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Tem peixe grande entre os rebaixados na Itália: o Palermo

Não é o maior dos peixes, mas alimentaria uma pequena família. É assim que dá para definir o Palermo, que surpreendentemente acabou rebaixado para a Serie B nesta temporada, juntamente a Siena e Pescara, duas equipes que já eram favoritas para cair. Desde que subiu para a Serie A, em 2004, o time vinha fazendo boas campanhas e, à exceção do ano passado, sempre ficou entre os dez primeiros.

Comprada pelo empresário Maurizio Zamparini, em 2002, a equipe siciliana viveu seus momentos de glória justamente depois da chegada do polêmico presidente. Entre 2005 e 2012, a equipe jogou a Copa Uefa três vezes e a sucessora Liga Europa outras duas. Jogadores como Luca Toni, Fabio Grosso, Andrea Barzagli, Salvatore Sirigu e Edinson Cavani passaram por lá – e outros, como Fabrizio Miccoli e Josip Ilicic, continuam. O Palermo também chegou perto de conseguir um título em 2011, quando foi finalista da Copa da Itália – perdeu para a Inter na final. Hoje, a situação é outra.

Sempre esquentado, Zamparini tem uma média “respeitável” quando o assunto é demitir técnicos. Em 11 anos, 35 treinadores passaram pela tradicional equipe rosa e preta da Sicília. Só nesta temporada, a equipe teve três comandantes – um deles, Alberto Malesani, durou só três jogos. Giuseppe Sannino, atual treinador, começou a temporada e durou só três partidas, até ser substituído por Gian Piero Gasperini. Sannino voltou no mês passado, mas não conseguiu salvar a equipe. O estrago já estava feito.

Zamparini diz que o atual técnico será mantido para a próxima temporada, o que seria louvável, dado seu histórico – embora seja difícil acreditar em suas palavras. No fim das contas, o rebaixamento provou que o presidente tomou atitudes erradas: além de demitir técnicos, trocou várias vezes o comando do futebol do clube. Ou seja, os jogadores contratados não faziam parte de um projeto conciso e os treinadores, muitas vezes, eram obrigados a trabalhar com peças inadequadas, que não se encaixavam no trabalho. O rebaixamento provou que a desorganização causada pelas atitudes intempestivas do presidente enfim chegaram a custar caro para o clube. Resta saber se Zamparini entendeu o recado. A próxima temporada deverá ser de revolução no clube.

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