Serie A

Gravina, presidente da FIGC: “Cristiano Ronaldo foi bom para o futebol italiano, mas não para a Juventus”

Presidente da Federação Italiana diz que Itália quer sediar Euro 2028 e falou sobre combater mais o racismo, além de avaliar passagem de Cristiano Ronaldo na Juventus

O presidente da Federação italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, deu entrevista em um programa de TV falando sobre o futebol do país e comentou sobre racismo nos estádios, finanças dos clubes italianos e a passagem de Cristiano Ronaldo pela Juventus. Para o dirigente, a transferência do português para a Serie A foi positiva para a liga do país, mas não para o clube de Turim.

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Cristiano Ronaldo chegou à Juventus em 2018, contratado junto ao Real Madrid por € 110 milhões. Tornou-se imediatamente a maior estrela na Serie A e teve ótimos desempenhos pelo clube. Em números, ele foi espetacular: 101 gols em 134 jogos, algo impressionante. Conquistou cinco títulos, sendo dois da Serie A. Na última temporada, mesmo sem o título da liga, foi artilheiro do campeonato com 29 gols.

Antes do início desta temporada, havia muita especulação sobre a continuidade do jogador em Turim. Em um fim de janela agitado, Cristiano Ronaldo deixou a Juventus e voltou à Inglaterra para o clube pelo qual já tinha brilhado, o Manchester United, € 15 milhões e mais € 8 milhões em adicionais.

Gravina foi perguntado se achou que a contratação de Ronaldo foi boa para a Juventus. “Não acho, não para a minha filosofia”, respondeu o dirigente em entrevista ao programa de TV Tiki Taka. “Foi bom para o futebol italiano, mas não acho que foi uma operação positiva na Juventus”.

Situação financeira dos clubes italianos

“Não estamos falidos, enfrentamos os mesmos problemas que outros clubes europeus”, afirmou o dirigente, citado pelo Calciomercato. “No momento, estamos vivendo grandes dificuldades, com a pandemia tornando pior causando um prejuízo de mais de € 1 bilhão. Contudo, o futebol italiano é atrativo, tem um apelo extraordinário comparado a outros países, mas não foi desenvolvido como merece”.

Combate ao racismo

Um dos pontos críticos para a melhoria do futebol italiano é atacar a questão do racismo. É um problema frequente nos estádios do país. “Temos que trabalhar todos juntos, modernizar o futebol e nos livrarmos de incidentes que tem acontecido há algumas semanas”, disse o presidente da FIGC.

“Temos ferramentas para identificar os responsáveis e bani-los dos estádios para sempre”, disse ainda Gravina. “Podemos fazer isso, tentamos mudar de uma responsabilidade objetiva dos clubes para responsabilidade individual. Temos a tecnologia e os clubes estão colaborando, podemos identificar os torcedores individualmente e bani-los dos estádios para sempre”.

Itália sediar a Eurocopa de 2028?

Há relatos que a FIGC quer sediar a Eurocopa em 2028. Em 2024, a competição será sediada na Alemanha. “Eu tenho sonhos e tento realizá-los. Acho que já realizei alguns deles. Espero tornar esse sonho real para o bem do futebol italiano”, limitou-se a responder.

Briga pelo título da Serie A

O Campeonato Italiano tem oito rodadas disputadas, com o Napoli em primeiro e o Milan em segundo, bem próximos na ponta. “Para o título da Serie A, vejo o Napoli e os clubes de Milão bem equipados. Contudo, há sempre surpresas no futebol. Será uma grande temporada”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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