Itália

Nedved, vice-presidente da Juventus: “O Fair Play Financeiro não funciona. Espero que a Uefa tenha notado”

Ex-jogador e ídolo da Juventus, Nedved criticou o Fair Play Financeiro da Uefa e comentou sobre os estádios que mais gostou de jogar nos tempos de jogador

O vice-presidente da Juventus, o ídolo e ex-jogador do clube, Pavel Nedved, criticou o Fair Play Financeiro da Uefa. Para o tcheco, o sistema simplesmente não funciona. A regulamentação foi afrouxada por causa da pandemia e há críticas em relação a quanto a Uefa faz valer o sistema, mesmo antes dela. O Manchester City escapou da punição e desmoralizou o Fair Play Financeiro em julho de 2020 e já se pensa em alternativas.

“Não funciona. Espero que a Uefa tenha notado. A ideia deveria ser gastar o que você recebe, não gastar mais”, comentou o dirigente. Curiosamente, a Juventus vinha sofrendo para se adequar ao Fair Play Financeiro pela questão salarial – algo que foi aliviado pela saída de Cristiano Ronaldo.

O próprio presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, afirmou que o Fair Play Financeiro não é mais suficiente. Clubes como o PSG aproveitaram que as regras foram afrouxadas e contrataram jogadores de altos salários, como Lionel Messi. Como alternativa, a Uefa estuda um teto salarial e até uma taxa de luxo que substitua o sistema, embora ainda não esteja claro o quanto isso pode melhorar o modelo atual.

Vale lembrar que o Fair Play Financeiro não é uma medida para evitar ou mesmo inibir disparidades financeiras. A ideia é evitar uma gastança desenfreada, que levou os clubes ao endividamento e, em alguns casos, até à falência. Em 2020, um executivo da Ernst & Young disse que o FPF não é um movimento que busca o equilíbrio financeiro entre os clubes. O problema é que tem falhado também nisso. Até por isso, há discussões na Uefa sobre como fazer o sistema ser aprimorado.

“O estádio que eu mais gostava de jogar era o Santiago Bernabéu”

“Estamos orgulhosos do nosso estádio, nos sentimos em casa e o mesmo vale para nossos torcedores, é isso que penso sobre ele”, disse o ex-jogador, que é dirigente da Juventus, ao Calciomercato. “O estádio onde eu gostava mais de jogar era o Santiago Bernabéu, é sempre bom jogar lá. Quando você vai ao gramado e olha para cima nas arquibancadas, você sente que parece infinito. Sempre foi muito bom jogar lá”.

“Vale o mesmo para Old Trafford, você pode respirar história lá. O Manchester United é um clube com tradição, o mesmo vale para o Real Madrid, Juventus, Barcelona e Bayern de Munique. Historicamente, eles têm algo mais”.

Momento da Juventus: “Vivemos a pressão de vencer”

Na temporada passada, a Juventus não conseguiu o título da Serie A, que seria o 10º seguido. A Inter foi a campeã, mas a Velha Senhora ainda conseguiu a Supercopa e a Copa da Itália. “Fomos criticados, mas talvez não tenham notado que outros clubes não ganharam nada por 10 anos”, disse Nedved. “Estamos acostumados com isso, vivemos a pressão de vencer. Quem quer que trabalhe e jogue pela Juventus tem que estar ciente disso”.

“A Juventus venceu muitos títulos com um time experiente, alguém aposentou, outros estão fazendo o mesmo. Portanto, temos jogadores mais jovens. A Juventus sempre olha para frente, investimos em jogadores importantes, o futuro pertence à Juventus”, comentou o tcheco.

A Juventus vai a campo no próximo domingo, quando joga com a Roma às 15h45 (horário de Brasília) no seu estádio. Com 11 pontos em sete jogos na Serie A, o time de Massimiliano Allegri ainda tenta se recuperar na temporada, mas o início na Champions League, com duas vitória sem dois jogos, sendo uma delas contra o atual campeão, Chelsea, deixou uma boa impressão.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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