Serie A

Cafu: “Vi Totti se desenvolver, ele era fenomenal. O futebol perdeu um jogador maravilhoso”

Cafu possui uma trajetória inesquecível com a camisa da Roma. O lateral atuou por seis temporadas pelos giallorossi, participando de alguns dos momentos mais importantes da história do clube. Ele era um dos protagonistas na conquista do Scudetto em 2000/01 e seguia por lá quando se transformou no capitão do pentacampeonato mundial. Embora tenha deixado a capital para se juntar ao Milan (e fazer mais história) a partir de 2003, o carinho que o veterano recebe dos romanistas é incomparável – a ponto de já ter sido incluído no Hall da Fama, por todos os seus serviços prestados.

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Nesta semana, Cafu respondeu a perguntas de torcedores da Roma no site oficial dos italianos. Não deixou de exaltar a instituição, bem como o ídolo máximo, Francesco Totti. Na lacuna pela aposentadoria do Capitano, o brasileiro não economizou elogios ao antigo companheiro.

“Eu joguei com muitos atletas fantásticos na Roma. Quando você vence, é porque o time inteiro se faz com grandes jogadores. Eu vi Francesco Totti se desenvolver na Roma – sua evolução enquanto estávamos juntos, desde o início de sua carreira. E eu continuei a acompanhá-lo até a sua aposentadoria. Nós jogamos juntos por seis anos, durante os quais ele era um dos mais importantes jogadores do time”, afirmou, ao seu perguntado sobre quem era o melhor jogador com quem atuou na Roma.

“Ele era verdadeiramente fenomenal. O futebol perdeu um jogador maravilhoso, mas o tempo passa, seja para quem for. É totalmente natural. Esse dia chega quando todos nós, quando você precisa tomar essa decisão mesmo não querendo”, complementou. Perguntado sobre quem citaria, além de Totti, como o melhor romanista de sua época, o veterano apontou para Aldair, seu amigo e companheiro na defesa.

Durante a entrevista, Cafu elogiou outros grandes. Sobre o melhor atacante que enfrentou e o melhor jogador que esteve ao seu lado na Seleção, a resposta foi unânime: “Eu enfrentei Ronaldo muitas vezes quando jogava na Roma e ele era a estrela da Inter. Ele foi um dos melhores da história. E, na Seleção, diria Ronaldo e Romário. Eles tinham qualidades diferentes, mas eram impressionantes para marcar gols. Cada um tinha a sua maneira de fazer isso”.

Já sobre a sua posição, o ex-lateral exaltou dois compatriotas, como o melhor da história e o melhor da atualidade: “Carlos Alberto era o melhor. Em 1970, ele fez uma Copa do Mundo incrível, inclusive marcando um gol na final. Todos nós estamos abaixo dele. E se falarmos dos laterais atuais, preciso dizer que ninguém se compara ao Daniel Alves. Ele está à frente de toda a competição”.

Cafu também se lembrou da alegria por ter conquistado o título da Serie A em 2000/01: “Foi maravilhoso ganhar o Scudetto, o jejum durava 18 anos. Foi um sentimento incrível. Muitos dias depois, os torcedores ainda estava celebrando nas ruas e nas praças da cidade. Não foi fácil conquistá-lo, mas conseguir isso num palco como este em Roma te dá o dobro de empolgação e felicidade”.

Por fim, Cafu relembrou o histórico chapéu triplo que aplicou em Pavel Nedved em um clássico contra a Lazio, antes de ser parado com falta por Diego Simeone. Um lance sempre exalatado pelos romanistas: “Aquela jogada veio naturalmente para mim. Eu vi, naquele momento, que poderia fazer aquilo com a bola. Então eu fiz, rapidamente”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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