ItáliaSerie A

Juventus não brilhou, mas fez o suficiente para passar tranquilamente pelo Milan

Melhor time da Itália, a Juventus não teve uma de suas melhores atuações, mas nem foi preciso para passar pelo Milan. A vitória por 3 a 1 no Juventus Stadium, neste sábado, não foi avassaladora como a fase ruim dos Rossoneri sugeriria antes do início do jogo. Os 45 minutos iniciais, inclusive, só terminaram com vantagem para a Velha Senhora por uma falha da arbitragem. No entanto, na segunda etapa, a diferença técnica entre os adversários ficou evidente, e com relativa tranquilidade a Juve administrou e matou o confronto.

VEJA TAMBÉM: Gerrard merecia um jogo melhor no seu provável último dérbi de Liverpool

Aos 14 minutos de jogo, Tevez aproveitou bobeira da zaga do Milan para abrir o placar. A Juventus tomou a bola no meio do campo e pegou o adversário completamente desprevinido. O argentino foi da linha que divide o gramado até o gol sem encontrar resistência, já que todos os atletas rossoneros estavam no campo de ataque. Paletta tentou acompanhar o camisa 10 e tomar dele a bola, mas, mesmo com a arrancada nem tão rápida de Carlitos, não conseguiu atrapalhar o craque da Juve. Com tranquilidade, Tevez bateu rasteiro na saída de Diego López, que não pode fazer nada. Se serve de consolo ao defensor, Carlitos estava em posição irregular ao receber a bola e arrancar para o ataque.

Tevez-Impedido

O Milan não cresceu muito no jogo após o gol do argentino, mas em cobrança de bola parada conseguiu empatar o duelo com gol de cabeça do estreante Antonelli, aos 28 do primeiro tempo. Porém, o tento encontrado pelos comandados de Inzaghi foi logo ofuscado, com Bonucci recolocando os líderes à frente apenas três minutos depois, também em jogada de bola parada, empurrando para a rede após cobrança de escanteio.

Os minutos restantes de primeiro tempo foram caracterizados pelo Milan tentando exercer uma pressão pelo empate antes do intervalo. Com pouco sucesso. O ímpeto daqueles instantes finais foi aniquilado no segundo tempo por uma Juventus muito bem organizada, que não perdia a posse da bola por bobeira e muito menos dava espaço para que os Rossoneri criassem suas chances. Na única oportunidade em que apareceu na cara do gol, com Pazzini, o Milan parou em Buffon, com grande defesa.

Embora a Juve tenha deixado clara a sua superioridade no segundo tempo, não foi nada avassaladora. A diferença entre os dois times foi menor do que a esperada, mas antes mesmo da metade da etapa complementar o líder da Serie A fechou o caixão. Após chute de Marchisio na trave, Morata pegou o rebote e fez 3 a 1, com Diego López já vendido no lance.

Esta foi a quinta vitória seguida da Juve sobre o Milan na Serie A, marca que não alcançava há mais de 30 anos

A Juventus poderia ter batido o Milan de diversas maneiras: pela fraqueza do adversário, pelo poder de decisão de Tevez ou pelo brilhantismo de Pogba, por exemplo. Acabou ganhando mesmo pela melhor organização e pela tranquilidade em campo, consequências naturais da fase que vive. Nesse quesito, o Milan não tinha como superar o rival. A ausência de Ménez, seu grande destaque na temporada, também deixou o time menos incisivo no ataque. A garra e a camisa pesada eram as alternativas para os Rossoneri, mas a apatia desde o início do segundo tempo deixou claro que não seria o caso neste sábado. O resultado pareceu o tempo todo inevitável. A cada final de semana, os dias de competitividade do Milan parecem cada vez mais distantes.

Mostrar mais

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo