Arquibancadas recheadas de famílias, sem os controversos ultras e suas bandeiras e fumaças. Em campo, camaradagem, fair play e as mais belas manifestações técnicas. Essa é o recorte positivo da Serie A que a liga italiana decidiu mostrar ao mundo, de acordo com as novas diretrizes para as transmissões internacionais. O objetivo é mostrar ao mundo uma cara mais positiva do campeonato.
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Até a temporada passada, as transmissões eram divididas entre a Sky, a Mediaset e a própria liga italiana, que tinha direito a apenas um jogo. Mas, após o polêmico impedimento ou não de Tevez no clássico entre Juventus e Milan, 15 dos 20 clubes votaram para transferir essa responsabilidade para um produtor independente.
Esse homem é Popi Bonnici, com 30 anos de experiência como diretor de futebol da Mediaset. Ele tocará as transmissões internacionais, já que as domésticas continuam nas mãos das emissoras italianas. Em uma reunião no último mês de agosto, de acordo com a Gazzetta dello Sport, Bonnici recebeu o modelo editorial da liga, que pede imagens mais positivas dos jogos.
Na prática, isso significa que haverá menos replays de lances violentos, pernas quebradas e rostos ensanguentados a favor de lances de fair play, abraços e cumprimentos entre os jogadores e outras coisas do tipo, assim como imagens de belos passes, domínios impecáveis e lançamentos precisos. Nas arquibancadas, a festa promovida pelos ultras será substituída por famílias aproveitando os jogos, e também há a orientação de evitar mostrar assentos vazios.
O que não vai fazer com que os estádios fiquem lotados, ou resolverá a violência das torcidas italianas, nem mesmo melhorará o nível técnico dos clubes, que estão longe da importância que já tiveram no cenário europeu. Apenas parecerá que isso aconteceu.



