deportes), Roberto Palacios (Sporting Cristal), Joel Sánchez (Total Chalaco), Luis Ramírez (Bolognesi) e Juan Vargas (Fiorentina, Itália); Atacantes: Irven Ávila (Sport Huancayo), Hernán Rengifo (Lech Poznan, Polonia) e Johan Fano (Once Caldas, Colômbia)