Serie A

Cuadrado salva jogo horrível da Juventus com golaço nos acréscimos para dar vitória sobre a Fiorentina

Em mais um jogo horroroso da Velha Senhora, parecia que viria um empate sem gols contra a Fiorentina, até que Juan Cuadrado fez um gol espetacular nos acréscimos

A Juventus teve mais um jogo sofrido, de atuação fraca, poucas ideias e que o tropeço parecia inevitável. O empate sem gols com a Fiorentina era o resultado até que o relógio estourou o tempo regulamentar e, nos acréscimos, Juan Cuadrado, que veio do banco, fez uma jogada de ponta direita, marcou um golaço e deu a vitória à Velha Senhora por 1 a 0. Sofrido, mas muito importante.

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O técnico Massimiliano Allegri perdeu um jogador no aquecimento: o capitão Giorgio Chiellini, que foi substituído por Daniele Rugani. Ele sacou Leonardo Bonucci, que ficou no banco. Matthijs De Ligt foi o titular da zaga. O time atuou no 4-4-2, com Weston McKennie e Manuel Locatelli no centro do meio-campo, Federico Chiesa e Adrien Rabiot nos lados do campo. Álvaro Morata e Paulo Dybala foram os atacantes.

Na Fiorentina, o técnico Vincenzo Italiano tinha quatro desfalques por lesão: Aleksandr Kokorin, Erick Pulgar, Bartlomiej Dragowaski e Nicolás González. Em campo, a esperança era o camisa 9, Dusan Vlahovic, desejado por muitos clubes na Europa.

O primeiro tempo teve a Fiorentina melhor em campo, ainda que suavemente. Os visitantes foram mais perigosos em Turim, buscaram mais o gol e chegavam de forma mais organizada ao ataque. Tanto que a Juve sequer conseguiu acertar um chute no gol entre os quatro que tentou. A Fiorentina chutou mais, seis vezes, e acertou o gol.

Com um time de poucas ideias, pouca efetividade na criação de jogadas, a Juventus parecia sem saber o que fazer quando atacava. Adrien Rabiot, particularmente, era um jogador sem função. Atuando pelo lado do campo, ele pouco conseguia fazer, tanto defensivamente quanto ofensivamente. Álvaro Morata voltava para buscar o jogo e criar alguma jogada. O mais criativo era mesmo Federico Chiesa, que partia sempre com perigo no lado direito.

A Fiorentina fazia um jogo de igual para igual com a Juve, até que ficou com um jogador a menos. Nikola Milenkovic tomou dois cartões amarelos muito próximos um do outro, aos 21 e aos 28, e acabou expulso. Foram, de fato, dois lances para tomar cartões amarelos. Com um jogador a menos, a Fiorentina ainda tentou se organizar, mas foi jogada para trás nos minutos finais.

Com dificuldade na criação, a Juventus buscava ao menos superar na individualidade. Chegou a marcar um gol com Álvaro Morata, mas ele estava impedido – o que não surpreende ninguém. Federico Chiesa também ameaçou. Em um lance rápido pela direita, Chiesa chutou com força e acertou o travessão, levando muito perigo.

Quando o jogo parecia que terminaria sem gols, veio um lance de individualidade para decidir. Juan Cuadrado, que entrou aos 28 minutos no lugar de Adrien Rabiot, recebeu de Locatelli e partiu para a jogada individual na ponta direita. Pedalou, passou pela marcação e parecia que cruzaria, mas chutou forte, entre o goleiro e a trave, quase sem ângulo, e marcou um golaço: 1 a 0 para a Juve em Turim.

Um gol que acabou sendo decisivo, já que não houve muito tempo para reação. Uma vitória suada, difícil, sofrida mesmo. O técnico Massimiliano Allegri segue com dificuldades em fazer a sua Juventus voltar aos bons tempos. O time não cria muito, parece em dificuldades contra quase qualquer adversário e segue conseguindo algumas vitórias sem nem saber bem como, exatamente como aconteceu contra a Fiorentina.

De qualquer forma, os três pontos são importantes para a Juventus chegar a 18, igualar a Fiorentina e seguir ainda na disputa para subir na tabela. Os líderes, Napoli e Milan, já têm 31 pontos e parecem distantes demais. A briga pela vaga na Champions League, porém, ainda é bem acessível, já que a Roma, quarta colocada, tem 19 pontos – mas ainda joga na rodada e pode aumentar essa pontuação.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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