Itália

‘Um mundo sem racistas’: Rafael Leão sonha com avanço do futebol nas questões raciais

Atacante do Milan é o principal alvo para substituir Mbappé no PSG

Rafael Leão, atacante do Milan, é o principal alvo do PSG para substituir Mbappé, sonha com transformações profundas no futebol. Em entrevista ao portal Corriere della Sierra, o jogador falou sobre o desejo de permanecer na Itália, e também sobre um de seus maiores desejos para o futuro: ver o futebol longe de qualquer caso polêmico de racismo. Assim como Vinícius Jr, o português se posiciona ativamente pela causa e diz estar em casa, já que o clube Rossonero é bem sensível a esta questão.

Para ele, os jogadores no mundo inteiro devem unir-se para fazer algo contra o racismo, já que possuem muita popularidade e podem influenciar no pensamento de milhares de pessoas. Utilizar as mídias sociais e a própria imprensa para passar a mensagem de um mundo mais empático e respeitoso é importante para eliminar este problema do ambiente futebolístico.

O atacante citou o caso envolvendo o goleiro Maignan no jogo frente a Udinese, quando a partida foi paralisada após cantos racistas, e como a postura do Milan ajudou os jogadores a se sentirem abraçados e mais fortes na luta contra esta prática criminosa.

[O racismo] está em todos os lugares, infelizmente. É por isso que nós, jogadores, temos de tentar fazer alguma coisa, porque temos muita popularidade. Temos que aproveitar essa força, mandando nossa mensagem. O Milan é muito sensível a essa questão. No caso Maignan, em Udine estávamos certos em nos comportar assim [saindo de campo], era a coisa certa a fazer para sair de campo.

Rafael Leão se espelha em grandes nomes da luta pelos negros

Em sua pele, Rafael Leão carrega a imagem de dois personagens fundamentais na luta pelos direitos dos negros no mundo. Martin Luther King, fundamental na luta contra a segregação nos Estados Unidos e Nelson Mandela, responsável direto pelo fim do Apartheid na África do Sul são figuras tatuadas na pele do jogador que defende um mundo sem racismo e com oportunidades para todos, independente da cor, crença ou qualquer ideologia.

Tenho uma tatuagem de Martin Luther King e outra de Nelson Mandela. Para nós, negros, são dois grandes homens que lutaram até o fim para que as pessoas entendessem que somos todos iguais, independente da cor da nossa pele. Queria que a mensagem dele estivesse sempre em mim. Tenho muitos sonhos, um dos quais é um mundo sem racistas.

No meio do futebol, Leão afirmou que seu maior ídolo na atualidade é Cristiano Ronaldo, não só por ser seu companheiro de seleção em Portugal, mas pelo que consegue fazer em campo, no auge dos seus 39 anos. Contudo, quando mais jovem, Ronaldinho Gaúcho era a sua maior inspiração e o que fez em campo pelo Barcelona e também no próprio Milan, o influenciou a se tornar um jogador profissional.

Católico, ele se diz uma pessoa muito próxima de Deus e afirmou que as rezas são parte de seu cotidiano e ajudam a fazer o melhor em campo. Nesta temporada, o português entrou em campo em 33 oportunidades, marcando nove gols, sendo o vice-artilheiro da equipe, atrás apenas de Giroud, que balançou as redes 13 vezes.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Esse é Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia e da Trivela. Jornalista especializado em Marketing digital é também narrador do Portal Futebol Interior e da RP2Marketing.
Botão Voltar ao topo