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A decepção da Roma é normal, mas a forma como a torcida mostrou sua revolta foi nova

Muito distante da Juventus para sonhar com o título da Serie A, restava à Roma a Liga Europa como oportunidade de fechar a temporada com um título. O empate no jogo de ida das oitavas de final contra a Fiorentina, fora de casa, dava esperança ao time de Rudi Garcia de uma classificação no Olímpico. Em teoria, apenas, porque na prática o que vimos foi mais uma daquelas romadas, marcada bastante pela falha do goleiro Skorupski. No final, um 3 a 0 construído com facilidade pelo time de Florença, que avança às quartas. Os ultras não esperaram sequer o fim do primeiro tempo para expressar seu descontentamento e inovaram na hora de protestar.

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Pouco antes do intervalo, uma cena chamou a atenção para a curva sul do Estádio Olímpico. Os ultras começaram a deixar as arquibancadas, em uma cena que marcaria bastante o fracasso do time no jogo. Minutos depois os jogadores descobririam que se este fosse mesmo o caso, até que não seria tão ruim assim. Em vez de, de fato, deixarem a partida, os torcedores retornaram de uma vez só e começaram a direcionar vaias pesadas aos atletas, os chamando, entre outras coisas, de mercenários. Uma cena que, pelo seu ineditismo, gerará bastante repercussão na Itália, talvez justamente o que queria a torcida.

A atitude dos torcedores é completamente compreensível. Com apenas nove minutos de jogo, Gonzalo Rodríguez abriu o placar em cobrança de pênalti. Isso não tirava os giallorossi do jogo, mas Skorupski, todo estabanado, tentou evitar um escanteio para a Fiorentina e acabou transformando uma cobrança de bola parada do adversário em gol. Até evitou que a bola ultrapassasse a linha de fundo, mas ajeitando para Marcos Alonso, com facilidade e o gol completamente aberto, fazer 2 a 0. Por fim, aos 21 minutos, Basanta subiu completamente sozinho para fazer 3 a 0. Nem metade do primeiro tempo havia passado, e os jogadores da Roma não tiveram força nem para dificultar o gol do argentino.

Mais uma vez, a Roma teve a própria Roma como maior adversário. Transformou uma situação de classificação relativamente fácil na Champions League em eliminação ainda na fase de grupos. No Italiano, quando a Juve demonstrou um pouco de instabilidade, conseguiu ser ainda mais instável, emplacar uma sequência de empates digna de um time de meio de tabela e viu o concorrente disparar no topo da tabela. Agora, entrega em apenas 20 minutos uma partida para um adversário difícil, que vive boa fase, mas que poderia perfeitamente ser batido pelos giallorossi. Os torcedores sabem disso e não se contentam mais em ficar no quase.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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