Mourinho ‘não quis machucar’ árbitro com suas palavras e pede carinho à Justiça
Críticas ao árbitro Matteo Marcenaro rendeu um processo à Mourinho junto a Federação Italiana de Futebol
Recentemente, José Mourinho, técnico da Roma, recebeu um processo da Federação Italiana de Futebol por conta de declarações direcionadas ao árbitro Matteo Marcenaro, escalado para apitar a partida entre os Giallorossi e o Sassuolo, pela 14ª rodada da Serie A, partida vencida pela equipe treinada por Special One pelo placar de 2 x 1. Acontece que nos dias que antecederam o encontro, o experiente treinador português teria dito que o juiz da partida não teria as condições emocionais suficientes para apitar um jogo deste nível, já que o confronto colocou o time romano na zona de classificação para a próxima Champions League.
Pois bem, a fala de José Mourinho não pegou nada bem e o treinador precisou prestar depoimentos sobre sua atitude junto à justiça desportiva italiana. O treinador foi ouvido na última sexta-feira (8). Sobre os desdobramentos desse caso, The Special One mostrou-se bem tranquilo em relação ao que pode acontecer nos próximos dias e elogiou a postura do procurador Chiné, que teria dado total liberdade ao polêmico treinador português para se explicar em relação ao imbróglio envolvendo o árbitro.
Na última entrevista coletiva de José Mourinho, antes encontro da Roma diante da Fiorentina, que acontece neste domingo (10), no Stadio Olimpico, o experiente técnico afirmou que as palavras que direcionou ao árbitro Marcenaro não tinham nada a ver com a qualidade do juiz, ainda segundo Mourinho, muito menos tinham a intenção de machucá-lo ou causar algum constrangimento. O treinador chegou inclusive a dizer que os termos utilizados para falar da postura do árbitro em campo são utilizadas frequentemente pelo próprio comandante em seu cotidiano e que talvez tenha sido interpretado de maneira equivocada.
“Tenho confiança total no Ministério Público Federal. Espero justiça da justiça desportiva. Ontem (8) apareci espontaneamente e fiquei feliz, o procurador federal Chiné me deu a oportunidade de falar com toda a naturalidade do caso e dizer o que tinha que dizer. Nunca questionei a qualidade do árbitro e não falei mal dele. A expressão que usei me parece absolutamente normal porque também a uso comigo mesmo, tanto no trabalho quanto na vida social. Talvez tenha sido entendido de uma maneira diferente. Não entendo qual é o problema. Isto é o que eu disse a Chiné. Espero justiça, disse o treinador em entrevista.
Sassuolo critica Mourinho “pelas costas” e recebe resposta do treinador
No meio de toda a confusão, sobrou até para o Sassuolo, time derrotado pela Roma na última rodada da Serie A, mas que segundo Mourinho, não agiu da forma correta sobre as falas do treinador para Berardi, Segundo The Special One, a postura do atacante desestabiliza o jogo em seu favor, o que desvaloriza o jogo. Sobre a fala direcionada ao atleta, o treinador considerou que o adversário em nenhum momento demonstrou hostilidade com o comandante em u primeiro momento. Entretanto, teriam direcionado críticas duras contra o treinador, por conta da fala de Mourinho sobre a atitude de Berardi dentro de campo.
O treinador defende que comportamentos desta natureza não devem fazer parte da cultura do futebol na Europa. A insistência em levar vantagem para conseguir um pênalti ou uma expulsão não deve ser incentivado. Por isso, Mourinho afirmou que não vai renunciar a seu ponto de vista e seu comportamento à beira do campo, ou nas entrevistas coletivas não devem ser pautas para críticas, pois afinal, estaria defendendo o esporte e a competitividade dentro do jogo.
“É um problema de Sassuolo, um problema de personalidade. Quando me conheceram antes e depois do jogo não falaram sobre isso comigo. Receberam-me com cordialidade e um grande sorriso, mas no dia seguinte foram dizer à imprensa que não estavam satisfeitos com as minhas declarações. É uma questão de dignidade. Quando não concordo com um adversário falo com ele depois da partida. Eu disse o que disse e tenho o direito e o dever de dizê-lo. Um treinador de alto nível há mais de 20 anos tem o dever de defender o futebol”, reiterou Mourinho.



