A Juventus é o time mais forte da Itália já há pelo menos três anos. O Milan está tentando se reestruturar, com um time muito mais barato, sem estrelas. Mesmo assim, o time começou bem a Serie A, venceu seus dois primeiros jogos e chegou ao jogo com a Juventus, neste sábado, com moral. A expectativa era que, ao menos, o time conseguisse equilibrar a partida com a atual tricampeã italiana. Fazer jogo duro o Milan até tentou fazer, mas embora o placar tenha terminado 1 a 0, a Juventus foi senhora da partida. A derrota faz com que o Milan volte a colocar os pés no chão depois de um começo ótimo com duas vitórias. O time precisa melhorar muito, especialmente no meio-campo. A Juventus, ao contrário, é um time pronto.
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Com um time melhor, a Juventus foi dominante no início do jogo. Mesmo jogando fora de casa, o time conseguia ter a bola e ditar o seu ritmo nos primeiros minutos de jogo. Demorou até que o Milan entrasse no jogo e começasse a frequentar mais o campo de ataque. A Juventus não criava chances, então o Milan conseguiu fazer isso, em uma cabeçada de Honda que Buffon espalmou e impediu o gol. O Milan, então, já tinha equilibrado o jogo. Só que no final do primeiro tempo, a Juventus quase chegou ao gol em um chute de Marchisio de fora da área que acertou a trave. Tevez e Llorente davam trabalho, especialmente nas tentativas que saíam dos pés de Pogba, o melhor jogador da Juventus.
O segundo tempo mostrou uma Juventus ainda mais forte. O time chegava ao ataque e, com Pogba participando mais do jogo, se tornou ainda mais perigosa. Sem força de criação e com o ataque muito distante do resto do time, o Milan sequer tinha saída de contra-ataque. El Shaarawy pouco conseguia fazer na transição, o meio-campo do Milan não conseguia levar a bola ao campo de ataque. Muntari, De Jong e Poli mostravam pouca qualidade com a bola nos pés e o time sofria. Honda, apagado, pouco se via em campo.
O gol da Juventus saiu com a dupla que mais incomodava a defesa rossonera. Pogba, mais solto, dava trabalho em suas passadas largas e seus passes perigosos. Se Llorente pouco conseguiu fazer no ataque, Tevez incomodava puxando contra-ataques, quando a Juve já tinha a vantagem. Precisando vencer, o Milan tentou mudar. Inzaghi colocou em campo Bonaventura para dar força à criação, colocou em campo Fernando Torres e Pazzini para aumentar o poder de fogo e tentar pressionar. Com a Juventus recuada, o Milan até chegou ao campo de ataque, mas conseguia ficar pouco tempo por lá. Afobado, o time perdeu muitas bolas.
A Juventus parecia saber, o tempo todo, que tinha força suficiente para vencer e usou suas armas, sem afobação, para tentar o gol. Quando conseguiu, pareceu segura em defender o resultado. Até porque o Milan sempre pareceu distante do gol e só uma boal fortuita poderia mudar isso. Algo que até poderia acontecer, porque o futebol permite isso, mas nunca pareceu ser o caso. O time de Turim é muito forte para a Serie A e é, novamente, favorita destacada ao título. Deve ter como concorrente a Roma, mais uma vez, a não ser que Milan, Inter ou outro time mostre algo que ainda não apareceu. O que resta saber da Juventus é o quanto o time consegue ser forte comparado aos melhores dos outros países. E aí é a Champions League que mostrará.
Ao Milan, resta melhorar, e muito, a sua criação de jogadas. Bonaventura é bom jogador, pode ajudar nisso, mas Inzaghi precisa trabalhar o time para não ser um deserto de ideias como foi contra a Juventus. O time foi engolido no meio-campo e pouco conseguiu fazer para sair disso. Se o time já tinha mostrado deficiências em outros jogos, mas foi abafado pelo bom desempenho do ataque, desta vez isso não aconteceu. Será preciso arregaçar as mangas. Há muito trabalho pela frente.
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Destaque do jogo
Pogba foi o senhor do jogo. Comandou as ações de um meio-campo que tem sempre muita qualidade. Foi o jogador que mais chegou ao ataque, ainda que Pereyra, no primeiro tempo, tenha tentado municiar os atacantes também. O francês mostrou sempre qualidade na sua transição de jogo com a bola nos pés, com visão de jogo e qualidade técnica. Não por acaso, fez o passe para Tevez marcar o gol.
Formações iniciais

Milan começou com três atacantes, mas todos recompondo e com Menez mais centralizado, se movimentando muito. A Juventus manteve sua formação clássica, com Marchisio fazendo o papel de Pirlo, que estava machucado. Pogba e Pereyra avançavam mais no meio-campo, com Tevez livre para e movimentar por todo o campo.
Momento-chave
Com Pogba saindo mais para o jogo no segundo tempo, atuando como meia, a Juventus tornou-se muito mais perigosa. Pereyra caiu de produção, mas a Juventus subiu. E foi aí que a Juventus ganhou o jogo, porque o Milan, que já ameaçava pouco, passou a ser ainda menos preocupante.
Os gols
26’/2T: GOL DA JUVENTUS!
Tevez começou a jogada próxima à entrada da área e, mesmo caído no chão, conseguiu tocar para Pogba. O francês segurou a bola e fez um passe preciso para Tevez, livre, tocar na saída do goleiro Abiatti e abrir o placar.
Curiosidade
A Juventus não foi vazada mais uma vez. São quatro jogos oficiais nesta temporada e nenhum gol sofrido. A força defensiva da Juventus já se mostrava forte com Antonio Conte e, pelo início da campanha nesta temporada, tende a continuar sob o comando de Massimiliano Allegri.
Ficha técnica
MILAN 0x1 JUVENTUS
Milan

Christian Abbiatti; Ignazio Abate, Adil Rami, Cristian Zapata e Mattia De Sciglio; Nigel De Jong, Sulley Muntari e Andrea Poli (Fernando Torres, 31’/2T); Keisuke Honda (Giampaolo Pazzini, 38’/2T), Stephan El Shaarawy (Giacomo Bonaventura, 22’/;2T) e Jérémy Menez. Técnico: Filippo Inzaghi
Juventus

Gianluigi Buffon; Martín Cáceres (Angelo Ogbonna, 35’/1T), Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini; Stephan Lichtsteiner (Rômulo, 38’/2T), Claudio Marchisio, Paul Pogba, Roberto Pereyra (Arturo Vidal, 31’/2T) e Kwadwo Asamoah; Carlos Tevez e Fernando Llorente. Técnico: Massimiliano Allegri
Local: Estádio San Siro, em Milão (ITA)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Gols: Tevez, 26’/2T
Cartões amarelos: Marchisio, Muntari, Ogbonna, Torres



