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Rússia: O segundo lugar não basta

Onde vai se dar bem

É um time muito sólido e bem organizado por Fabio Capello. A equipe não encanta, mas perde poucos pontos bobos. E, considerando que a chave tem Argélia e Coreia do Sul, essa é uma virtude que precisa ser considerada.

Onde vai se dar mal

Falta um grande nome de destaque internacional. O time todo joga no Campeonato Russo, que tem dinheiro e nível técnico decente, mas não traz os grandes desafios técnicos e táticos que fazem os atletas evoluírem. Isso já foi um problema na última Eurocopa, quando os russos foram eliminados pela Grécia porque não descobriram formas de vencer a defesa grega após tomar um gol.

Quem pode desequilibrar

Com a lesão que tirou Shirokov da Copa, sobrou para Fayzulin o papel de cérebro da equipe no meio-campo. De qualquer forma, é uma seleção sem um destaque individual muito claro, ao contrário do time de Arshavin que foi semifinalista da Eurocopa em 2008.

A carta na manga

Kokorin não é o atacante de mais projeção internacional desse elenco (posto que fica com Kerzhakov), mas abre bem os espaços pelos lados e ainda chega bem para concluir.

Até onde deve chegar

Passar de fase é obrigação, mas passar em primeiro é altamente recomendável para pensar em algo além de jogar as oitavas de final. O segundo colocado do Grupo H deve pegar a Alemanha, e a chance de eliminação é bastante grande. O primeiro enfrentaria Portugal, Gana ou Estados Unidos, onde há uma possibilidade mais real de chegar às quartas. Por isso, o sucesso da Rússia depende muito do que ela fizer no confronto contra a Bélgica.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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