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Dupla Carlos Bacca e Luiz Adriano não é dos sonhos, mas funcionou muito bem para o Milan

Quando o Milan anunciou as contratações de Luiz Adriano e Carlos Bacca para reforçarem o ataque, muitos se precipitaram em dizer que a chegada da dupla era emblemática para o novo momento que vive o clube rossonero. Uma dupla de jogadores medianos que chegava com status de titulares. É verdade que nenhum dos dois chega perto do padrão de Ronaldo, Shevchenko ou Ibrahimovic, mas os sul-americanos provaram neste sábado, na vitória por 2 a 1 sobre o Empoli, que podem ser, sim, exatamente aquilo de que precisa a equipe neste momento.

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Com apenas 16 minutos de jogo, Luiz Adriano serviu Bacca, e o colombiano fez ótima jogada individual para se livrar da marcação, driblar o goleiro e empurrar para a rede. Foi o primeiro gol do atacante na Serie A, logo na segunda rodada. Importante no gol que inaugurou o placar, Luiz Adriano não se contentou apenas com o papel de coadjuvante. No segundo tempo, quando as equipes empatavam em 1 a 1, o brasileiro subiu alto e, de cabeça, deu a vitória ao Milan por 2 a 1. Seu segundo gol oficial pelos Rossoneri, já que havia marcado também pela Coppa Italia.

Mais do que demonstrarem faro de gols, Bacca e Luiz Adriano se entenderam mais rápido lá na frente do que se esperaria de dois atacantes que chegaram há pouco tempo à equipe. Balotelli, que chegou por empréstimo, terá que se conformar com o banco por enquanto. O bom início, com as coisas dando certo para os dois, pode ser o diferencial para um princípio de campeonato bom também para o time, que ainda precisa se encontrar coletivamente e melhorar principalmente sua criação de jogadas (juntos, Luiz Adriano e Bacca tiveram quatro finalizações). Ter um Ibra é ótimo, claro, mas os sul-americanos podem dar conta do recado na situação em que se encontra o Milan.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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