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Russos zombam de punição branda com suástica no estádio

Uma semana após Yaya Touré sofrer com cantos racistas da torcida do CSKA durante jogo da Liga dos Campeões, foi a vez dos torcedores do Spartak Moscou protagonizarem cenas lamentáveis. Entre arremessos de cadeiras, bombas de fumaça e sinalizadores em direção ao campo, uma bandeira com a suástica foi levantada no meio da torcida do time, que visitava o Shinnik Yaroslavl pela Copa da Rússia. Mais um episódio que mancha a imagem do país e aumenta a preocupação de outras nações quanto à realização da Copa do Mundo em 2018. O ocorrido deixa claro também que as punições a esses tipos de atitudes são realmente brandas e não causam efeito algum nos torcedores, afinal, apenas um dia depois do julgamento do castigo ao CSKA por racismo, a resposta veio com uma exaltação ao nazismo.

Os problemas no jogo, que aconteceu na cidade de Yaroslavl, começaram antes mesmo da partida. Após o apito inicial, a confusão prosseguiu e se intensificou perto do final da primeira etapa, quando torcedores do Spartak entraram em confronto com os policiais que faziam a segurança da partida. Cadeiras, sinalizadores e bombas de fumaça foram arremessadas em direção ao gramado, e, quando o segundo tempo se iniciou, a polícia ainda não havia controlado a situação.

Polícia Yaroslavl

Em meio ao caos instalado no estádio Shinnik, uma bandeira nazista com o símbolo da suástica foi levantada nas arquibancadas ocupadas pela torcida do time de Moscou. Nikolay Trifonov, ministro do interior da região de Yaroslavl, lamentou o ocorrido e afirmou que foi uma provocação já planejada. Trifonov completou dizendo que tudo partiu dos torcedores do Spartak e que não há nenhuma reclamação a ser feita em relação aos torcedores do Shinnik.

Após a partida, 78 pessoas foram detidas, e uma investigação será aberta. A punição às pessoas pegas pela polícia podem chegar a três anos de prisão.

Recentemente, a Uefa deixou de usar apenas multas como forma de castigo aos clubes, aplicando também a proibição da utilização de certos setores dos estádios, como é o caso da punição ao CSKA pelas ofensas a Touré. Aparentemente, a entidade acredita que fechar parte do estádio já é punição suficientemente forte para evitar que situações como essa se repitam. A “resposta” dos torcedores russos foi clara: não será fácil mudar a mentalidade dessas pessoas que vão ao estádio para causar tumultos e levantar bandeiras de ódio a grupos étnicos e sociais. Se a Rússia quiser que tudo corra bem durante o torneio mais importante do futebol, precisará pensar em medidas bem mais enérgicas que as últimas. Afinal, cinco anos é pouco tempo para se mudar um pensamento tão extremista.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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