Stankovic: “A morte de Mihajlovic me fez sentir um imenso vazio dentro de mim como nunca senti antes”
Amigo próximo de Mihajlovic, de quem foi companheiro como jogador em clubes e seleção, Stankovic ainda sente a morte do amigo
Dejan Stankovic se mostrou devastado com a notícia da morte de Sinisa Mihajlovic. Atualmente técnico da Sampdoria, um clube que Mihajlovic tem história como jogador e técnico, Stankovic era muito amigo de Mihajlovic. Além disso, os dois jogaram juntos tanto na Lazio quanto na Inter, assim como na seleção sérvia.
Mihajlovic estava lutando contra uma leucemia e morreu no último dia 16 de dezembro, três anos depois do diagnóstico, aos 53 anos. Stankovic era um dos que estava no funeral do amigo, em Roma, e foi um dos carregadores do seu caixão.
“A morte de Sinisa me deixou sem palavras”, afirmou Stankovic em entrevista ao jornal Il Secolo XIX. “Sinto um imenso vazio dentro de mim como nunca senti antes. Ainda sou jovem e felizmente ainda tenho a minha família próxima perto de mim”.
“No entanto, tudo o que eu tinha parece que foi com ele. Ficam as lembranças e o grande orgulho de ter feito parte de sua vida. Todos nós vimos que tipo de homem Sinisa Mihajlovic era”, declarou o ex-meio-campista.
Stankovic vive uma situação difícil na Sampdoria. O time é o 19º na tabela, na zona do rebaixamento, à frente do Verona, o lanterna, por um ponto. O time vem de quatro derrotas consecutivas, para Inter, Fiorentina, Torino e Lecce.
“Em retrospectiva, lamento algumas coisas que disse depois dos jogos com Torino e Lecce, mas não quero desrespeitar ninguém, especialmente nossos torcedores. Quero encontrar as palavras certas para não irritar ninguém e neste momento simplesmente não tenho essas palavras”, disse Stankovic. “Merecemos ser criticados e zombados, mas o passado é apenas isso, agora começa uma nova minitemporada e fizemos um bom estágio na Turquia”.
Além dos problemas em campo, há problemas fora dele: o time está para ser vendido e, financeiramente, só pode contratar jogadores se vender também. “Quando cheguei, senti que estava sendo jogado em um liquidificador, mas agora eu tive o tempo necessário para trabalhar nas táticas e aprender mais sobre os jogadores à minha disposição, tentando colocá-los todos em suas melhores posições”, disse o treinador.
“Também cometi um erro com a forma como tentei motivar o elenco e coloquei muita pressão neles ao invés disso, então me sinto mal sobre isso e assumo a culpa. O que posso dizer aos torcedores é que irei lutar”.
A Sampdoria volta a campo no dia 4 de janeiro, contra o Sassuolo. Nesse dia, a Serie A retorna depois da parada para a Copa com uma rodada cheia. No dia 8 de janeiro, o time volta a campo para um desafio dos mais complicados: o Napoli.



