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Golaços dos meias ajudam Juventus a quebrar jejum de quase 15 anos contra o Napoli

Alessandro Del Piero ainda era o artilheiro do time e Pirlo mal tinha adquirido idade para beber vinho na última vez que a Juventus viajou para Napoli e voltou para Turim com os três pontos na bagagem. Foi em 1° de outubro de 2000, quase 15 anos atrás, a última vitória da tricampeã italiana no San Paolo até este domingo, quando dois golaços de Paul Pogba e Arturo Vidal ajudaram a compor o placar de 3 a 1 que levou a vantagem da líder para três pontos sobre a Roma.

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Houve nove confrontos nesse período, com três empates e seis vitórias do Napoli, um dos últimos focos de resistência ao domínio da Juventus na Itália. Foi bravo e brigador como sempre para manter o jejum vivo, mas sucumbiu eventualmente diante da dupla de meias da Juventus que, junto com Pirlo, forma o coração da equipe com ares de imbatível na Itália. Cáceres fez o outro dos visitantes, em um lance polêmico, no qual os donos da casa reclamam de impedimento. Houve também um gol contra do uruguaio anulado pela arbitragem.

A Juventus deixou de lado o vencedor esquema com três zagueiros para usar as duas linhas de quatro. Cáceres foi lateral direito, e o tridente do meio-campo virou um quarteto, com Marchisio ao lado de Vidal, Pogba e Pirlo. Na primeira metade do primeiro tempo, a partida foi equilibrada, e a primeira grande chance de gol apareceu aos pés de De Guzman. Uma trama do Napoli foi desviada pela defesa da Juventus e caiu nos pés do holandês, que pegou muito embaixo da bola e a isolou. Falta de capricho.

Pouco a pouco os visitantes foram controlando o jogo, com passes curtos e envolventes. Faltava uma participação maior dos seus atacantes. Llorente, muito dependente das bolas que chegam, não foi efetivo, e Tevez não esteve na sua melhor noite. Como tantas vezes, restou ao meio-campo resolver. A bola foi rebatida para a entrada da área, um pouco à esquerda, e Pogba sabe o que fazer com ela. Armou o chute e acertou um lindo voleio no canto do goleiro Rafael, que ainda chegou a tocá-la. Golaço.

Cáceres ainda teve a chance de fazer 2 a 0, em bom passe de Tevez, mas chutou em cima de Rafael. O primeiro tempo terminou com parca vantagem para a Juventus. Determinado a manter o tabu de não perder em casa para a rival, o Napoli voltou com outra postura para o segundo tempo. Insuficiente até a entrada de Merteens pela ponta esquerda. Rápido e habilidoso, incomodou Cáceres com dribles insinuantes. Em um deles, arrancou um escanteio. Britos completou a cobrança às redes. Chegou o primeiro lance polêmico: Pirlo cobrou falta na área, e Cáceres errou o voleio para acertar o gol. No entanto, havia pelo menos dois jogadores da Juventus impedidos neste lance. O uruguaio estava no final da fila, atrás deles, dificultando o trabalho do assistente. E mesmo assim, foi uma questão de centímetros. O lance seguinte pode gerar ainda mais gritaria. Buffon trombou com Koulibaly e deixou a bola escapar. O árbitro marcou a irregularidade e anulou o consequente gol contra de Cáceres, um dos principais personagens da partida.

No final do jogo, o Napoli foi castigado mais uma vez. Zapata foi lançado, Buffon saiu do gol, e o colombiano preferiu tentar cavar um pênalti. Levou cartão amarelo. Higuaín entrou na área driblando, mas seu chute foi desviado. No contra-ataque do escanteio, Morata lançou Vidal, que dominou na entrada da área, arrumou para a perna esquerda e fuzilou Rafael. Outro golaço.

A Juventus vinha de uma sequência oscilante de resultados, com apenas uma vitória em quatro partidas do Campeonato Italiano. Permitiu que a Roma começasse a sonhar, mas as esperanças do time da capital sofreram um baque depois do empate no dérbi e esse grande jogo da líder da Serie A, longe de demonstrar fragilidade o bastante para deixar o tetracampeonato escapar.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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