Itália

Técnico do Milan, Stefano Pioli quer pedidos de tempo similares ao basquete no futebol

Fã de basquete, Pioli já tinha sugerido que os times não pudessem recuar do meio-campo após passar dele; ideia seria conversar mais com os jogadores durante as partidas

Stefano Pioli é um técnico de futebol que é também um grande fã de basquete. Ele acredita que algumas regras do esporte com a bola laranja poderiam ser adaptadas para o futebol. Após sugerir que os times não pudessem recuar depois de passar do meio-campo, agora ele acredita que os pedidos de tempo do basquete poderiam ser usados no futebol.

Sergio Scariolo, técnico do Virtus Bologna, tradicional clube de basquete da Itália, visitou o centro de treinamento de Milanello e encontrou com Stefano Pioli, técnico do Milan. O encontro dos dois foi registrado pela Milan TV e a conversa gerou ainda mais ideias para o treinador de futebol, querendo adaptar o que já acontece no basquete. Para os dois técnicos, os esportes podem aprender um com o outro.

“Gostaria de me comunicar mais com os jogadores durante o jogo e pessoalmente introduziria pedidos de tempo no futebol também”, comentou Pioli. “Eu poderia dar instruções mais precisas e específicas, enquanto no intervalo tento combinar ajustes técnicos e táticos com um pouco de motivação para que o segundo tempo corra bem”.

Um outro ponto que é presente no basquete e em outros esportes que o treinador do Milan gostaria de ver adaptado ao futebol é a cronometragem mais precisa do tempo de jogo. “Sou a favor também de introduzir de alguma forma de termos uma checagem mais efetiva do tempo em um jogo, porque muito tempo é perdido”, comentou Pioli.

No basquete e no futsal, por exemplo, só é contado o tempo de bola rolando. Quando a bola sai da quadra, o cronômetro é paralisado. No futebol, já houve a ideia de ter tempos cronometrados de 30 minutos, que é o mínimo recomendado pela Fifa que deveria ser o tempo de jogo em cada tempo.

Além de ideias sobre mudar as regras, Pioli foi perguntado sobre como lidar com grandes nomes no vestiário do Milan. “Quando estamos falando sobre campeões, queremos dizer que eles também são campeões fora de campo. Eles são tão competitivos, tão fortes mentalmente, que não é difícil treiná-los”, afirmou o treinador.

“Eles elevam o nível e querem que seus companheiros também alcancem esse padrão. O problema para o treinador é quando você encontra jogadores que são normais e acreditam serem muito mais”, disse ainda Pioli.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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