Golaços da Fiorentina só expõem mais o caos defensivo da Inter
A Fiorentina ainda não é encantadora e sequer tinha conseguido uma vitória em casa, mas neste domingo tratou de cumprir esse dever muito bem. Venceu por 3 a 0 no estádio Artemio Franchi, depois de empatar em 0 a 0 com o Cagliari e com o Sassuolo no mesmo estádio. O adversário deste domingo não era qualquer time: era a Internazionale, um dos maiores times do país. A facilidade que o time da casa encontrou para finalizar e abrir vantagem foi tanta que em nem parecia que o time jogava com três zagueiros.
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O senegalês Babacar foi quem abriu o placar logo aos sete minutos em um chutaço de fora da área. Um enorme mérito do atacante da Fiorentina, evidentemente, mas tem outro aspecto a ser considerado. Mesmo com um esquema com muitos meio-campistas com características defensivas, o time dá muitos espaços ao adversário. O primeiro gol foi só a prévia.
Depois, Juan Cuadrado, colombiano que foi destaque na Copa, foi outro que teve tempo, espaço e chutou com precisão para marcar mais um gol e ampliar o placar, aos 19 minutos. Com menos da metade do primeiro tempo, a vantagem do time viola já era grande. E não foi muito difícil administrar, porque a Inter, sem força criativa, não criou uma jogada sequer que tenha levado perigo ao goleiro brasileiro Neto.
No segundo tempo, a Inter até tentou, mas o que se destacava era o espaço que seguia dando ao time da casa. Tanto que saiu o terceiro gol, de Tomovic, em uma jogada nas costas da defesa. Um dos melhores momentos do jogo foi a comemoração, que teve abraço da torcida no jogador.
Bagunçada em campo, a Inter não conseguiu ser incisiva, mesmo com a entrada de Hernanes em campo. O lance mais perigoso foi um chute de D'Amdrosio, em uma defesa bonita de Neto. A chance mais clara, porém, foi da Fiorentina com Brillante, que quase ampliou o placar para 4 a 0.
O que a Fiorentina de Vincenzo Montella mostrou é que tem futebol ofensivo e capacidade para causar problemas aos adversários. Ainda é instável e não consegue manter o nível das boas atuações. Ainda tem os problemas de lesões em seus dois principais jogadores de ataque, Mario Gomez e Giuseppe Rossi. Mas tem qualidade no meio com Cuadrado, Matías Fernández e Alberto Aquilani.
Já Walter Mazzarri precisa pensar seriamente no que fazer. O seu esquema insistente com três zagueiros é falho, o time fica muito exposto no meio-campo e falta criatividade. Nem mesmo Kovavic, que vem sendo o principal jogador do time, conseguiu sair da péssima atuação coletiva. E com duas vitórias, duas derrotas e dois empates, o time soma só oito pontos em seis jogos. Pouco para quem vê a Juventus liderar com 18 pontos, ou a Roma ser a segunda com 15. A pressão está em Milão.