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Cidade: (Emília-Romanha)
Estádio: Ennio Tardini (22.352 lugares)
Fundação: 1913
Apelidos: Gialloblù, Crociati e Ducali
Principais rivais: Bologna e Reggiana
Participações na Serie A: 27
Títulos da Serie A: nenhum (melhor desempenho: 2ª colocação)
Na última temporada: 11ª posição

Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Hernani
Técnico: Fabio Liverani (1ª temporada)
Destaque: Gervinho
Fique de olho: Emerson Espinoza

Principais chegadas: Emerson Espinoza (m, Inter)

Principais saídas: Dejan Kulusevski (mat, Juventus), Gianluca Caprari (a, Benevento) e Antonino Barillà (m, Monza)

Time-base (4-3-3): Sepe; Darmian, Iacoponi, Bruno Alves, Gagliolo; Kucka, Hernani, Kurtic; Karamoh, Cornelius (Inglese), Gervinho.

Sirenes de alerta ligadas no Tardini. Apesar de ter sido uma das surpresas da Serie A em 2019/20, ao garantir sua segunda permanência com sobras, o Parma corre risco real de rebaixamento nesta temporada. Os efeitos econômicos da pandemia e a saída dos sócios chineses, que tinham uma cota de ações minoritária, fizeram com que o clube tivesse uma atuação extremamente tímida na janela de transferências.

Por terem seu orçamento comprometido com aquisições em definitivo de jogadores que já estavam no elenco – custos que chegam a quase 52 milhões de euros –, os crociati não se reforçaram: apenas atletas que estavam emprestados retornaram.

Em sentido oposto, o Parma viu Kulusevski (seu principal jogador, mas de propriedade da Atalanta) deixar a Emília-Romanha sem que isso lhe rendesse um centavo sequer. O clube parmegiano ainda amargou a partida de outras peças importantes – sem falar que Darmian também está de saída. O grupo foi sensivelmente reduzido e isso já seria temerário se a média de idade não fosse tão alta e se o projeto em curso já estivesse consolidado. Não é o que ocorre.

Apenas seis dos remanescentes de 2019/20 nasceram de 1994 para cá, o que mostra quão envelhecido é o plantel gialloblù. Ademais, a diretoria dispensou o bom técnico D’Aversa, substituindo-o com um treinador de perfil completamente diferente.

Enquanto o ítalo-germânico fechava a casinha com maestria e propunha um futebol reativo, de contra-ataques bem encaixados, Liverani gosta que seus times tenham a bola e agridam com frequência, características que os atletas à disposição não vinham trabalhando. Uma transição pouco traumática entre os estilos será vital para o destino dos ducali.

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