Gabriel Batistuta foi um dos maiores atacantes dos anos 1990 e 2000 e se tornou uma lenda em dois clubes italianos, a Fiorentina, onde jogou por nove anos, e a Roma, clube que defendeu por dois anos e meio e conquistou o título italiano na temporada 2000/01. O atacante comentou sobre como se sentiu em casa na Itália, e em Florença em particular, sobre estar aberto a voltar a trabalhar no país, agora como dirigente, e ainda contou que está torcendo pelo título do Napoli nesta temporada.
“Foi a minha segunda casa, cheguei lá quando tinha 22 anos e saí quando tinha 31. Com a minha esposa, tive três filhos lá, e em determinado momento tinha mais amigos em Florença do que na Argentina”, contou o atacante em entrevista à DAZN Argentina.
“Ainda é a minha casa hoje, imediatamente entendi a mentalidade dos florentinos e houve uma harmonia imediata. Vivi um grande momento, senti muito não ter dado um scudetto aos torcedores. Coloquei meu coração nisso, junto com meus companheiros, mas não tivemos sucesso”, continuou Batistuta.
O artilheiro ainda comentou sobre a atual Serie A, que tem o Napoli na ponta da tabela. “Na minha opinião, o Napoli vencerá. Estou torcendo por eles, porque acho que merecem. Eles estão tentando por sete ou oito anos, eles chegaram perto, mas nunca conseguiram. Este ano eu os vejo mais convencidos. A liderança é importante e não acho que os outros conseguem alcançar”, analisou o argentino.
Batistuta ainda contou que entrou em contato com José Mourinho, técnico da Roma. “Eu os assisto algumas vezes. O técnico levou trouxe entusiasmo de volta aos torcedores. Meu relacionamento com a Roma é lindo, fomos um grande time, os torcedores ainda me amam. Havia um desejo de vencer, o que foi muito importante, e a vitória sobre a Lazio um ano antes nos deu o empurrão extra e nos ajudou”, contou.
“Consegui o que estava buscando por 10 anos, tenho grandes memórias e devo dizer que aquele ano que ganhamos o scudetto e estávamos sofrendo para sair de casa. A experiência foi linda”.
O ex-atacante ainda falou sobre dois ex-jogadores que morreram recentemente, Sinisa Mihajlovic e Gianluca Vialli, duas lendas da Serie A. “Quero honrar Sinisa e Gianluca, dois exemplos de muitas gerações. Exemplos de desejo e de luta. Eles mostraram o que você pode fazer ao sempre se comportar bem. Nunca fomos amigos, mas sempre os admirei e respeitei. Quero abraçar suas famílias”, afirmou Batistuta.
Batistuta ainda disse que está aberto a voltar ao futebol italiano um dia, em outra função. “Eu amo a Itália, tenho que confessar, me sinto em casa lá. Fiz o curso de técnicos, mas me vejo mais como diretor e aproveito a oportunidade para fazer um apelo. Penso que estou preparado, mas não preciso fazer a primeira coisa que aparecer. Se um projeto estimulante aparece, direi sim”, contou.
O argentino foi perguntado o que dois compatriotas, Ángel Di Maria e Leandro Paredes, podem oferecer à Juventus. “Eles podem dar muito agora, como já podiam antes da parada, mas as lesões aconteceram. Então há especulação sobre a Copa do Mundo, há aqueles que dizem que eles não deram tudo para se preservarem, mas lesões acontecem”, afirmou.
O lendário atacante ainda foi perguntado sobre a discussão sobre quem é maior, Diego Maradona ou Lionel Messi, agora que o segundo conseguiu conquistar o título da Copa do Mundo. “É uma boa pergunta. Os da minha geração acham que o Maradona fez algo mais, mas porque ele estava lutando por outras coisas, pela guerra das Malvinas, pelo carisma. Ele fez a diferença por causa disso”.
“É normal para pessoas mais jovens serem loucas pelo Messi, ele está jogando nesse nível por 20 anos. Na Copa do Mundo, estava claro desde o dia um que a Argentina venceria. Por causa da atmosfera ao redor de Messi”, disse o craque que vestiu a camisa 9 nas Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2002.



