Montella: “É inaceitável que o Milan esteja fora de competições europeias há três anos”
A temporada europeia está prestes a começar, e este é o momento em que os clubes anunciam novos reforços, apresentam seus técnicos e geralmente enchem os torcedores de esperança. Hoje foi o dia de Vincenzo Montella, o sexto treinador do Milan em três anos, falar com a imprensa pela primeira vez na Casa Milan. Em sua apresentação, vários elogios foram feitos ao novo comandante por Adriano Galliani, diretor do clube, o qual afirmou que Montella reflete totalmente as características que a diretoria rossonera buscava. A verdade é que o nome do ex-jogador que brilhou com a camisa da Roma não era aclamado pela torcida, mas suas últimas campanhas, especialmente no comando da Fiorentina, não foram de desanimar.
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“Desde que comecei a ser treinador, minha paixão pelo jogo sempre me impulsionou a trabalhar forte em busca da perfeição. Estou muito feliz de estar aqui no Milan. Tenho energia de sobra e não vejo a hora de poder passá-la para o time”, confessou o técnico que já foi até chamado de Guardiola italiano. “Estou extremamente focado no trabalho que vou fazer aqui. Os últimos três dias foram muito cheios, estivemos muito ocupados, mas agora estamos prontos para começar a trabalhar”, disse. Montella é, junto com o capital chinês sendo investido no clube, a esperança do Milan voltar a disputar competições europeias depois de duas temporadas inexpressivas, nas quais passou longe de torneios continentais.
“É inaceitável que o Milan esteja fora de competições europeias há três anos. Meu principal objetivo é fazer com que retornemos a esses torneios. Se o time não consegue se classificar para alguma competição dessas, significa que a equipe não está trabalhando da forma que deveria. Esse é o ponto em que vou focar na próxima temporada”, falou o italiano. Enquanto treinador da Fiorentina, Montella guiou a Viola a três classificações seguidas para a Liga Europa, tendo terminado a Serie A em quarto lugar em três temporadas. Na última delas, inclusive, o time de Florença conseguiu chegar à penúltima fase, ainda que tenha sido barrado de avançar à final pelo atual “dono” da competição, o Sevilla.
No entanto, sua campanha como técnico da Sampdoria, última equipe que comandou, não pode ser usada como parâmetro e nem exemplo para tecer qualquer análise que for sobre seu potencial em fazer times com elencos medianos alcançarem altos patamares. Os blucerchiati lutaram para não cair para a segunda divisão na temporada 2015/16, mas é válido lembrar que Montella pegou a equipe quase na metade do caminho, quando o próprio Milan tirou Sinisa Mihajlovic da Samp. E com jogadores razoáveis, também. A diferença foi o tempo que ele teve para trabalhar.
Muito provavelmente o Milan passe a não fazer mais parte desses casos de elenco mediano a partir da temporada que está por vir. Agora, com o dinheiro do consórcio chinês, Aeroplanino, como é conhecido o novo treinador, vai poder arrumar a casa da forma que quiser. Primeiro procurando no mercado bons nomes para compor o elenco, depois na prancheta. “Estamos procurando jogadores que se encaixem na maneira que eu gosto de jogar. Meu trabalho é o dar sugestões, indicar quem eu achar melhor. Depois disso, o clube vai escolher os jogadores que eles consideram certos para trabalhar no Milan, tanto tecnicamente quanto financeiramente”, comentou Montella.



