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Por isso é ídolo: Kaká abre mão de salário durante lesão

Kaká teve uma recepção de rei em seu retorno ao Milan. O último grande craque do clube foi festejado por milhares de torcedores em seus primeiros dias na Itália. Porém, os rossoneri terão que esperar um pouco para ver o camisa 22 brilhar novamente em Milão. O meia sofreu uma lesão muscular na coxa em sua estreia e deve ficar afastado dos gramados por cerca de um mês. Ainda assim, mesmo sem calçar as chuteiras, o brasileiro continua enchendo de orgulho os seus fãs.

Kaká não receberá seu salário durante o período em que ficar longe do time. O meia tomou a decisão depois de ficar sabendo da gravidade do problema e quis, de alguma forma, retribuir à confiança demonstrada pela torcida – que deve ter ficado desconfiada pelo histórico de contusões, embora ele não tenha se lesionado desde dezembro de 2010, quando sofreu um problema no menisco. Segundo os números divulgados pela Gazzetta dello Sport, o jogador estaria abrindo mão de € 300 mil – um benefício e tanto para o orçamento do clube, encurtado em tempos de crise.

“Ontem fui um dia ruim para mim, porque eu honestamente não esperava uma lesão como essa. Foi realmente ruim e difícil para mim. Conversei com os dirigentes e com os médicos do clube para tomar algumas medidas. No fim, decidi que não quero nada do Milan além do amor e do apoio até eu me recuperar, estar pronto para jogar novamente. Por isso, decidi suspender meu salário durante este período”, disse o meia, em vídeo divulgado nesta segunda.

“O único que peço é o apoio para me recuperar bem. Eu já comecei a reabilitação e tenho que dizer que tudo o que ouvi dos torcedores nos últimos dias me motiva e me faz mais determinado para voltar o mais rápido possível. É um momento difícil, mas comecei a trabalhar e espero voltar em breve para orgulhar a torcida e também a mim”, completou.

A lesão coloca ainda mais em dúvida o reinício de Kaká no Milan. No sábado, o meia demonstrou que será peça-central no time de Massimiliano Allegri, mas ainda precisaria de tempo para engrenar. Porém, com uma atitude nobre dessas, não há dúvidas de que os torcedores serão ainda mais pacientes com o camisa 22.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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