Serie A

Gravina: “Juventus ficará fora da Serie A se a Superliga se materializar”

Presidente da FIGC, Gravina é duro e diz que a Juventus não poderá jogar o Campeonato Italiano se a Superliga sair do papel

O presidente da FIGC, a federação italiana de futebol, Gabriele Gravina, foi duro ao falar sobre a participação da Juventus na Superliga. Segundo o dirigente, se a ideia da Superliga se materializar, a Velha Senhora não poderá jogar a Serie A.

Andrea Agnelli é um dos articuladores da Superliga Europeia. Em outubro, o dirigente da Juventus defendeu a ideia novamente de forma cínica. Ele se tornou um desafeto do atual presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, que descreveu os cartolas que ainda insistem na ideia da Superliga como pessoas “que vivem em um mundo paralelo”.

ENTENDA: Da criação ao colapso: a linha do tempo da implosão da Superliga em 48 horas

“O contrato é apenas uma hipótese, mas a Juventus seria excluída da Serie A se a Superliga se tornar uma realidade”, afirmou o dirigente em entrevista ao jornal La Repubblica. “A Superliga é a resposta errada a um problema real. A Itália deve pensar agora como fazer uma liga atrativa para expandir seus mercados, como no árabe, onde no momento, não chegamos o bastante”.

Além da Juventus, Internazionale e Milan faziam parte da iniciativa da Superliga. A Inter, aliás, é a única que formalmente se desligou da Superliga, graças a uma cláusula incluída no seu contrato com os organizadores da competição.

O futebol italiano vive um momento difícil no futebol europeu, com nenhum clube do país nas quartas de final da Champions League e com a seleção italiana precisando jogar a repescagem para ir à Copa, com risco de ficar fora de uma segunda Copa consecutiva.

A Itália enfrentará a Macedônia do Norte nesta quinta-feira, dia 24, em Palermo. Apesar da situação difícil, Gravina, porém, disse que tem confiança no técnico da Azzurra, Roberto Mancini, para levar o time ao Catar. “Ele perdeu um jogo de 40. Ele assinou um novo contrato antes da Eurocopa, sem saber que ele venceria”, comentou o presidente da FIGC.

O presidente comentou ainda sobre uma possível oposição que ele sofreria dentro da Serie A, mas minimizou. “A Serie A não está contra mim, apenas duas ou três pessoas estão. Há resistência de alguns dos velhos protagonistas do futebol que não fizeram o bem do movimento e hoje não podem ser referência de governança”, afirmou Gravina, em uma crítica direcionada a Agnelli.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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